Ciência da Informação: passado ou futuro?
Aqui, um texto de 1976:
As bibliotecas estão atravessando um período de grandes mudanças devido à crescente disponibilidade de bases de dados, legíveis por máquina, e sistemas de recuperação da informação. Alguns produtores de bases de dados estabeleceram redes a nível nacional e internacional a fim de torná-las disponíveis. O fato de que poucas instituições tenham um nível de demanda que justifique operações deste tipo levou ao desenvolvimento de centros de disseminação de informação científica e ao desenvolvimento de buscas on-line. Em relação a estas mudanças, o bibliotecário está assumindo o papel de intermediário entre os usuários e a massa de dados bibliográficos existente em forma legível por máquina.
Pois é, e vale dar uma olhada nele aqui. ( em inglês)
Por outro lado , essa entrevista de 1995, com a professora Celia Ribeiro Zaher mostra que há, sim, um pensamento sobre os rumos convergentes do digital na documentação aqui no Brasil.
O fato é que da mesma forma como a internet perpassa quase todas as demais atividades sociais, a Ciência da Informação perpassa quase toda produção do conhecimento e, certamente, todo conhecimento científico. Então o que ocorre é que não se trata de abandonar a “biblioteconomia”, mas de conjugá-la, por sua importância, aos demais saberes que surgem. Não apenas os “objetos digitais” para a comunicação e cultura: filmes, textos, sons, imagens…são o alvo desse campo. Imagine um campo que tem como abrangência desde os prontuários médicos, as legislações, todas elas, as comerciais, as técnicas, enfim, a informação. Não se trata apenas de ignorar a internet, ela mesma uma grande biblioteca distribuída por servidores, mas de aproveitar que as duas coisas se fundem e unir a estas, muitas outras, como as culturas tradicionais e seus modos de conhecimento.
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