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Os desafios da digitalização

A biblioteca da Universiade de Cornell, tem uma página dedicada aos processos necessários para transformar objetos analógicos, como livros ou filmes, em objetos digitais.  Dentre as várias etapas elencadas, há uma que chama a atenção pela enorme complexidade.

Umas das perguntas que mais ouço quando falo porque escrevo aqui neste blog é: para que serve isso de cultura digital?

Não se pode dizer, a bem da verdade, que tal pergunta não tenha embutida uma oportunidade para que eu fale de todos os itens que coloquei nesse post aqui. A delimitação de algo  denominado Memória Digital, tem que explicar porque é importante que as legislações sobre arquivos, museus, bibliotecas, cinematecas e, bem como acervos de rádio e televisão, nas quais os profissionais de diversas áreas se apegam na hora de dialogar com pessoas de campos diferentes, sejam pensadas como algo convergente, e não como um cerco.

Também seria interessante explicar porque a TV Brasil, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes, a Rádio Nacional, deveriam sentar-se para conversar sobre as vantagens e desvantagens de se conseguir um local único de arquivamento, a tal pergunta, sobre qual o tamanho do patrimônio brasileiro.

Claro que os “elementos complexos” não acabam ai… Não foi citada a lei de direito autoral, vigente sobre todas as demais no que se refere aos conteúdos…Nem tão pouco foi falado sobre internet, ou o atual debate sobre banda larga.

Pois cabe falar, também, que tais problemas não são específicos do longo caminho de aprendizado pelo qual passam as instituições brasileiras. Talvez, com iniciativas como essa daqui do Fórum de Cultura Digital, o preconceito sobre tecnologia não diminua. Certamente, são iniciativas que procuram com abertura soluções para problemas que, encastelados nas instituições, as fitas de vídeo, os jornais, os mapas, e muitos outros objetos culturais, se pudessem falar, ansiariam verem resolvidos.

Mas, voltando, dentre os problemas que a Universidade Cornell aponta, estão os de ordem técnica, mas também os de ordem institucional…

WHY IS DIGITAL PRESERVATION SO CHALLENGING?

Esse é o título da seção. E estes são os desafios técnicos:

Acondicionamento: boa parte das pessoas, inclusive aquelas que produzem cultura, não saberia dizer a diferença entre acervo, arquivo e depósito. Isto traz conseqüências na hora de se preservar o que se produz.

Armazenamento: deterioração dos suportes, mau uso, mal acondicionamento e obsolescência.

Arquivos em formatos diferentes: Além da obsolescência, a dependência de formatos proprietários prejudica enormemente, sem contudo impedir, uma unificação dos materiais digitais.

Aqui os desafios organizacionais e administrativos:

Falta de comprometimento com a preservação de longo termo.

Este ponto merece destaque. Afora as divergências entre legislações, perspectivas profissionais e, principalmente, graus de compreensão variados, pode-se se dizer que de uma forma ou de outra, por um motivo ou outro, há um consenso sobre o fato de que o Brasil não pode continuar se autodenominar um país “sem memória”…

Ausência de políticas de preservação.

O fato de que há um (ou algum) consenso sobre o que deve ser preservado não impede, por exemplo, de que esforços no sentido de garantir não apenas a preservação do patrimônio, mas também, a inclusão de um número maior de manifestações tanto tradicionais, como aquelas dos povos quilombolas ou indígenas, quanto atuais, quanto a arte eletrônica.

O caminho para uma convergência de conteúdos, precisa passar por estes e muitos outros desafios. As leis, os campos profissionais fechados e a instituições rígidas, são aqueles que, não sabendo lidar com o diferente e novo, se encastelam e silenciam. Estes, já eram,pois, não será este Fórum que os mudará, mas sim o tempo histórico, quem decidirá.

FAPESP tem apoio financeiro para acervos

Mais aqui nesse link

Acervos apoiados 29/10/2009 Agência FAPESP – A FAPESP lançou nesta quarta-feira (28/10) Chamada de Propostas de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Museus, Centros Depositários de Informações e Documentos e de Coleções Biológicas. As propostas serão selecionadas com base na avaliação de sua relevância para a pesquisa, bem como de sua capacidade de manutenção, ampliação e disponibilização aos pesquisadores dos acervos de que são depositários.

A FAPESP reservou R$ 20 milhões para aplicação no conjunto de projetos a serem selecionados. As solicitações iniciais devem ser encaminhadas até 18 de dezembro de 2009 e o prazo previsto para análise é de aproximadamente 180 dias. O período de vigência do auxílio será de 12 meses.

Serão priorizadas propostas que reflitam concepções inovadoras a respeito das modalidades e meios de armazenamento, organização e disponibilização de acervos – especialmente em se tratando de centros que já tenham se beneficiado de apoio significativo da FAPESP, no âmbito de programas de infraestrutura.

Será considerado elemento valorizador da proposta a existência documentada no centro, a que se vincula a proposta, de disponibilização do material on-line, aumentando a visibilidade nacional e internacional das coleções e acervos existentes no Estado de São Paulo e permitindo um uso mais amplo do acervo e das informações por especialistas do Brasil e do exterior.

Sendo demonstrado o uso do acervo em questão para projetos de pesquisa, será também elemento valorizador da proposta a existência demonstrada de intensa utilização das informações tanto pela sociedade em geral como, em especial, pelos professores de ensino fundamental e médio.

Esta Chamada de Propostas de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa comporta três módulos:

1) Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Museus,

2) Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Arquivos e Acervos Documentais;

3) Apoio à Infraestrutura de Pesquisa de Acervos de Coleções Biológicas.

Memória invisivel

Vai acontecer a Conferência Nacional de Comunicação, e os movimentos sociais, os partidos políticos e indivíduos engajados no debate público das comunicações no Brasil estão se mobilizando para fazer valer um direito humano cada vez mais fundamental: a comunicação. Alguns estudos de análise do discurso dizem que  quando não há comunicação, duas coisas ocorrem: ou o ruído,ou o silêncio. Nos preparativos do processo de propostas sobre os assuntos a serem debatidos, fiz uma pesquisa nesta lista dos grupos do Rio de  Janeiro, por três palavras chave: memória, acervo e patrimônio.

Até onde pude conferir, somente a ABCCOM – Associação Brasileira dos Canais Comunitários fez a seguinte proposta:

9) Criação imediata de um acervo único no Ministério da Cultura a partir de inventário, digitalização e disponibilização de produções existentes, com a construção de modelos de grade de rede do campo público de televisão diferenciado do sistema comercial, que sejam flexíveis e que contemplem e valorizem, efetivamente, os conteúdos regionais, tendo o Cinema Brasileiro como parceiro estratégico;

Não acho que seja diferente em outros estados, todavia pode ser. É importante dizer que todo esse esforço sobre a produção, exibição e a distribuição não pode esquecer o armazenamento. Mas esquecem. Ocorre que, a medida que vai avançando a produção digital, um problema concreto de armazenagem, tanto de material “bruto” quanto de conteúdos processados  ( livros, filmes,discos, fotografias…) se acumula de maneira desordenada.

Assim, no movimento de produção, distribuição e exibição, uma etapa posterior, mas não menos importante, é a da constituição de acervos. Tanto melhor se forem acervos públicos. Para isso, são necessárias ações sobre a constituição de  acervos digitais Públicos, desdobramento de um Plano Nacional de Digitalização desses acervos.

A proposta de acervos não se limita a tudo que se pode fazer para a preservação da memória.Uma outra dimensão, tão importante quanto a constituição desses arquivos, é o uso dos que têm acesso podem fazer deles. No Brasil, há muitos casos sensíveis quando se fala de arquivos. Há muitos segredos, muitos esquecimentos e, principalmente, muitos silenciamentos

Há propostas de reação a essa situação de silenciamento. Uma, que me fez lembrar o motivo de porque não há nem muita comunicação nem muita memória no espaço público, foi esse grupo que tem pessoas dos paises aqui do sul, pensando questões desse lado do hemisfério. Fiquei pensando em como seria, se questões semelhantes do contexto brasileiro pudessem ser trabalhadas dessa forma poética.

Por uma delimitação do Eixo de memória Digital

Um dos objetivos deste blog, é apresentar sugestões sobre as discussões do eixo Memória Digital. Ao longo desse processo que vem sendo estabelecido pela coordenação do fórum, foi solicitado aos curadores de cada eixo, que propusessem uma linha de discussão, a delimitação de seus campos.

Embora ainda ocorra mais discussões externas ao Blog, espaço aqui disponibilizado por esta iniciativa do MINC e RNP, como meta do cronograma de elaboração das propostas do eixos, são apresentadas abaixo, a linhas centrais de discussão do eixo de memória digital.  Trata-se de uma proposta aberta, que já incorpora o resultado de sugestões e discussões exteriores ao blog, provindas da coleta de informações de setores e atores envolvidos nesse campo.

Como está afirmado na primeira pagina do Fórum:

Um novo jeito de fazer Política Pública

Bem-vindo à rede social da Cultura Digital Brasileira, espaço público e aberto voltado para a formulação e a construção democrática de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e insituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado.

Este espaço (o Fórum, o qual hospeda esse blog) tem como proposta a possibilidade de colocar, propor, criticar e comentar os conteúdos aqui postados. Tais discussões, somadas a outras, servirão de base para elaborar uma proposta de delimitação de ações do que pode ser feito em termos de digitalização do patrimônio cultural brasileiro.
A continuidade, distribuição e preservação do fluxo histórico cultural do Brasil passa pelo acesso de sua população ao seu patrimônio material e imaterial digitalizado.

Entende-se que a compreensão atual desse fluxo, esteja orientada e distribuída por suportes tais como filmes ou livros. No entanto, percebe-se que novos dispositivos multimídia começam a promover, em seus usuários, a necessidade de adaptação desses conteúdos culturais para serem utilizados e distribuídos digitalmente.

Os objetos e ações culturais não digitais, aqueles que não são criados a partir de código de máquina, passam por um processo de duplicação de suas propriedades, que são transportadas para o digital, ou digitalizadas, por meio de processos distintos. Desta forma, a Memória Digital, seja aquela produzida em meios digitais, ou aquela digitalizada, deve possibilitar a comunicação entre distintos suportes, como possibilidades de convergência de seus conteúdos.

1- Escopo

Propõe-se que a memória digital seja pensada não como campo ou conjunto, mas como fluxos, coletivos, processos. Desta forma, busca-se evidenciar que, tanto o passado quanto o presente, bem como o futuro, podem ser combinados física e conceitualmente por meio de artifícios digitais.

1.1 Objetos digitais
1.2 Processo de digitalização
1.3 Divulgação e circulação

2 -Técnicas e Métodos

As técnicas e tecnologias adotadas pelos diferentes suportes, formatos e padrões atuais, devem ser pensados em dois planos: o atual e o escalar.

O primeiro, atual, diz respeito aos procedimentos historicamente adotados pelos diferentes produtores de comunicação e cultura digital. O segundo, escalar, trata da produção digital futura, bem como das digitalizações atuais: os objetos digitalmente criados e os objetos que serão digitalizados.

2.1 Produção e Armazenamento digital atuais

2.1.1. Hardware
2.1.2. Middleware
2.1.3. Software
2.1.4. Padrões e metadados
2.1.5. Legislações
2.1.6. Acervos digitais

2.1.6.1. Multimídia
2.1.6.2. Bases de dados

2.2   Tipos de Digitalização

2.2.1. Arquivos Planos

2.2.1.1. Imagem
2.2.1.2. Texto

2.2.2.  Acervos Audiovisuais

2.2.2.1. Áudio
2.2.2.2. Vídeo
2.2.2.3. Película

2.2.3.  Objetos tridimensionais

2.2.3.1. Modelagem
2.2.3.2. Protótipo

2.3  Constituição escalar de acervos digitais

2.3.1. Convergência

2.3.1.1. Padrões de produção digital
2.3.1.2. Padrões de digitalização
2.3.1.3. Interoperabilidade de protocolos
2.3.1.4. Padrões de metadados
2.3.1.5. Agregamento colaborativo
2.3.1.6. Direito autoral
2.3.1.7. Acesso e distribuição

2.3.2. Interfaces

2.3.2.1. Acessibilidade
2.3.2.2. Visualização
2.3.2.3. Sonificação

3. Pesquisa e Desenvolvimento

3.1 Mapeamento dos sistemas de armazenamento e gestão digital

3.2 Identificação e quantificação do patrimônio digitalizado

3.3 Desenvolvimento

3.3.1. Hardware
3.3.2. Middleware
3.3.3. Software

São propostas abertas, mais uma vez, comente, modifique, contribua.

Espaços científico-culturais recebem investimento de R$ 16,3 milhões

Leitura interessada do Jornal da Ciência:

Centros e museus de C&T, planetários, jardins zoobotânicos e parques de ciência poderão ser contemplados em edital. Inscrições vão até 5 de dezembro

O edital 064/2009, que selecionará propostas para apoiar atividades que propiciem a instalação e o fortalecimento de espaços científico-culturais, foi lançado ontem. A chamada é fruto de parceria entre o CNPq, a Secretaria de Ciências e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do MCT e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs).

As inscrições de propostas vão até 5 de dezembro e projetos voltados para atividades de divulgação científica que valorizem a interatividade também são valorizados.

Na avaliação do CNPq, existem poucos espaços científico-culturais, distribuídos de forma desigual pelo território nacional, o que torna a capacidade para promover a divulgação científica em grande escala ineficiente.

No Brasil, apenas 4% da população visita museus de C&T, uma vez por ano. A principal justificativa é que muitos espaços não desenvolvem atividades interativas ou estimuladoras da criatividade, da observação científica e da experimentação.

Além das atividades de divulgação, essas instituições, quando incentivadas, podem ter um papel importante para a melhoria do ensino de ciências nas escolas. Esse apoio está previsto pelo Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

Promover a expansão e a melhoria dessas ações, tendo como finalidade aprimorar a difusão e popularização da cultura científico-tecnológica junto à sociedade e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino das ciências são os objetivos do edital.

Estão previstas atividades para valorizar e estimular a criatividade, a experimentação e a interdisciplinaridade no campo da divulgação científica; colaborar com a melhoria e uma maior atualização/modernização do ensino das ciências em todos os níveis de ensino; estimular jovens para carreiras científicas e tecnológicas; promover o uso e a difusão de resultados da C&T em ações de inclusão social e redução das desigualdades.

Parcerias

A adesão das FAPs, com alocação de recursos próprios, permitirá a ampliação do número de propostas contempladas. Participam as fundações de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe, co-financiando propostas selecionadas cujas instituições sedes estejam em seus respectivos estados.

Estão disponíveis R$ 16,31 milhões, sendo R$ 7 milhões da Ação Transversal do FNDCT/Fundos Setoriais e R$ 9,31 milhões das FAPs parceiras.

O proponente pode ser pesquisador, professor ou especialista vinculado à instituição de pesquisa, museu e centro de C&T, planetário, jardim zoobotânico, parque da ciência e outros espaços científico-culturais, empresa pública que execute atividades de pesquisa em C,T&I e de popularização da C&T, todas sem fins lucrativos.

Além disso, deve ser obrigatoriamente o coordenador do projeto, ter o currículo cadastrado na Plataforma Lattes e vínculo formal com instituição. As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente por meio do Formulário de Propostas On-line, disponível na Plataforma Carlos Chagas.

O edital está em www.cnpq.br/editais/ct/2009/064.htm

(Com informações da Assessoria de Comunicação do CNPq)

Responsabilidade Social da Ciência da Informação

Começa hoje o X ENANCIB – Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação – Programação.

fonte: JC email

GRUPOS DE TRABALHO

GT 1 – Estudos Históricos e Epistemológicos da Informação Coordenadora: Prof. Dra. Lena Vânia Ribeiro Pinheiro (IBICT)
GT 2 – Organização e Representação do Conhecimento Coordenadora: Profa. Dra. Lídia Alvarenga (UFMG)
GT 3: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação Coordenador: Prof. Dr. Edmir Perrotti (USP)
GT 4: Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações Coordenadora: Prof. Dra. Marta Lígia Pomim Valentim (UNESP)
GT 5: Política e Economia da Informação Coordenadora: Profa. Dra. Sarita Albagli (IBICT)
GT 6: Informação, Educação e Trabalho Coordenadora: Profa. Dra. Helena Maria Tarchi Crivellari (UFMG)
GT 7: Produção e Comunicação da Informação em CT&I Coordenadora: Profa. Dra. Sônia Elisa Caregnato (UFRGS)
GT 8: Informação e Tecnologia Coordenadora: Profa. Dra. Silvana Vidotti (UNESP)
GT 9: Museu, Patrimônio e Informação Coordenadora: Prof. Dra. Diana Farjala Correia Lima (UNIRIO)

A programação está na página do evento.

III Seminário Internacional de Memória e Patrimônio – Pelotas/RS

Entrecortando a discussão sobre o que é um documento na Cultura Digital, mais um exemplo de que estas perguntas estão surgindo em vários lugares, sob várias perspectivas…

Inscrições, programação e outras informações no site: http://simpufpel.wordpress.com/

Programação

Dia 28/10 – Quarta-Feira
14 horas Painéis
18 horas Credenciamentos
19 horas Abertura oficial
19h30min Conferência: Prof. Dr. Pedro Paulo Funari (Unicamp) – Diversidade, Inclusão Social e Políticas Públicas
Dia 29/10 – Quinta-Feira
14 horas Painéis
19 h 30 min. Mesa-redonda:  Políticas públicas de patrimônio na América Latina:

Alicia Martin (UBA – Argentina)

Ana Maria Beltrami (IPHAN)

Lourdes Dominguez (Cuba)

Dia 30/10 – Sexta-Feira
14 horas Mesa-redonda:  “Patrimônio cultural: classificação, registro e salvaguarda”

Flavia Rieth (UFPel)

Mônica Rotman (UBA)

Arturo Toscano (Museo Nacional de Historia Natural y Antropologia – Uruguai)

19h30min Conferência de encerramento: Profª. Drª. Maria Cecília Londres Fonseca – “Questões atuais na preservação do patrimônio cultural”

33 razões por que as bibliotecas e bibliotecários ainda se mantêm extremamente importantes

Uma discussão bem importante, e por vezes, exaltada, no campo de CI. Achei por bem colocar do jeito que ela está no blog ExtraLibris

Muitos acreditam que a era digital irá acabar com as estantes públicas e extinguir permanentemente a era centenária das bibliotecas. A desconcertante proeza e progresso da tecnologia fez até um bibliotecário prever a queda da instituição.

Ele pode estar certo.

Porém, se estiver, então a perda será irreparável. Conforme a relevância das bibliotecas entra em questão, elas encaram uma crise existencial em uma época onde elas talvez sejam mais necessárias. Apesar de sua percebida obsolescência em uma era digital, tanto bibliotecas – quanto bibliotecários – são insubstituíveis por várias razões. 33, de fato.

Eles listam as 33, e depois concluem:

Conclusão

A sociedade não está pronta para abandonar a biblioteca, e provavelmente nunca estará. Bibliotecas podem adaptar-se as mudanças sociais e tecnológicas, mas elas não são substituíveis. Enquanto que as bibliotecas são distintas da internet, os bibliotecários são os melhores profissionais para guiar acadêmicos e cidadãos para um melhor entendimento de como encontrar informação de valor online. Certamente, existe muita informação online. Mas ainda existe muita informação em papel. Ao invés de taxar as bibliotecas como obsoletas, os governos estaduais e federais deveriam aumentar os recursos para garantir melhores funcionários e tecnologias. Ao invés de galopar cegamente através da era digital, guiado apenas pelos interesses corporativos da economia da web, a sociedade deveria adotar uma cultura de guias e sinalizações. Hoje, mais do que nunca, as bibliotecas e os bibliotecários são extremamente importantes para a preservação e melhoria da nossa cultura.

Artigo original: Are Librarians Totally Obsolete?
Disponível em: degreetutor.com

Seminário Nacional do CMU discute memória e patrimônio na Unicamp

escrito por Amarildo Carnicel

[13/10/2009] Patrimônio cultural e memória enquanto bens de natureza material e imaterial compõem o pano de fundo do VI Seminário Nacional do Centro de Memória-Unicamp “Memória e Patrimônio” que será aberto nesta quarta-feira (14), às 9 horas, no Auditório do Instituto de Artes (IA) da Universidade. Com a participação de pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa do país, o evento terá como conferencista o professor emérito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP, Ulpiano Bezerra de Meneses, um dos mais renomados pesquisadores brasileiros na área da história e da memória, que abordará o tema “Natureza, ambiguidade e dilemas do valor cultural”. A programação com mesas redondas, grupos de trabalho, apresentação de pôsteres e feira de livros prossegue nos dias 15 e 16, no IA e em mais três institutos e faculdades da Unicamp.

O evento será aberto com a participação da coordenadora da Cocen, professora Ítala M. Loffredo D‘Ottaviano e do diretor do CMU e coordenador geral do seminário, professor José Roberto Zan. A conferência de abertura será realizada às 9h30, no mesmo local. Além do professor Ulpiano Bezerra de Meneses, a mesa contará com a participação do debatedor Antonio Augusto Arantes (IFCH-Unicamp). No dia 15, às 9h30, no Auditório do IA será realizada a mesa redonda “Patrimônio Imaterial: Memória e Identidade” com a participação dos professores Samuel Araújo (UFRJ), Ricardo Lima (Centro Nacional do Folclore Popular-RJ), Edson Silva de Farias (UnB), Carlos Sandroni (UFPE) e da debatedora professora Olga Rodrigues de Moraes von Simson (FE/CMU-Unicamp). No dia 16, às 9h30, no Auditório do IA, será realizada a mesa redonda “Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural no Brasil”. Participam dessa discussão os professores Ana Lúcia Duarte Lanna (IEB-USP), Paulo César Garcez Marins (Museu Paulista-USP) Silvana Rubino (IFCH-Unicamp) e a debatedora profa. Cristina Meneguello (IFCH-Unicamp).

Os Grupos de Trabalho (GTs) serão realizados nos dias 14, 15 e 16, sempre das 14 horas às 18 horas em salas do Instituto de Artes, Instituto de Economia, Instituto de Estudos da Linguagem e Faculdade de Educação. Cerca de 150 trabalhos serão apresentados nos seguintes GTs: “Patrimônio Industrial e Identidade Urbana”, “Memória e Educação Patrimonial”, “Memória, Patrimônio e Diversidade Cultural”, “Memória, Imagens e Mídias”, “Tradição, Memória e Mercado Cultural”, “Processos de Patrimônio e Políticas Públicas” e “Patrimônio e Cidade”.

No dia 15, às 18 horas, no Instituto de Estudos da Linguagem, está programada a visita à Exposição de Pôsteres. Durante o evento, também no IEL, será realizada uma feira com cerca de 130 títulos de livros e revistas produzidos pela Área de Publicações do CMU. Os interessados poderão adquirir livros com 50% de desconto e revistas acadêmicas a partir de R$ 1,00.

Programação dos Grupos de Trabalho

1. Patrimônio Industrial e Identidade Urbana
Coordenação: Cristina Meneguello (IFCH-UNICAMP)

2. Memória e Educação Patrimonial
Coordenação: Olga R. de Moraes von Simson (FE-CMU-UNICAMP)

3. Memória, Patrimônio e Diversidade Cultural
Coordenação: Maria Elena Bernardes (CMU-UNICAMP) e Maria Carolina Bovério Galzerani (FE-UNICAMP)

4. Memória, Imagens e Mídias
Coordenação: Fernando de Tacca (IA-UNICAMP) e Amarildo Carnicel (CMU-UNICAMP)

5. Memória, Patrimônio e Indústria Cultural
Coordenação: Rita Morelli (IFCH-UNICAMP)

6. Tradição, Memória e Mercado Cultural
Coordenação: Cássia Navas (IA-UNICAMP)

7. Processos de Patrimonialização e Políticas Públicas
Coordenação: Marco do Valle (IA-UNICAMP) e Haroldo Gallo (IA-UNICAMP)

8. Patrimônio e Cidade
Coordenação: Marcos Tognon (IFCH-UNICAMP)

Mais informações sobre o seminário, como a programação geral dos GTs, podem ser obtidas pelo site www.cmu.unicamp.br/viseminario.

Antropologia da Informação e as categorias do pensamento humano

Um dos membros do Fórum, me fez lembrar porque estou aqui. Sou antropólogo, mais por força da formação acadêmica, e menos da titulação. Etiquetas à parte, é este exatamente o assunto: classificações. Antropólogos as adoram. Elas dizem se sou branco, negro, rico, pobre, hetero ou homossexual, de esquerda, direita…ou nada disso.
Pois bem, o fato é que no blog do citado membro do Fórum, encontra-se o link para o IV Congresso de Antropologia – Associação Portuguesa de Antropologia, ocorrido entre 9 e 11 de setembro passado, e que teve o incrível tema “CLASSIFICAR O MUNDO”, assim, em letras maiúsculas. Pois não bastasse o tema, em total sintonia com este blog, os assuntos dos painéis são também altamente pertinentes às discussões aqui no Fórum de Cultura Digital.

Para se ter uma idéia, eis alguns dos painéis mais explicitamente relacionados ao tema Memória Digital:

Nº 1 – Objectos comuns de ontem, objectos de museu hoje: processos de classificação e de activação patrimonial nos museus
Nº: 2 – Museus e Património Imaterial
Nº: 5 – Organizando a sociedade, ordenando o social.
Nº: 7 – Tradução cultural, fronteiras e dinâmicas globais.
Nº: 14 – Turismo, Património e Usos da Cultura.
Nº: 23 – Lógicas de classificação social e formas de poder: agência, estrutura e significado.
Nº: 24 – Reconstruções identitárias em espaços universitários multiculturais.
Nº: 25 – Classificações coloniais: passado e des/continuidades no mundo contemporâneo.
Nº: 26 – Antropologia dos Media: práticas, consumos e representações.
Nº: 27 – Tecnologias Digitais: novos objectos empíricos e práticas de pesquisa etnográfica.
Nº: 29 – Consenso e dissensão: responsabilidade colectiva e autonomia individual.
Nº: 31 – Saberes Tradicionais, Práticas Sociais e Biodiversidade.
Nº: 33 – Arte. Identidade e Poder.
Nº: 35 – Conceitos, categorias, classes, processos: fronteiras e novas conceptualizações.
Nº: 37 – Classificações e desigualdades: produção e reprodução.
Nº 39 – Interculturalidade(s) Espaços de alteridade e de diálogo.
Nº 40 – Apresentações da Cultura: performances artísticas, narrativas de poder e reflexividade.

CONVIDADO I – Cosmopolitismo: metrópoles, trajectórias e subjectividade.
CONVIDADO VII – Classificar: objectos, sujeitos, acções.
CONVIDADO VIII – Fronteiras.
CONVIDADO IX – Classificar: capital e mobilidade.

O link do Congresso, com o trabalhos apresentados e o nomes está aqui. Vale dar uma olhada. Como não poderia deixar de ser, há muitos brasileiros de diversas universidades presentes…

Vale dizer que foram ao todo 51 painéis. Desses, 17 acima aqui destacados. O que confirma que o assunto “informação” extrapola tanto as TICs (tecnologias da informação e comunicação) como as CIs (ciências da informação) as quais, são, em termos antropológicos, construções sociais.  Conforme vem sendo publicado aqui no blog, está em curso uma discussão crucial sobre o que se entende por informação, os padrões e protocolos que a definem e mais do que nunca, os poderes, direitos e deveres implicados.

Os fatores culturais dessas práticas tecnológicas e científicas, têm uma discussão restrita aos meios acadêmicos, sendo parcialmente debatida nos meios de comunicação alternativa. Entretanto, vários aspectos passam desapercebidos, tais como o fato de que saberes como a etnomatemática, por exemplo, são conhecimentos que concretamente podem contribuir em muito para a democratização do conhecimento, na medida em que inserem historicamente elementos de culturas que têm sido excluídas, mas que através desse campo de pesquisa, têm reconhecida não apenas sua relevância, mas também sua antecedência sobre a ciência do que se convencionou chamar (classificar de) ocidental.

É preciso levar em conta que há esforços em curso sobre a inserção e o reconhecimento dos saberes tradicioniais no campo da Ciência da Informação. Contudo, tal postura não é generalizada e persistem muitos equívocos e preconceitos. Adiante, quando se chegar á conclusão, nem sempre altruísta de que o conhecimento desses povos, muitos com a face pintada, habitando lugares classificados como “selva” (e por extensão sendo portanto, selvagens) têm algoritmos que poderiam inovar a computação, assim como as indústrias farmacêuticas e de cosméticos já descobriram com o saber tradicional sobre as plantas.

O congresso português dá claros indícios de que essa discussão ainda não começou e irá ganhar, em algum momento mais a frente, as páginas, físicas e virtuais, dos meios de comunicação. Aqui no Fórum de Cultura Digital, ela já começou, há um grupo, pequeno, mas existente, que tem como escopo abordar essas e outras peculiaridades dos saberes tradicionais.

A linguagem humana, que possibilita todas as demais linguagens, as naturais e artificiais, é uma tecnologia. Pode haver controvérsias sobre sua origem, função, mas é inegável que se trata de uma ferramenta mental, ou capacidade social, utilizada por todos os povos do planeta, desde tempos imemoriais. No momento em que buscamos a unificação de diversos campos do saber humano, não podemos deixar de lado aqueles que nos forneceram as bases do que conhecemos, ou classificamos hoje por ciência e tecnologia.

VII Seminário de Pesquisa em Ciência da Informação

Geração e compartilhamento de saberes: um sobrevôo antropológico

Rio de Janeiro, outubro – novembro de 2009

07 de outubro

Biodiversidade e diversidade cultural: modelo epistemológico ou epidemiológico?

Abertura

Celia Ribeiro Zaher
Coordenadora PPGCI – IBICT/ UFRJ

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Luiz Carlos Borges, MAST

Debatedora:
Maria Cecília de Magalhães Mollica, UFRJ

Coordenadora de Mesa:
Liz-Rejane Issberner, IBICT

21 de outubro

Desenvolvimento sustentável e capital social: Abordagem antropológica do caso de Ouro Preto d´Oeste: circulação dos saberes, circulação dos significados

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Philippe Lenà, Institut de Recherche pour le Développement-IRD

Debatedora:
Liz-Rejane Issberner,IBICT

Coordenadora de Mesa:
Sarita Albagli, IBICT

04 de novembro

Parentesco, localidade e memória: transmissão dos saberes territoriais

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Roberto Araújo de Oliveira Santos Júnior, Museu Paraense Emilio GoeldiINPE

Debatedora:
Regina Maria Marteleto, FIOCRUZ

Coordenadora de Mesa:
Maria Lúcia Maciel, UFRJ

11 de novembro

Políticas públicas ante o empowerment das populações tradicionais.
A democracia participativa num contexto de globalização: novos modelos e novas representações.

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Giuseppe Cocco, UFRJ

Debatedor:
Marcel Bursztyn, UnB

Coordenador de Mesa:
Clóvis Ricardo Montenegro de Lima, IBICT

Professor Convidado: Florent Kohler
PhD em Antropologia

Professor titular da Univerrsidade de Tours – Universidade Francois Rabelais,FR, tendo como domínio de atuação a Antropologia da Natureza..

Coordenação
Celia Ribeiro Zaher, IBICT
Liz-Rejane Issberner, IBICT

Relatoria:
Doutorandos do PPGCI. Convênio IBICT/UFRJ

Horário: 09hs às 12hs

Local: Rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Auditório 6º andar

Urca – Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Informações: veralucia@ibict.br

Na Cultura Digital, quem define o que é documento?

Uma das questões mais candentes atualmente no campo da Ciência da Informação é a do que se entende por documento. Longe de ser algo teórico e conceitual, está em jogo a memória dos valores, conhecimentos e objetos (artefatos) socialmente valorizados…Em prol dos objetivos de uma política pública de universalização do acesso à cultura e ao conhecimento no meio digital; torna-se necessário também ampliar os conceitos do que seja documentável e do que se entende por memória.

As políticas de memória, aquelas que definem linhas de atuação para a preservação do Patrimônio Nacional, são geralmente voltadas para duas áreas distintas: de um lado o acervo da cultura imaterial, sob responsabilidade do IPHAN, que a define como:

“as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.”

Por outro lado, existem os acervos bibliográficos e documentais “propriamente ditos”, os quais tratam dos documentos que são considerados como pertinentes à categoria de patrimônio documental e, portanto, material. Ambos os lados se complementam, de modo que, em última instância, o patrimônio  imaterial, ao ser registrado, se torna documento e passa a ser classificado como patrimônio material… na forma de livros, discos, partituras, mapas e outros suportes físicos.

Neste Fórum de Cultura Digital, há uma confluência de memórias, as do passado e também as do futuro. Memórias do Futuro, são aquelas que temos que assegurar que existam para as gerações que precisarão ter o conhecimento de onde vêm. É a memória que ainda não foi realizada.

Para que essa memória seja democrática, aberta às considerações culturais, é preciso definir, também de forma aberta e democrática, os produtores de sentido que não se encaixam nestas duas abordagens tradicionais.  O campo da Ciência da Informação precisa mudar. Esta mudança não é apenas técnica, ou teórica. É uma mudança política, ou como diria Bourdieu, de campus,  de habitus

A Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, define que todo arquivo no Brasil deve estar em consonância com a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. Além disso,  já existem diretrizes específicas para os documentos digitais, presentes no documento e-ARQ Brasil, que dispõe sobre o tratamento documental nas tecnologias digitais.

O ponto interessante é que o próprio CONARQ prevê essa possibilidade:

O e-ARQ Brasil em seu item n° 3 (LIMITES DA ESPECIFICAÇÃO) dispõe


Esse documento, ainda que discorra sobre vários aspectos da gestão arquivística de documentos, deixa a critério de cada organização ou grupo de organização a decisão de

como adotar o e-ARQ Brasil, se de forma modular ou completa. Por último, cabe ressaltar que o presente documento foi elaborado para profissionais das áreas de administração, de arquivo e de tecnologia da informação, requerendo a interação entre esses profissionais para que a implementação seja bem sucedida.

Logo se abre uma discussão: o que é um arquivo, em termos digitais? Os materiais utilizados a partir do uso não técnico, aquele fora do cuidado dos profissionais de Ciência da Informação, mas que também não se encaixam na categoria de “Patrimônio Imaterial” onde ficam? Os trabalhos escolares, agora em sua versão atual, traduzidos em vídeos, blogues…uma miríade de formatos…para onde vão?

Os projetos que utilizam material de acervos públicos, e que posteriormente são transformados em produtos vendáveis, deveriam manter uma versão desse material utilizado disponível? Ou deveriam pagar para ter acesso a ele? Questões de economia digital, memória digital, comunicação digital e, porque não infra-estrutura digitalizada e de digitalização…

Torna-se necessária uma reflexão sobre a natureza dos suportes, a concepção do que seja documento, e de quem seja a responsabilidade de gestão desse patrimônio. O que dizer de uma biblioteca ou acervo que incorpore informações de seus usuários, agregando dados externos aqueles sistematizados pelos especialistas da informação?  Hoje em dia, com protocolos, como o XML, ou no nosso Xemelê, é possível equacionar estes dois lados: o da informação “oficial” e o da informação ” informal” ou informação na dinâmica de uso dos usuários, como um comentário num blog ou o próprio Fórum.

Ao longo dessa semana, o Acervo Digital irá colocar questões mais autorais de cunho participativo e portanto, político no melhor sentido da proposta dessa ferramenta digital. Espero que você, que lê esse post, ajude na discussão de pensar propostas de políticas públicas que levem com conta as especificidades colocadas acima, e outras, tal como se propõe o Fórum de Cultura Digital.

Acervo de Jorge Amado será digitalizado

Sábado, Outubro 03, 2009

fonte: jornal A Região: http://www2.uol.com.br/aregiao/2009/10/entry_768.html

Acervo de Jorge Amado será digitalizado Os aproximadamente 250 mil itens que compõem o acervo da Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA) vão ser digitalizados. Entre os documentos e objetos estão os originais datilografados de livros, cartas, artigos, fotografias e publicações do escritor. Todo o material será scaneado e transformado em arquivos digitais, disponibilizados num banco de dados, na internet e na sede da instituição, no Centro Histórico de Salvador. O projeto batizado de “Salve Jorge” tem o apoio financeiro do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que está investindo R$ 181,5 mil na digitalização. Para o superintendente regional do banco na Bahia, Nilo Meira, o BNB entende que cultura também é desenvolvimento e, por isso, apoia iniciativas como essa. “A Bahia tem a maior economia da região e a 6ª maior do país, tem uma riqueza cultural enorme, e, nessa área, o Salve Jorge se destaca pela importância de Jorge Amado”. O governador Jaques Wagner ressaltou a importância da iniciativa do BNB, que teve a sensibilidade para apoiar a preservação da memória do escritor. “Jorge é a cara da Bahia, é a cara da nossa cultura”. Com a digitalização vai ser reduzido o uso e a manipulação do acervo, preservando as obras e dando sobrevida ao material.

1º Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa

1º Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa

1/10/2009 De 9/11/2009 a 10/11/2009 Faltam 39 dias para o início do evento.

Duração: 2 dias

Agência FAPESP – O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizarão o 1º Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa, nos dias 9 e 10 de novembro. O objetivo do seminário – que tem apoio da FAPESP – é reunir profissionais e estudiosos de arquivos e museus e instituições de artes visuais para troca de experiências e diálogos em torno do papel dos arquivos dentro das instituições museológicas.

O seminário apresentará duas linhas de estudo: gestão e papel do arquivo no museu e o arquivo como fonte de pesquisa. No dia 9, o seminário abordará “O arquivo no museu de arte: usos e contextos”, com palestras de vários pesquisadores brasileiros e americanos e argentinos. No dia seguinte, será a vez de “A pesquisa em arquivos de museus e estudos de caso: arquivos de museus e instituições de arte em São Paulo”. O seminário será no auditório do MAC-USP, localizado na R. da Reitoria, 109A, na

Cidade Universitária. Mais informações: ceema@usp.br ou pelos telefones (11) 3091 – 3559 e (11) 3091-3161