Plano Nacional de Digitalização de Acervos Culturais em discussão

Aqui, no Fórum, ela já começou. Meio pequena, como uma preparação. Todo mundo concorda que acervo é importante. Mas poucos se importam com eles. Acervo sempre foi coisa de bibliotecário, aquele profissional que a gente via vez ou outra. Mas quando o bibliotecário tem que ser a gente?  O assunto é grande e delicado. Porque à medida que os documentos vão sendo tragados pelas descrições( metatags,  e protocolos)  e transferências de suporte( analógico para digital), vão ganhando novas camadas de informação e usos, nem sempre profissionais ou voltados para essa finalidade de tratamento da informação.

O que se busca nesse blog, e em várias instâncias desse Fórum, mais que boas idéias, projetos ou nomes, é o diálogo. Mas esse diálogo não vai ser condicionante de uma proposta para o Plano Nacional de Digitalização de Acervos Culturais. Ocorre que estes assuntos complexos sobre o que é um documento, o que é informação, têm sido pensados em campos tão distintos quanto a biblioteconomia, a Antropologia, Ciência da Computação, Administração, Direito, Matemática, enfim, outros mais.

O que está em jogo? O acesso á informação ou a produção desta? Posso acessar um livro ou, de maneira colaborativa, também autora-lo? Mas, e quanto aos outros meios? O audiovisual? Há ainda outras formas de comunicação, como a gestual por exemplo, que estão em desenvolvimento, e que vão implicar na telepresença, como nesse caso da dança em rede.

Não se pode esquecer que não apenas o audiovisual está sendo digitalizado. Há impressos, ou os “arquivos planos”, para usar a terminologia técnica. Há ainda, os objetos e ações (cultura imaterial) a serem documentados…

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