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Espaços científico-culturais recebem investimento de R$ 16,3 milhões

Leitura interessada do Jornal da Ciência:

Centros e museus de C&T, planetários, jardins zoobotânicos e parques de ciência poderão ser contemplados em edital. Inscrições vão até 5 de dezembro

O edital 064/2009, que selecionará propostas para apoiar atividades que propiciem a instalação e o fortalecimento de espaços científico-culturais, foi lançado ontem. A chamada é fruto de parceria entre o CNPq, a Secretaria de Ciências e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do MCT e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs).

As inscrições de propostas vão até 5 de dezembro e projetos voltados para atividades de divulgação científica que valorizem a interatividade também são valorizados.

Na avaliação do CNPq, existem poucos espaços científico-culturais, distribuídos de forma desigual pelo território nacional, o que torna a capacidade para promover a divulgação científica em grande escala ineficiente.

No Brasil, apenas 4% da população visita museus de C&T, uma vez por ano. A principal justificativa é que muitos espaços não desenvolvem atividades interativas ou estimuladoras da criatividade, da observação científica e da experimentação.

Além das atividades de divulgação, essas instituições, quando incentivadas, podem ter um papel importante para a melhoria do ensino de ciências nas escolas. Esse apoio está previsto pelo Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

Promover a expansão e a melhoria dessas ações, tendo como finalidade aprimorar a difusão e popularização da cultura científico-tecnológica junto à sociedade e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino das ciências são os objetivos do edital.

Estão previstas atividades para valorizar e estimular a criatividade, a experimentação e a interdisciplinaridade no campo da divulgação científica; colaborar com a melhoria e uma maior atualização/modernização do ensino das ciências em todos os níveis de ensino; estimular jovens para carreiras científicas e tecnológicas; promover o uso e a difusão de resultados da C&T em ações de inclusão social e redução das desigualdades.

Parcerias

A adesão das FAPs, com alocação de recursos próprios, permitirá a ampliação do número de propostas contempladas. Participam as fundações de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe, co-financiando propostas selecionadas cujas instituições sedes estejam em seus respectivos estados.

Estão disponíveis R$ 16,31 milhões, sendo R$ 7 milhões da Ação Transversal do FNDCT/Fundos Setoriais e R$ 9,31 milhões das FAPs parceiras.

O proponente pode ser pesquisador, professor ou especialista vinculado à instituição de pesquisa, museu e centro de C&T, planetário, jardim zoobotânico, parque da ciência e outros espaços científico-culturais, empresa pública que execute atividades de pesquisa em C,T&I e de popularização da C&T, todas sem fins lucrativos.

Além disso, deve ser obrigatoriamente o coordenador do projeto, ter o currículo cadastrado na Plataforma Lattes e vínculo formal com instituição. As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente por meio do Formulário de Propostas On-line, disponível na Plataforma Carlos Chagas.

O edital está em www.cnpq.br/editais/ct/2009/064.htm

(Com informações da Assessoria de Comunicação do CNPq)

33 razões por que as bibliotecas e bibliotecários ainda se mantêm extremamente importantes

Uma discussão bem importante, e por vezes, exaltada, no campo de CI. Achei por bem colocar do jeito que ela está no blog ExtraLibris

Muitos acreditam que a era digital irá acabar com as estantes públicas e extinguir permanentemente a era centenária das bibliotecas. A desconcertante proeza e progresso da tecnologia fez até um bibliotecário prever a queda da instituição.

Ele pode estar certo.

Porém, se estiver, então a perda será irreparável. Conforme a relevância das bibliotecas entra em questão, elas encaram uma crise existencial em uma época onde elas talvez sejam mais necessárias. Apesar de sua percebida obsolescência em uma era digital, tanto bibliotecas – quanto bibliotecários – são insubstituíveis por várias razões. 33, de fato.

Eles listam as 33, e depois concluem:

Conclusão

A sociedade não está pronta para abandonar a biblioteca, e provavelmente nunca estará. Bibliotecas podem adaptar-se as mudanças sociais e tecnológicas, mas elas não são substituíveis. Enquanto que as bibliotecas são distintas da internet, os bibliotecários são os melhores profissionais para guiar acadêmicos e cidadãos para um melhor entendimento de como encontrar informação de valor online. Certamente, existe muita informação online. Mas ainda existe muita informação em papel. Ao invés de taxar as bibliotecas como obsoletas, os governos estaduais e federais deveriam aumentar os recursos para garantir melhores funcionários e tecnologias. Ao invés de galopar cegamente através da era digital, guiado apenas pelos interesses corporativos da economia da web, a sociedade deveria adotar uma cultura de guias e sinalizações. Hoje, mais do que nunca, as bibliotecas e os bibliotecários são extremamente importantes para a preservação e melhoria da nossa cultura.

Artigo original: Are Librarians Totally Obsolete?
Disponível em: degreetutor.com

A visualização da informação e os portugueses.

Não é de hoje que me pergunto, mas é algo curioso alguns dos nomes mais destacados mundialmente nos campos de Visualização da Informação, como o Manuel Lima e Business Intelligence, com a Daniela Barbosa, serem portugueses. Tudo bem, há uma brasileira, a Fernada Viegas, do Many Eyes, mas, com esse sobrenome, a distância não é assim tão grande.

O Manuel Lima, é um designer que criou um website simples e arrebatador, o visual complexity, o qual evangelizo sempre que posso. É um apanhado (708 exemplos e aumentando…) da visualização de dados nas mais diversas áreas. Vale ver, se você ainda não conhece.

No caso das estratégias de design da informação propriamente ditas, um nome é o de Daniela Barbosa.  Os especialistas a citam como um nome chave na questão dos protocolos abertos, da portabilidade e do acesso por meios de dados estruturados, utilizados na indústria. É curioso notar que não são os únicos. Como esse post não é sobre os portugueses, mas sim sobre alguns de seus cidadãos (e concidadãos históricos) o importante é notar que nem tudo que há hoje em tecnologia de ponta, é anglo saxão, ou seja, vem dos Estados Unidos.

Parece curioso por que, como sabemos, os portugueses têm uma história de tecnologia da informação antiga, desde os tempos horrendos do mercantilismo escravista, ou das “navegações” para usar um termo mais suave. Tristezas culturais à parte, é notável que essa herança e talento sejam utilizados hoje em dia para puxar os limites do conhecimento tecnológico da informação. Por exemplo, o site da IBM “many eyes, é uma forma inovadora, de disponibilizar informações dos mais diversos lugares, numa forma compartilhada, ou rede social, para ser atual. De fato, o  site agora tem uma versão  “wiki”.

Como foi postado anteriormente, houve em setembro, um congresso sobre o que pode ser classificado como antropologia da informação que discutiu questões importantíssimas relativas à Acervo, Memória, História, Identidade e Cultura Digital. Não é, nem de longe, o caso de pressupor algo “no sangue” como a brasileira Fernanda Viegas demonstra, já que não é “100% portuguesa”, mas sim, o ambiente cultural, que pode ter levado os portugueses a terem um destaque nessa área.

O uso da informação é algo político, a tecnologia nunca é isenta. Mas estes podem ser usados, como ferramentas, para muitos objetivos. Atualmente, os portugueses vêm dando um contribuição de acesso à informação que merece nota  e respeito.

Impressão em 3D, Esculturas Digitais e sensores de movimento, para Museus de Arte.

Hoje em dia uma técnica que parece ficção científica, a impressão em 3D, começa a fazer sentido quando se fala de objetos de patrimônio. Quais são as possibilidades de reprodução e exibição de peças digitais, virtuais ou materiais para acervos? Vários exemplares de livros, esculturas, peças de diversos materiais… Com isso se pode, por exemplo, assistir presencialmente uma exposição, de quadros ou esculturas, por exemplo, que não estão necessariamente naquele local. Pode-se replicar tais obras por diversos motivos como, para fins de aprendizado, ou arte, por exemplo.

O acervos em vinil, que contém a captura dos programas de rádio, e agora estão a espera de serem transportados para outras mídias, com seus possíveis vários suportes, como os discos, certamente seriam bons concorrentes. Qualquer possibilidade de transmissão cultural tem como vantagem e responsabilidade, a discussão social de seus propósitos, o uso das tecnologias.

Como estas obras são objetos digitais, podem ser pensados usos que levem em conta a alta capacidade de rede que estará disponível. Resta pensar este e outros assuntos de forma a posicionar e consolidar as potencialidades de aproveitamento das redes de alto desempenho.