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O mal do arquivo: Derrida e a Cultura Digital Brasileira.

“A democratização pode sempre ser medida por esse critério essencial: a participação e o acesso ao arquivo, sua constituição e interpretação”
Jaques Derrida, o Mal do Arquivo.

O paradoxo de Boyle

O Brasil é um paradoxo. Por uma série de motivos e razões, teve sua história permeada por fatos que constituíram sua população como uma das mais receptivas do planeta. Ao mesmo tempo, essa história é contada por distâncias, afastamentos, silenciamentos, violência e ignorância. O papel do Estado, ainda não tão bem compreendido quanto o papel do Governo, tem grande responsabilidade nessa contradição. Estamos aprendendo o que é governo, mas penso que há ainda um longo caminho para compreendermos o que é Estado. Ao longo de tempos diferentes, o Estado,bem como os Governos brasileiros têm sistematicamente ignorado grande parte de imensos problemas que nos constituem como país. A reforma agrária, o monopólio das comunicações, o analfabetismo ou o trabalho escravizado são alguns. Outros, como os direitos do povo indígenas, ou quilombolas, o acesso à educação fundamental, estão sendo tratados.

São muitos os problemas, e muitas as soluções, e isso, o número de soluções, é em si, um novo problema , quando não se articulam os esforços para solucioná-los. Ocorre que uma discussão muito importante para nossa identidade, é o papel de suas instituições. As instituições podem ser de diversos tipo, governamentais, não governamentais, particulares ou públicas, com ou sem fins lucrativos. Em todas essas possibilidades, estamos falando de pessoas coletivamente organizadas.

Desde Novembro de 2009, o Fórum da Cultura Digital Brasileira, deu iniciativa a 226 formas de possibilidades. Algumas mais concretas que outras, mas todas possíveis.  Estamos num momento onde a pletora de ações dissolve o rumo das coisas. Assim, um paradoxo, outro, se coloca: a quantidade de frentes que a cultura digital abre tem se tornado tão ampla quanto a agenda abaixo:

  1. Digitalização de Acervos
  2. Laboratórios de criação artística e tecnológica
  3. Direitos Autorias
  4. Plano Nacional de Banda Larga
  5. Televisão Digital
  6. Mídia Livre
  7. Culturas Tradicionais
  8. Liberdade Religiosa
  9. Liberdade de Gênero
  10. Educação Livre
  11. Software Livre

Para fins de comodidade, mas não de importância, o item Digitalização de Acervos, assunto primário desse blog, vem como primeiro. Ocorre que só deste, foram elencados 12 itens, no início do ano, como desejáveis, e que de fato, tiveram, ainda que não muito visíveis ou publicizados, seus desdobramentos. Certamente não foram incluídas nessa lista aspectos fundamentais. Acima estão as que são mais visíveis, desta perspectiva que aqui escreve.

O Filósofo Jacques Derrida, disse uma vez que o acesso ao acúmulo de informação social, seus arquivos, são um índice do quanto essa sociedade compartilha seus valores, os materiais e os morais. A lista acima é um exemplo de uma sociedade nascente na América Latina movendo-se rumo a seu devir. Isso, o devir, é agora o que nos faz móveis, e o movimento é não linear. Essa possibilidade, que o digital tem, permite que os arquivos que estão sendo pensados, as televisões, as produções, enfim, a cultura, seja, ou lute para ser, um pouco mais livre. É complexo, muito complexo, talvez seja o tal efeito das redes…muito descentralizado, mas com pouca direção… O que, talvez não seja nem bom nem mal, se soubermos lidar com o outro nome do complexo: a diferença.

O que antes parecia impossível, lidar com a diferença de milhões ao mesmo tempo, argumento utilizado por muitos, hoje em dia não se sustenta. Um exemplo disso é o projeto Metavid, cujos autores, além de fornecerem inspiração para este post (com a frase de abertura) deram um exemplo concreto do que pode ser feito com XML, vontade política e participação coletiva. O Metavid funciona como uma espécie de observatório dos representantes do povo dos Estados Unidos, na medida que disponibiliza as transcrições das sessões realizadas e gravadas pelo canal CSPAN, uma televisão privada, mas que tem uma missão pública. Algo que ainda estamos aprendendo como equacionar à nossa maneira, por aqui.

Seriam muitos, muitos os exemplos de pequenas coisas que não têm tanta visibilidade, mas que estão em curso. Pelo contrário, há, de vez em quando, grandes anúncios, que tenham menor impacto sobre as pessoas. O tempo dirá.

As pessoas acessam os arcervos públicos?

Os acervos digitais das instituições públicas no Brasil são produções culturais que resultam de uma história. O povo brasileiro, esse conceito, ora tão abstrato, ora tão encarnado, nas mentes e corações das pessoas, é algo que permanece, existe no tempo, somente porque têm memória.

Pode-se dizer que memória é a capacidade que temos de criar cultura. Sem lembranças, recordações, registros, símbolos, isto é, objetos e idéias, não haveria tradição, elemento chave da história humana. Essa existência é materializada desde tempos imemoriais. Por isso, tanto a ciência quanto a religião, buscam nesses objetos, formas produzidas ou naturais, algo que lhes permita conhecer outras épocas, outras realidades, outras idéias. Cada uma, ao seu modo, diz que tais objetos, são a prova de suas convicções.

Esse pensamento dual, que separa religião de ciência, é uma aparência bem demarcada em determinados grupos atuais. Nesses grupos, existem acervos independentes para abrigar o que cada posição entende por sua história. De um lado o templo, de outro, o laboratório.

Curiosamente, esses dois modos de ver o mundo têm algo em comum: são baseados em arquivos. Se por um lado, as escrituras estão nos templos, por outro, as pesquisas estão nos laboratórios. Contudo, as instituições de cultura dessas mesmas sociedades: museus, bibliotecas, teatros, cinemas, culturais e outras, têm acervos constituídos que englobam tanto ciência quanto religião.

Por mais instituídas que sejam, têm uma história dinâmica feita de experiências coletivas, de vidas. Esses coletivos ultrapassam as dicotomias entre crença e conceito; são formados por pessoas que se agrupam sob outras lógicas: a pintura, a dança, a escrita, as canções; objetos e ações que movimentam a dimensão estética, a busca da arte como reflexão da vida.

Para um matemático, a beleza pode estar numa equação, e a prova disso é seu gráfico. Para o religioso, esta se encontra sob uma afirmação ou a imagem mental que esta provoca. Ambos os conhecimentos surgem de documentos. Pinturas, livros, mapas, discos de música, também são documentos. Estes constituem os acervos, arquivos, depósitos, repositório… Há uma variedade de palavras para descrever tais locais. Quase todas elas, não são bem compreendidas. Por detrás de todos esses usos, está a noção de documento.

O que é um documento, por sua vez, é outra questão que suscita as mais diversas respostas. Essa definição não restringe apenas aos aspectos materiais. Um osso (em arqueologia ou biologia, por exemplo) não é menos documento que uma escritura. É o valor atribuído a estes objetos que os coloca nesta condição.

Como todo e qualquer valor é algo socialmente construído, a história que estes documentos contam, é a dos que tiveram poder político. Todos aqueles que não possuem tal poder, dependem de duas coisas, ou da consciência pública daqueles que os representam, ou de mobilização política para fazerem-se representar.

O maior desafio que a preservação da memória do povo brasileiro tem, é a integração dos que estão excluídos politicamente nos acervos documentais. Essa integração ocorre de duas maneiras: com a incorporação da produção cultural de camadas que historicamente não têm representação política e, por outro, com o direito que estas pessoas têm de produzirem sua própria memória, de constituírem seus acervos. Tanto uma coisa quanto outra, ainda está longe de se tornar realidade.

No Brasil, convivemos com um ditado perigoso. Diz que a teoria, na prática, é outra. Se esta frase fosse verdadeira, não haveria satélites, computadores, e nada do que foi, antes, concebido, proposto, testado e avaliado nas sociedades modernas. Isso faz com que milhões de pessoas não vejam matemática como algo prazeroso, e muito menos ligado a vida. Faz também, com que não seja possível ver isso como uma forma de expressão, uma linguagem.

Não unificar os conhecimentos, os diferentes modos de conceber o real, a cultura e a vida, esta afastando histórias que sempre estiveram presentes, indistintas na existência humana. O conhecimento científico, a religião, a arte e  a educação jamais são distintos: não reconhece-los, distorce-los ou ignorar-los é fruto de uma tradição que deve mudar.   O digital por ser real, mas não material, pode iniciar tal mudança.

2º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas Comunitárias

22/10/2009

De 12/11/2009 a 14/11/2009

Faltam 21 dias para o início do evento. Duração: 3 dias

Agência FAPESP – O 2º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias e o 2º Fórum Prazeres da Leitura serão realizados de 12 a 14 de novembro de 2009, em São Paulo.

Entre as temáticas dos eventos estão “Políticas públicas de incentivo a leitura e bibliotecas”, “Desenvolvimento de seviços inovadores em bibliotecas públicas e comunitárias” e “Perfil das lideranças na gestão de bibliotecas e espaços de leitura”.

A mesa-redonda “Acessibilidade em bibliotecas” terá a participação de Maria Tereza Egler Mantoan, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, Linamara Rizzo Battistella, secretária dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Estado de São Paulo, e de Guilherme Lira, da Acessibilidade Brasil.

“Programas de incentivo à leitura nas bibliotecas de Medelín”, com Yicel Nayrobis Giraldo Giraldo, da Escola Interamericana de Biblioteconomia, na Colômbia, “Sistema de Bibliotecas Públicas de Milão”, com Aldo Pirola, diretor do Sistema de Bibliotecas Públicas de Milão, na Itália, e “Mediação cultural das bibliotecas frente ao perfil dos novos leitores”, com Lucia Santaella, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, são algumas das palestras programadas.

Os eventos ocorrerão no Teatro da Universidade Católica (Tuca), na rua Monte Alegre 1024, Perdizes.

Mais informações: www.acquaviva.com.br/sisconev e bibviva2009@acquaviva.com.br.

fonte: Agência Fapesp

Thesauros Visuais como interfaces interativas

Estão em curso experiências que visam mudar a forma com enxergamos a informação. Por causa do post que diz sobre o tamanho do patrimônio Digital no Brasil, e quanto seria isso em terabytes, há quem pense que uma das soluções a serem adotadas nesse sentido, é o de visualizar esse patrimônio. Tanto faz visualizar os conteúdos quanto as listas, a necessidade é a mesma.

Até bem pouco tempo, ícones, símbolos, imagens gráficas eram destinadas a orientar nosso sentido, como as placas de trânsito, ou nos edifícios de empresas. Agora o número dessas figuras cresceu e qualquer telefone celular tem ícones e símbolos, e, são eles mesmos um signo tecnológico. A medida que a informação vai aumentando, o tamanho e variedade dos dispositivos digitais para acessá-la, varia. Alguns dias atrás, a RNP fez uma transmissão junto com o FILE, de um filme em 4K. Hoje em dia, é possível ver imagens em 5K

Então, pode ser que um dia, a gente possa se dirigir até um cinema para buscar…informação. Com as possibilidades de tamanho da imagem, e as técnicas de visualização, mais cedo ou mais tarde, haverá uma junção da definição com a precisão… Isto é o que ocorre com um movimento entre arte, tecnologia e ciência que vem sendo chamado de Visualização da Informação. A possibilidade de ver, literalmente, as relações entre os elementos é um dos maiores incentivos para que pesquisas assim sejam feitas.

Abaixo, uma visualização de um banco de dados genéticos. Mas, por esse mesmo princípio, poderíamos falar de imagens, vídeos, textos, sons, mapas, partituras, roteiros, storyboards, esculturas…

O software é livre. Desenvolvido em Processing, uma interface de programação que implementa a versão final numa linguagem mais complexa, o Java.

Esta outra é uma experiência direta em gestão da informação. O Reza Ali, pegou os registros de uso da biblioteca publica de biblioteca pública de Seattle e utilizou os registros de entrada e saída como banco de dados para a experiência de visualizar as relações desses registros. Para os que não estão cientes, a Classificação decimal de Dewey é o instrumento básico pelo qual as informações são classificadas e assim se inserem no padrão mundial de documentação internacional. Uma ótima vantagem dessa classificação foi pensar, em 1786, que uma combinação de números e palavras seria o suficiente para guardar toda informação documentável, isto é, classificável, como possível de sistematização.

A visualização da informação não é nova. Só para registro, os objetos ai em baixo nessa outra imagem tem cerca de 100 mil anos. Foram achados na caverna de Blombos, em Joanesburgo, na África do Sul.  Têm formas geométricas regulares…semelhantes as atuais formas digitais…

Não há separação entre o conhecimento “mais tradicional” e o “mais moderno’. Entender isso ajudaria a não promover o misticismo da tecnologia e a distorção de sentido do uso. Ambos são um contínuo.


33 razões por que as bibliotecas e bibliotecários ainda se mantêm extremamente importantes

Uma discussão bem importante, e por vezes, exaltada, no campo de CI. Achei por bem colocar do jeito que ela está no blog ExtraLibris

Muitos acreditam que a era digital irá acabar com as estantes públicas e extinguir permanentemente a era centenária das bibliotecas. A desconcertante proeza e progresso da tecnologia fez até um bibliotecário prever a queda da instituição.

Ele pode estar certo.

Porém, se estiver, então a perda será irreparável. Conforme a relevância das bibliotecas entra em questão, elas encaram uma crise existencial em uma época onde elas talvez sejam mais necessárias. Apesar de sua percebida obsolescência em uma era digital, tanto bibliotecas – quanto bibliotecários – são insubstituíveis por várias razões. 33, de fato.

Eles listam as 33, e depois concluem:

Conclusão

A sociedade não está pronta para abandonar a biblioteca, e provavelmente nunca estará. Bibliotecas podem adaptar-se as mudanças sociais e tecnológicas, mas elas não são substituíveis. Enquanto que as bibliotecas são distintas da internet, os bibliotecários são os melhores profissionais para guiar acadêmicos e cidadãos para um melhor entendimento de como encontrar informação de valor online. Certamente, existe muita informação online. Mas ainda existe muita informação em papel. Ao invés de taxar as bibliotecas como obsoletas, os governos estaduais e federais deveriam aumentar os recursos para garantir melhores funcionários e tecnologias. Ao invés de galopar cegamente através da era digital, guiado apenas pelos interesses corporativos da economia da web, a sociedade deveria adotar uma cultura de guias e sinalizações. Hoje, mais do que nunca, as bibliotecas e os bibliotecários são extremamente importantes para a preservação e melhoria da nossa cultura.

Artigo original: Are Librarians Totally Obsolete?
Disponível em: degreetutor.com

A visualização da informação e os portugueses.

Não é de hoje que me pergunto, mas é algo curioso alguns dos nomes mais destacados mundialmente nos campos de Visualização da Informação, como o Manuel Lima e Business Intelligence, com a Daniela Barbosa, serem portugueses. Tudo bem, há uma brasileira, a Fernada Viegas, do Many Eyes, mas, com esse sobrenome, a distância não é assim tão grande.

O Manuel Lima, é um designer que criou um website simples e arrebatador, o visual complexity, o qual evangelizo sempre que posso. É um apanhado (708 exemplos e aumentando…) da visualização de dados nas mais diversas áreas. Vale ver, se você ainda não conhece.

No caso das estratégias de design da informação propriamente ditas, um nome é o de Daniela Barbosa.  Os especialistas a citam como um nome chave na questão dos protocolos abertos, da portabilidade e do acesso por meios de dados estruturados, utilizados na indústria. É curioso notar que não são os únicos. Como esse post não é sobre os portugueses, mas sim sobre alguns de seus cidadãos (e concidadãos históricos) o importante é notar que nem tudo que há hoje em tecnologia de ponta, é anglo saxão, ou seja, vem dos Estados Unidos.

Parece curioso por que, como sabemos, os portugueses têm uma história de tecnologia da informação antiga, desde os tempos horrendos do mercantilismo escravista, ou das “navegações” para usar um termo mais suave. Tristezas culturais à parte, é notável que essa herança e talento sejam utilizados hoje em dia para puxar os limites do conhecimento tecnológico da informação. Por exemplo, o site da IBM “many eyes, é uma forma inovadora, de disponibilizar informações dos mais diversos lugares, numa forma compartilhada, ou rede social, para ser atual. De fato, o  site agora tem uma versão  “wiki”.

Como foi postado anteriormente, houve em setembro, um congresso sobre o que pode ser classificado como antropologia da informação que discutiu questões importantíssimas relativas à Acervo, Memória, História, Identidade e Cultura Digital. Não é, nem de longe, o caso de pressupor algo “no sangue” como a brasileira Fernanda Viegas demonstra, já que não é “100% portuguesa”, mas sim, o ambiente cultural, que pode ter levado os portugueses a terem um destaque nessa área.

O uso da informação é algo político, a tecnologia nunca é isenta. Mas estes podem ser usados, como ferramentas, para muitos objetivos. Atualmente, os portugueses vêm dando um contribuição de acesso à informação que merece nota  e respeito.

Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação

As publicações do IBCT e um apanhado atual dos que os cientistas da informação vêm discutindo…
EDITORIAL
Joana Coeli Ribeiro Garcia e Maria das Graças Targino
I PARTE
ANCIB: MOMENTO DE RESGATE
Olhar sobre os 20 anos da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB)/ An overview of the past twenty years of the Brazilian Scentific Society for Information Science (ANCIB)
Aldo de Albuquerque Barreto
30 anos da Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba/ Thirty years of the Post graduation in Information Science of the Federal University of Paraíba (UFPB)
Terezinha Elisabeth da Silva
II PARTE
ANCIB: MOMENTO DOS GRUPOS DE TRABALHO
Grupo de Trabalho 1 – Estudos Históricos e Epistemológicos da Informação
Grupos de pesquisa em Ciência da Informação no Brasil/ The groups of research in Brazil: the Information Science
Marlene de Oliveira

Grupo de Trabalho 2 – Organização e Representação do Conhecimento
Tendências da pesquisa em organização do conhecimento/ Trends of research in knowledge organization
Hagar Espanha Gomes

Grupo de Trabalho 3 – Mediação, Circulação e Uso da Informação
Mediação da informação e múltiplas linguagens/ Information mediation and multiple languages
Oswaldo Francisco de Almeida Júnior
Grupo de Trabalho 4 – Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações
A informação nossa de cada dia na decisão organizacional/ Every day information in organizational decision
Nádina Aparecida Moreno
Grupo de Trabalho 5 – Política e Economia da Informação
A reinvenção contemporânea da informação: entre o material e o imaterial/ The contemporary reinvention of information: between materiality and immateriality
Maria Nélida González de Gómez
Grupo de Trabalho 6 – Informação, Educação e Trabalho
Reflexões sobre o Grupo de Trabalho (GT-6) do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB) – Informação, Educação e Trabalho: um olhar a partir da sociologia da profissões e da sociologia do trabalho/ Reflections on a study group: a perspective based on the sociology of professions and the sociology of work
Helena Maria Tarchi Crivellari e Miriam Vieira da Cunha
Grupo de Trabalho 7 – Produção e Comunicação da Informação em CT&I
Bibliometria, cientometria, infometria: conceitos e aplicações/ Bibliometrics, scientometrics, informetrics: concepts and applications
Raimundo Nonato Macedo dos Santos e Nair Yumiko Kobashi

Grupo de Trabalho 8 – Informação e Tecnologia
Uma arquitetura genérica para sistemas de biblioteca digital como pretexto para criação de uma agenda de pesquisa/ A generic architecture for digital library systems as a pretext for creating a research agenda
Luís Fernando Sayão
O acesso aos textos está aqui. . O link foi achado nesse blog aqui.

Biblioteca como rede social.

Digitando “library as social network” no google achei um arquivo em pdf que menciona tal possibilidade. Trata-se de uma prestação de contas municipal da cidade de Fife, Washington, nos Estados Unidos, em que se cogita pensar a biblioteca como uma rede social.Vale notar que no referido documento, eles checam o que já foi feito, e o que há por fazer.

Tal idéia, exposta aqui no Fórum chama-se Biblioteca 2.0. Depois de procurar por essa entrada, descobri que não basta descrever a atividade. Tem que nomear… Essa discussão ocorre agora, em termos reduzidos, na Wikipédia e outros espaços.  Por que será que isso ocorre a Ciência da Informação e, por outro lado, profissões que também lidam com a informação requerem exclusividade de legitimação profissional? Será que uma “legislação 2.0″ é o Fórum? Ou aqui estão só as propostas e a ação ainda a ser materializada…

Em 2010, vai acontecer a Hypertext 2010, uma conferência que discutirá a própria Web 2.0. O interessante é que cada uma das “faixas de discussão” têm declaradamente autonomia para elaboração de suas atividades. Entretanto, Computação Social, Hipermídia Adaptativa e suas Aplicações e Hipertexto em Educação e Comunicação, temas de cada faixa, têm grande semelhança…

Hypertext 2010 will consist of three autonomous tracks, each with its own program committee and reviewing team.

Track 1 – Social Computing
Chair:  Anabel Quan-Haase, University of Western Ontario

This track invites papers investigating social processes and practices in Hypermedia and Web 2.0 environments. These include tagging, filtering, voting, editing, trusting, and rating. These social processes result in many types of links between texts, users, concepts, pages, etc. We want to better understand the processes and practices themselves as well as the social, political, and semantic networks that result from these processes over time. Topics of interest include, but are not limited to:

  • Social information diffusion
  • Social linking
  • Social and collaborative annotation
  • Social knowledge and information representation
  • Social networking technologies (e.g., Facebook, YouTube and Twitter)
  • Mapping and visualization of social spaces and networks
  • Linking virtual networks and offline networks
  • Time analysis of social, information, and semantic networks
  • Critical mass and incentives of social participation (e.g. games)
  • Automatic and user-based evaluation

Track 2 – Adaptive Hypermedia and Applications
Chair:  Richard Kopak, University of British Columbia

The Adaptive Hypermedia and Applications track invites papers reporting on theoretical, empirical, and methodological studies on adaptive hypermedia, including the application of adaptive hypermedia in varying domains and contexts. The scope of the Adaptive Hypermedia and Applications Track includes all forms of Web and Hypermedia system generated personalization, including user modeling, recommender systems, and e-learning.   Topics may include, but are not limited to:

  • Adaptive presentation of hypermedia content
  • Adaptive navigation (link hiding, dynamic maps)
  • Adaptivity and the semantic Web
  • Algorithms and methods in explicit recommender systems
  • Comparison of effectiveness of implicit and explicit recommender systems
  • User modeling
  • Evaluation and usability of adaptive systems
  • Personalized e-learning
  • Personalized digital libraries

Track 3 – Hypertext in Education and Communication
Co-Chairs: Mark Bernstein, Eastgate Systems, Inc., David Millard, University of Southampton, UK

Hypertext tools are indispensable for e-learning and m-learning, and teaching. Hypertext as a discipline in its own right — including literary fiction, new scholarship and digital media — plays a growing role in education. This track targets hypertext as both a tool and a discipline, as well as focusing on the use of spatial hypertext and Web 2.0 applications such as blogs, wikis and e-portfolios. We hope to highlight our understanding of links as a new component of writing and communication, and to increase our understanding of the ways that they are used in education, research, journalism, and literature. Topics of interest include, but are not limited to:

  • blogs and wikis in teaching and learning
  • collaborative e-learning
  • non-linear writing and interactive fiction
  • communication theory and the web
  • concept maps and knowledge structures
  • digital narratives
  • open educational resources
  • personal learning and research tools
  • hypertext literature and art
  • e-journalism
  • digital aesthetics and cyber culture

Se os itens  de cada “faixa de discussão” estivessem alinhados em três colunas, daria para ver que os primeiros temas de cada eixo tratam de suas especificidades, mas se percebe um diálogo entre os assuntos. Assim, quando um diz sobre difusão social da informação (Computação Social) , o seguinte, discute a adaptação de conteúdos multimídia ( Hipermídia Adaptativa e suas Aplicações) e o resultado disso esta na discussão de blogs e wikis, no grupo de comunicação e educação. Fico pensando se foi o word ou o diálogo quem criou essa simetria…