A informação hodierna

Quase todas as pessoas que tiveram que pesquisar algo com o google, usam o mesmo mecanismo de busca de novo. Usa-se e repete-se o uso, criando o hábito. O problema com esse modelo de informação capitalizada, mensurável (o maior número de resultados), é que se cria uma sociedade acostumada a usar, mas não produzir; tornando aceitável e normal que a informação que ela usa seja produzida( por jornalistas, por exemplo), ao invés de se trabalhar produtivamente a própria informação. Este hábito, longe de ser um defeito, é uma condição de um modelo de vida, mais especificamente da vida urbana e atual…que “precisa” ser alimentada de informações constantes…

Visão futurista do Institute for the Future (iftf.org) DensityDesign e publicada na Wired Itália

A maneira como percebemos o que é ciência, educação, arte, política, identidade, classe, gênero e, mesmo a vida, está mudando.  As máquinas cada vez mais orgânicas e os organismos cada vez mais sintéticos não nos deixam ver que esta fusão está em curso. Somos, humanos, o critério de equilíbrio, e talvez tenha sido esse um problema. Faltou definir, não no discurso, mas na prática, o que é humano…

Desde que o Fórum da Cultura Digital Brasileira realizou seu primeiro seminário, são muitos os caminhos a serem percorridos. Estão em gestão ações ( e reações) diversas. Esse clima de “férias”serve portanto, para uma espécie de balanço. E o resultado, parcial desse balaço, foi o de que está em curso a tal mudança que foi dita acima, a dos parâmetros e valores. Mais do que isso, há, nas pessoas que a constatam, duas reações: ou convergem para a mudança, mesmo sem a certeza de onde vão, ou divergem, e se tornam críticos de coisas que não entendem, mas que também não querem mudar.

Assim, a situação atual da informação é esta: de avalanche. Não se pode mais dizer que a produção de conhecimento está nas mãos dos grandes grupos empresariais, como era nas décadas de 70, 80. Hoje, a partir da internet, aumentam as possibilidades de produção independente, mas também as responsabilidades, sobre esta produção.

  1. Parabéns, Rogério!
    Li tudo e aprendi muito e ainda tenho muito que meditar! Irei tentar contribui de forma ética e qualitativa nesta rede. Fraterno abraço

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