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Antropologia da Informação e as categorias do pensamento humano

Um dos membros do Fórum, me fez lembrar porque estou aqui. Sou antropólogo, mais por força da formação acadêmica, e menos da titulação. Etiquetas à parte, é este exatamente o assunto: classificações. Antropólogos as adoram. Elas dizem se sou branco, negro, rico, pobre, hetero ou homossexual, de esquerda, direita…ou nada disso.
Pois bem, o fato é que no blog do citado membro do Fórum, encontra-se o link para o IV Congresso de Antropologia – Associação Portuguesa de Antropologia, ocorrido entre 9 e 11 de setembro passado, e que teve o incrível tema “CLASSIFICAR O MUNDO”, assim, em letras maiúsculas. Pois não bastasse o tema, em total sintonia com este blog, os assuntos dos painéis são também altamente pertinentes às discussões aqui no Fórum de Cultura Digital.

Para se ter uma idéia, eis alguns dos painéis mais explicitamente relacionados ao tema Memória Digital:

Nº 1 – Objectos comuns de ontem, objectos de museu hoje: processos de classificação e de activação patrimonial nos museus
Nº: 2 – Museus e Património Imaterial
Nº: 5 – Organizando a sociedade, ordenando o social.
Nº: 7 – Tradução cultural, fronteiras e dinâmicas globais.
Nº: 14 – Turismo, Património e Usos da Cultura.
Nº: 23 – Lógicas de classificação social e formas de poder: agência, estrutura e significado.
Nº: 24 – Reconstruções identitárias em espaços universitários multiculturais.
Nº: 25 – Classificações coloniais: passado e des/continuidades no mundo contemporâneo.
Nº: 26 – Antropologia dos Media: práticas, consumos e representações.
Nº: 27 – Tecnologias Digitais: novos objectos empíricos e práticas de pesquisa etnográfica.
Nº: 29 – Consenso e dissensão: responsabilidade colectiva e autonomia individual.
Nº: 31 – Saberes Tradicionais, Práticas Sociais e Biodiversidade.
Nº: 33 – Arte. Identidade e Poder.
Nº: 35 – Conceitos, categorias, classes, processos: fronteiras e novas conceptualizações.
Nº: 37 – Classificações e desigualdades: produção e reprodução.
Nº 39 – Interculturalidade(s) Espaços de alteridade e de diálogo.
Nº 40 – Apresentações da Cultura: performances artísticas, narrativas de poder e reflexividade.

CONVIDADO I – Cosmopolitismo: metrópoles, trajectórias e subjectividade.
CONVIDADO VII – Classificar: objectos, sujeitos, acções.
CONVIDADO VIII – Fronteiras.
CONVIDADO IX – Classificar: capital e mobilidade.

O link do Congresso, com o trabalhos apresentados e o nomes está aqui. Vale dar uma olhada. Como não poderia deixar de ser, há muitos brasileiros de diversas universidades presentes…

Vale dizer que foram ao todo 51 painéis. Desses, 17 acima aqui destacados. O que confirma que o assunto “informação” extrapola tanto as TICs (tecnologias da informação e comunicação) como as CIs (ciências da informação) as quais, são, em termos antropológicos, construções sociais.  Conforme vem sendo publicado aqui no blog, está em curso uma discussão crucial sobre o que se entende por informação, os padrões e protocolos que a definem e mais do que nunca, os poderes, direitos e deveres implicados.

Os fatores culturais dessas práticas tecnológicas e científicas, têm uma discussão restrita aos meios acadêmicos, sendo parcialmente debatida nos meios de comunicação alternativa. Entretanto, vários aspectos passam desapercebidos, tais como o fato de que saberes como a etnomatemática, por exemplo, são conhecimentos que concretamente podem contribuir em muito para a democratização do conhecimento, na medida em que inserem historicamente elementos de culturas que têm sido excluídas, mas que através desse campo de pesquisa, têm reconhecida não apenas sua relevância, mas também sua antecedência sobre a ciência do que se convencionou chamar (classificar de) ocidental.

É preciso levar em conta que há esforços em curso sobre a inserção e o reconhecimento dos saberes tradicioniais no campo da Ciência da Informação. Contudo, tal postura não é generalizada e persistem muitos equívocos e preconceitos. Adiante, quando se chegar á conclusão, nem sempre altruísta de que o conhecimento desses povos, muitos com a face pintada, habitando lugares classificados como “selva” (e por extensão sendo portanto, selvagens) têm algoritmos que poderiam inovar a computação, assim como as indústrias farmacêuticas e de cosméticos já descobriram com o saber tradicional sobre as plantas.

O congresso português dá claros indícios de que essa discussão ainda não começou e irá ganhar, em algum momento mais a frente, as páginas, físicas e virtuais, dos meios de comunicação. Aqui no Fórum de Cultura Digital, ela já começou, há um grupo, pequeno, mas existente, que tem como escopo abordar essas e outras peculiaridades dos saberes tradicionais.

A linguagem humana, que possibilita todas as demais linguagens, as naturais e artificiais, é uma tecnologia. Pode haver controvérsias sobre sua origem, função, mas é inegável que se trata de uma ferramenta mental, ou capacidade social, utilizada por todos os povos do planeta, desde tempos imemoriais. No momento em que buscamos a unificação de diversos campos do saber humano, não podemos deixar de lado aqueles que nos forneceram as bases do que conhecemos, ou classificamos hoje por ciência e tecnologia.

Quem produz, preserva, distribui e acessa a Memória Digital?

A universalização do acesso a uma “memória Digital da Cultura Brasileira” é algo que não será feito de um dia para o outro. Quando se pensa em bibliotecas com esse perfil, o de reunir na forma de objetos digitais, a memória de uma Nação, os exemplos são a Biblioteca do Congresso, o Instituto Nacional do Audiovisual, ou mesmo, em termos audiovisuais, o Internet Archive, ou a BBC.  À excessão do Internet Archive, já concebido para este ambiente digital, todas as demais instituições têm acervos tanto digitais quanto analógicos.

Aqui no Brasil, há a instituição responsável pela guarda legal de cada publicação, a Biblioteca Nacional. Nem toda publicação impressa tem uma contrapartida digital.  As obras audiovisuaisrealizadas com financiamento público, da mesma forma, têm obrigação de depósito legal de cópia na Ancine .

Há uma defasagem entre a produção e a conservação dos bens culturais. Mas não somente estes, os trabalhos científicos, por exemplo, nem sempre são realizados apenas em artigos, e em número cada vez maior, incorporam elementos ditos “culturais” , como vídeos, canções, objetos artesanais.

Pensando nessa diversidade, há iniciativas, como a do Conselho Internacional de Museus que se preocupa com a “logística da informação museológica” através de medidas como um modelo de referência conceitual (CRM) que tem como proposta garantir que haja trocas de informações sobre diferentes bens culturais, ao memso tempo que se preserve as especificidades locais de cada cultura.

Para que isso ocorra, também é preciso que haja uma concordância satisfatória com os demais padrões, além dos bibliográficos, dos técnicos, dos científicos…e , de novo, a importância dos metadados.

Mas, como já foi visto no post anterior, há uma imensa quantidade de assuntos a serem organizados. Uma ou duas áreas não são suficientes. Há aspectos de toda ordem e consequências para diversas áreas e seus grupos sociais.

Quem são, quais são e onde estão, as pessoas que, cada uma em sua área, produzem, preservam e têm acesso aos bens culturais?

É toda uma cadeia de produção, documentação e distribuição que se engloba nessa pergunta. Implica, também, em condições de garantir a produção de bens culturais, os quais, quando financiados pelo poder público, por exemplo, se inserem no escopo da produção de uma memória pública digital.

Da mesma forma multifocada, tal escopo abrange os trabalhos científicos, os documentos públicos entre outros, como de origem não autoral, bem como as produções audiovisuais governamentais e de canais públicos, universitários e comunitários. Tal lista se expande, ainda, com as concessões de canal digital ainda não em operação, mas já definidas como pertencentes a setores que contemplam a escassez de acesso a produção de bens culturais audiovisuais de forma mais ampla e democrática.

VII Seminário de Pesquisa em Ciência da Informação

Geração e compartilhamento de saberes: um sobrevôo antropológico

Rio de Janeiro, outubro – novembro de 2009

07 de outubro

Biodiversidade e diversidade cultural: modelo epistemológico ou epidemiológico?

Abertura

Celia Ribeiro Zaher
Coordenadora PPGCI – IBICT/ UFRJ

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Luiz Carlos Borges, MAST

Debatedora:
Maria Cecília de Magalhães Mollica, UFRJ

Coordenadora de Mesa:
Liz-Rejane Issberner, IBICT

21 de outubro

Desenvolvimento sustentável e capital social: Abordagem antropológica do caso de Ouro Preto d´Oeste: circulação dos saberes, circulação dos significados

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Philippe Lenà, Institut de Recherche pour le Développement-IRD

Debatedora:
Liz-Rejane Issberner,IBICT

Coordenadora de Mesa:
Sarita Albagli, IBICT

04 de novembro

Parentesco, localidade e memória: transmissão dos saberes territoriais

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Roberto Araújo de Oliveira Santos Júnior, Museu Paraense Emilio GoeldiINPE

Debatedora:
Regina Maria Marteleto, FIOCRUZ

Coordenadora de Mesa:
Maria Lúcia Maciel, UFRJ

11 de novembro

Políticas públicas ante o empowerment das populações tradicionais.
A democracia participativa num contexto de globalização: novos modelos e novas representações.

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Giuseppe Cocco, UFRJ

Debatedor:
Marcel Bursztyn, UnB

Coordenador de Mesa:
Clóvis Ricardo Montenegro de Lima, IBICT

Professor Convidado: Florent Kohler
PhD em Antropologia

Professor titular da Univerrsidade de Tours – Universidade Francois Rabelais,FR, tendo como domínio de atuação a Antropologia da Natureza..

Coordenação
Celia Ribeiro Zaher, IBICT
Liz-Rejane Issberner, IBICT

Relatoria:
Doutorandos do PPGCI. Convênio IBICT/UFRJ

Horário: 09hs às 12hs

Local: Rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Auditório 6º andar

Urca – Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Informações: veralucia@ibict.br

Padrões: de tecnologia, de cultura, de informação…

O eixo Memória Digital tem como objetivo realizar um apanhando qualificado das atividades e idéias sobre a produção digital, ou digitalizada, da memória documental brasileira. Por motivos metodológicos e históricos, uma proposta de delimitação do campo do eixo de memória digital, ampliará, para além da Ciência da Informação, os conceitos de memória e documento. Num post anterior, foi feita a pergunta: Na Cultura Digital, quem define o que é documento?. Nesse mesmo post, fica também a consideração de que não se trata de prescindir do campo científico que tem a atribuição formal de sistematização do conhecimento…O dilema, colocado na pergunta, diz exatamente o contrário.

A tradição histórica, e por extensão os estudos em Ciência da Informação, reconhecem as sociedades em dois tipos básicos: os povos com e sem escrita. Contudo, tal divisão não resiste á uma análise visual mais detalhada, da paisagem humana socialmente construída. O uso de sinais, símbolos e signos constitui desde tempos imemoriais, objetos de sentido, ou artefatos culturais, tais como uma escultura, um livro, ou linhas de código que ”compõe” um software.Os sistemas de escrita são geralmente obtidos por meio de formas gráficas, as letras. Contudo, há evidências de que outras formas de “memória externa simbólica” existiram previamente aos alfabetos.

Essas considerações são necessárias para delimitar, num contexto de digitalização dos artefatos culturais, o que são documento, memória, informação, ou seja, conceitos gerados e utilizados de uma perspectiva cultural determinada. Por mais universalizante que se proponha, a Ciência da Informação tem seus limites.

O sistema MINC é composto pelas seguintes instituições:

* IPHAN

* Funarte

* CTAV (Centro Técnico Audiovisual)

* Fundação Biblioteca Nacional

* Ancine

* Fundação Cultural Palmares

* Cinemateca Brasileira

* Fundação Casa de Rui Barbosa

* IBRAM

A variedade de ações, objetos, políticas, conteúdos, padrões, acervos, propósitos, públicos, legislações entre muitos outros aspectos que constituem e interligam esse sistema é imensa. Do mesmo tamanho, são as realidades da Comunicação, da Ciência e Tecnologia e da Educação, para ficar na esfera do Governo Federal. Soma-se a essas estruturas, outros elementos, como os econômicos, os jurídicos, e os legislativos. Esse quadro complexo, todo ele, pode ser unificado (e não necessariamente de forma centralizada) pela tecnologia Digital.

A unificação dos padrões de metadados, em constante aperfeiçoamento, têm como desafio se ajustar às realidades dos países que adotam tais normas e, ao mesmo tempo, permitir que outras bibliotecas no mundo possam ter acesso aos dados sistematizados numa dada realidade. Os protocolos de tecnologias, garantem que as máquinas que interpretarão os metadados, disponibilizem de forma compreensível, a informação buscada na rede e interligada pelos padrões e protocolos.

A realidade brasileira, tem a peculiaridade de congregar em sua história, povos tanto de tradição oral (povos indígenas e africanos) quanto de tradição escrita (os portugueses, alguns africanos, árabes, japoneses, e demais europeus) que são o patrimônio nacional promovido, e preservado pela estrutura governamental em conjunto com a sociedade.

O documento do Plano Nacional de Cultura, propõe (pág.44) como política pública:

Ampliar o uso dos meios digitais de expressão e acesso à cultura e ao conhecimento
“…Uma política de digitalização de acervos e indispensável para permitir uma circulação inédita de registros de nossa memória cultural, pictória, gráfica e textual.”

Os atores e instrumentos históricos e políticos que compõe essa memória estão, hoje em dia, inseridos num contexto digital. Como pensar, diante dessas realidades diferentes de produção de sentidos, logo, de memórias, propostas amplas, não excludentes de Acervos Digitais no Brasil?

Uma experiência em digitalização de acervos, vinda da Europa.

Aqui estão os vídeos do Seminário “A Experiência da Comunidade Européia na construção do portal Europeana” ocorrido em 8 de setembro de 2009 na sede do Comitê Gestor da Internet no Brasil

O workshop contou com a presença do Diretor Técnico da Europeana, Bram van der Werf, que apresentou, de forma técnica, o portal que disponibiliza acervos de bibliotecas, museus e arquivos dos países da região européia, mostrando a arquitetura da solução, padrões e softwares utilizados.

Este evento foi destinado a profissionais da área de Ciência da Informação e Tecnologia da Informação com projetos de disponibilização de acervos digitais.

Apresentações (em formato PDF)

Português, com tradução simultânea

Inglês, sem tradução

Na Cultura Digital, quem define o que é documento?

Uma das questões mais candentes atualmente no campo da Ciência da Informação é a do que se entende por documento. Longe de ser algo teórico e conceitual, está em jogo a memória dos valores, conhecimentos e objetos (artefatos) socialmente valorizados…Em prol dos objetivos de uma política pública de universalização do acesso à cultura e ao conhecimento no meio digital; torna-se necessário também ampliar os conceitos do que seja documentável e do que se entende por memória.

As políticas de memória, aquelas que definem linhas de atuação para a preservação do Patrimônio Nacional, são geralmente voltadas para duas áreas distintas: de um lado o acervo da cultura imaterial, sob responsabilidade do IPHAN, que a define como:

“as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.”

Por outro lado, existem os acervos bibliográficos e documentais “propriamente ditos”, os quais tratam dos documentos que são considerados como pertinentes à categoria de patrimônio documental e, portanto, material. Ambos os lados se complementam, de modo que, em última instância, o patrimônio  imaterial, ao ser registrado, se torna documento e passa a ser classificado como patrimônio material… na forma de livros, discos, partituras, mapas e outros suportes físicos.

Neste Fórum de Cultura Digital, há uma confluência de memórias, as do passado e também as do futuro. Memórias do Futuro, são aquelas que temos que assegurar que existam para as gerações que precisarão ter o conhecimento de onde vêm. É a memória que ainda não foi realizada.

Para que essa memória seja democrática, aberta às considerações culturais, é preciso definir, também de forma aberta e democrática, os produtores de sentido que não se encaixam nestas duas abordagens tradicionais.  O campo da Ciência da Informação precisa mudar. Esta mudança não é apenas técnica, ou teórica. É uma mudança política, ou como diria Bourdieu, de campus,  de habitus

A Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, define que todo arquivo no Brasil deve estar em consonância com a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. Além disso,  já existem diretrizes específicas para os documentos digitais, presentes no documento e-ARQ Brasil, que dispõe sobre o tratamento documental nas tecnologias digitais.

O ponto interessante é que o próprio CONARQ prevê essa possibilidade:

O e-ARQ Brasil em seu item n° 3 (LIMITES DA ESPECIFICAÇÃO) dispõe


Esse documento, ainda que discorra sobre vários aspectos da gestão arquivística de documentos, deixa a critério de cada organização ou grupo de organização a decisão de

como adotar o e-ARQ Brasil, se de forma modular ou completa. Por último, cabe ressaltar que o presente documento foi elaborado para profissionais das áreas de administração, de arquivo e de tecnologia da informação, requerendo a interação entre esses profissionais para que a implementação seja bem sucedida.

Logo se abre uma discussão: o que é um arquivo, em termos digitais? Os materiais utilizados a partir do uso não técnico, aquele fora do cuidado dos profissionais de Ciência da Informação, mas que também não se encaixam na categoria de “Patrimônio Imaterial” onde ficam? Os trabalhos escolares, agora em sua versão atual, traduzidos em vídeos, blogues…uma miríade de formatos…para onde vão?

Os projetos que utilizam material de acervos públicos, e que posteriormente são transformados em produtos vendáveis, deveriam manter uma versão desse material utilizado disponível? Ou deveriam pagar para ter acesso a ele? Questões de economia digital, memória digital, comunicação digital e, porque não infra-estrutura digitalizada e de digitalização…

Torna-se necessária uma reflexão sobre a natureza dos suportes, a concepção do que seja documento, e de quem seja a responsabilidade de gestão desse patrimônio. O que dizer de uma biblioteca ou acervo que incorpore informações de seus usuários, agregando dados externos aqueles sistematizados pelos especialistas da informação?  Hoje em dia, com protocolos, como o XML, ou no nosso Xemelê, é possível equacionar estes dois lados: o da informação “oficial” e o da informação ” informal” ou informação na dinâmica de uso dos usuários, como um comentário num blog ou o próprio Fórum.

Ao longo dessa semana, o Acervo Digital irá colocar questões mais autorais de cunho participativo e portanto, político no melhor sentido da proposta dessa ferramenta digital. Espero que você, que lê esse post, ajude na discussão de pensar propostas de políticas públicas que levem com conta as especificidades colocadas acima, e outras, tal como se propõe o Fórum de Cultura Digital.

Biblioteca de bolso

Texto do Le Monde Diplomatic com uma questão: Acervo portátil? Como ultrapassar o formato restritivo dos suportes dos acervos (mídias físicas) com uma distribuição adequada a outros meios  e suportes, como por exemplo, os ubíquos telefones…

Uma prévia da questão:

“Em tempos de Google, os livros eletrônicos se somam ao processo de digitalização de “todos os saberes da
humanidade”. Acervos inteiros de bibliotecas já podem ser lidos pelo computador, em detrimento das versões
impressas, que permanecem um bastião da resistência ao imediatismo do fluxo incessante de informações”
POR CÉDRIC BIAGINI E GUILLAUME CARNINO*

leia aqui

indexação e interfaces visuais

Exemplos de indexação com interface visual do departamento de Visualização da Informação da Ludwig Boltzmann Institute for Media.Art.Researc. Exemplos dos acervos  Ars Electronica, See this Sound e Netzpioniere.