Posts Tagged ‘ propriedade intelectual

Ainda sobre o mal do Arquivo….

Publicado no JC e-mail 4183, de 21 de Janeiro de 2011. Sexta-Feira, 21 de janeiro de 2011

O Arquivo (vivo?) da Nação, artigo de José Maria Jardim

“É um retrocesso político, gerencial e científico a transferência do Arquivo Nacional para o Ministério da Justiça. Essa inadequação, vale lembrar, seria a mesma em qualquer outro ministério”

José Maria Jardim é professor da Escola de Arquivologia da Unirio. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:

No Brasil, a idéia de arquivo é associada, com muita frequência, a de arquivo morto. A expressão “virou arquivo” designa as pessoas que, por alguma razão, foram silenciadas por seus assassinos. “Arquivo” e “morte” são termos associados por grande parte da sociedade brasileira, especialmente aquela que mais sofre com a falta de informações relevantes para o exercício dos seus direitos. “Arquivos” têm sido “mortos” sistematicamente ao longo da história do Brasil, especialmente no e pelo Estado brasileiro. O reencontro com a democracia nos anos 1980, trouxe um sopro de vitalidade inédita para nossos arquivos públicos, órgãos tradicionalmente “mortos” na estrutura da nossa administração pública. Afinal, sem arquivos plenos de vitalidade, dinâmicos e facilmente acessíveis pela sociedade, como o Estado pode ser transparente? E sem transparência do Estado, qual democracia almejamos construir e ampliar? Os arquivos públicos são territórios do Estado a serviço da sociedade, da democratização da informação governamental e do exercício do direito do cidadão à informação e à memória. Seu papel como infraestrutura para a transparência da administração pública é imprescindível para que a sociedade controle a atuação do Estado e do governo. Os arquivos públicos não são apenas um depósito de documentos. São instituições com múltiplas facetas: cultural, científica, administrativa, etc. É agência de transparência do Estado e território de construção da memória coletiva e, ao mesmo tempo, infraestrutura para a produção de conhecimento científico. Os arquivos públicos dos governos mais avançados em termos de transparência e interação social são infraestruturas governamentais de informação para o Estado e a sociedade. Trata-se de órgãos supraministeriais com múltiplas funções de apoio à gestão pública e à produção de conhecimento científico e tecnológico. São territórios da memória coletiva, cultura e cidadania. Não por acaso, o primeiro Arquivo Nacional criado foi o da França, em 1790, logo após a Revolução Francesa. A ideia de organização e, sobretudo, de publicidade dos documentos do governo por um tipo de instituição até então inexistente tem suas bases na construção do novo regime. Esse é um marco da história dos arquivos e da Arquivologia. O arquivo público é neste momento instrumento da administração do Estado. Ao longo do século XIX, a formação dos Estados Nacionais traz em seu bojo a construção de identidades nacionais para as quais é imprescindível uma “memória nacional”. Os arquivos públicos passam também à condição de depositários e construtores dessa memória nacional. São, nesse momento, território da História. A criação do Arquivo Público do Império brasileiro estava prevista na Constituição de 1824, mas a fundação só ocorreu em 1838, aliás o mesmo ano de criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Como chama atenção a historiadora Célia Costa, autora da tese de doutorado intitulada “Memória e administração: o Arquivo Público do Império e a consolidação do Estado brasileiro”, o acesso aos documentos no Arquivo Público do Império era garantido estritamente ao governo ou usuários que fossem indicados pelo imperador. Ao contrário dos arquivos nacionais europeus, a historiadora nos lembra que o Arquivo Público do Império caracterizou-se muito mais como espaço do segredo do Estado, perspectiva procedente do período colonial, do que como um órgão envolvido nos processos de construção da história nacional. O nome “Arquivo Nacional” só foi adotado em 1911. Ao longo da República, o Arquivo Nacional, como os demais arquivos públicos do país, sobreviveram na periferia do Estado. Eram voltados quase exclusivamente para a guarda e acesso de documentos considerados, sem parâmetros científicos, como de “valor histórico”, ignorando-se a produção documental que resultava de um Estado com funções cada vez mais amplas. Neste cenário, os documentos eram acumulados ou eliminados – quase sempre sem critérios científicos – nos serviços arquivísticos do Estado. Tal ocorreu – e ainda ocorre em vários setores do Estado brasileiro – em função da inexistência de políticas públicas arquivísticas. A ruptura da visão de arquivo público como apenas um depósito de documentos e a adoção de um novo modelo de gestão envolvendo todo o ciclo documental, desde a produção até a eliminação ou guarda permanente, só ocorrerá, em diversos países, após a década de 50 do século passado. No Brasil, a Lei 8.159 de 8 de janeiro de 1991 garante o marco legal para essa concepção, incluindo também os arquivos estaduais e municipais. Além de suas atribuições em relação aos documentos federais, o Arquivo Nacional deve ainda implementar a política nacional de arquivos, a ser definida pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq). Esse Conselho, subordinado ao Arquivo Nacional, é o órgão central do Sistema Nacional de Arquivos. O Arquivo Nacional teve grande protagonismo nesse processo, a partir dos anos 80 e 90, influenciando arquivos estaduais e municipais. No entanto, de modo geral, nossos arquivos públicos permanecem periféricos no Estado e pouco visíveis à sociedade. Ainda se caracterizam mais como reserva de opacidade do que de transparência. Não se altera uma cultura de opacidade do Estado em apenas três décadas. A maior parte dos nossos arquivos públicos segue socialmente pouco visível. Na Europa e Estados Unidos, a abertura crescente dos arquivos a um uso social mais amplo ganha terreno após a II Guerra Mundial. Procura-se cada vez mais superar a ideia dos arquivos como espaços acessíveis apenas a eruditos e cientistas. Por outro lado, as crescentes demandas sociais pelo direito à informação colocam os arquivos no epicentro das políticas públicas de transparência. A democratização do acesso aos arquivos tende a ser cada vez maior e diversificada, mesmo nas sociedades cujo regime democrático já se encontra mais consolidado. As demandas sociais pelos arquivos se ampliam e mudam com o uso crescente das tecnologias da informação e comunicação. Novas fronteiras vêm sendo conquistadas pelos arquivos, ampliando-se a sua interatividade com a sociedade mediante programas de difusão via web, incluindo, mais recentemente, o uso cada vez maior das redes sociais. Essa perspectiva tem orientado os caminhos do Arquivo Nacional do Brasil desde a década de 80. Talvez poucas instituições públicas brasileiras tenham passado por um processo de modernização tão intenso e em tão pouco tempo, influenciando ações semelhantes nos planos estadual e municipal. Esse “dever de casa” encontrava limites no fato do Arquivo Nacional ser subordinado, há décadas, ao Ministério da Justiça. Ao ser vinculado à Casa Civil da Presidência da República, em 2000, o Arquivo Nacional adquiriu melhores condições – especialmente políticas e orçamentárias – para avançar num novo modelo de gestão das informações governamentais. Beneficiou-se diretamente desse novo cenário o Conselho Nacional de Arquivos, subordinado ao Arquivo Nacional, responsável pela política nacional de arquivos. Neste sentido, é um retrocesso político, gerencial e científico a transferência do Arquivo Nacional para o Ministério da Justiça. Essa inadequação, vale lembrar, seria a mesma em qualquer outro ministério, dada a abrangência de atuação da instituição em todo Executivo Federal. Esse novo destino institucional provavelmente comprometerá frontalmente a dimensão nacional do Conselho Nacional de Arquivos. Setores diversos da sociedade brasileira, representantes do mundo acadêmico e de associações profissionais, vêm expressando seu descontentamento face a essa decisão. Ainda que fosse mantido na Presidência da República, seriam muitos os desafios a serem enfrentados pelo principal arquivo público do país para atuar plenamente na gestão das informações governamentais e torná-las acessíveis à sociedade brasileira. A política nacional de arquivos ainda está por se definir. O Sistema Nacional de Arquivos não foi operacionalizado. O Arquivo Nacional encontra-se distante do que pode e deve vir a ser, embora tenha acumulado suficiente vitalidade para deixar de ser um “arquivo histórico” do século XIX e projetar-se como um centro de informações governamentais do século XXI. Ao ser excluído da Presidência da República e inserido no Ministério da Justiça, o Arquivo Nacional protagonizará, uma vez mais, o velho e ainda insuperado drama brasileiro de periferização dos arquivos do Estado e sua inevitável invisibilidade social. O Arquivo Nacional provavelmente não morrerá porque, de alguma forma, aprendeu a sobreviver perifericamente ao longo da sua história, mas certamente será um órgão aquém de suas transformações recentes, de suas atribuições legais e da democracia que buscamos.

A importância da Memória para a Cultura.

Em geral, quando se discute o que significa cultura, a palavra tradição sempre aparece. Cultura, que pode ter também o significado de cultivar, culto, e demais extensões, dessa maneira quer dizer aquilo que se mantém, que se perpetua, se preserva. O limite entre o que se apaga e o que se recorda, se registra, é tênue, é principalmente, o limite do interesse…

altura da coluna indica buscas no inicio do terceiro mês de 2010.

altura da última coluna indica buscas no inicio do terceiro mês de 2010.

Assim, mais do que o passado, a tradição é usada como uma regra para o presente: ” faremos assim porque nossos ancestrais fizeram, ou faziam …” então mesmo o futuro, ou aquilo se é decidido que será preservado, está baseado na tradição. Isto vale tanto para a educação ou costumes, quanto para as leis. Assim, por exemplo, financiamentos públicos têm, também, uma tradição de destinação das verbas, baseadas em estimativas passadas.  Ocorre que o passado, ao contrário do que se pensa, é móvel, dinâmico. Já fomos, brasileiros de muitas maneiras, de muitos lugares e hoje, sem dúvida, estamos em transição.

Quando se discute banda larga, concessão dos meios de comunicação, direito autoral, padrões de tecnologia audiovisual, de leitores de livros eletrônicos, de sistemas operacionais, discute-se junto, sempre, a cultura. Assim, é possível ler sobre o Brasil, não raro, sendo apontado como um país progressista, em termos da elaboração de propostas para questões como os direitos autorais, quebra de patentes medicamentos, ou mesmo participação nas discussões sobre o clima. Claro que o Brasil tem idéias e participações que precisam melhorar, mas sem empenho, participação, cobrança e boa vontade, não há muito a ser feito.  Afora isso, o processo da participação social tem demonstrado avanços na visão que o pais tem de sí e dos demais países. Para o lado bom, e o nem tanto, estamos aprendendo nossas possibilidades no mundo.

Junto a esse movimento de fazer um presente mais participativo, aberto, vêm também a necessidade de preservação do que se constrói coletivamente. Para quem procura pela história dos movimentos sociais no brasil, há poucas fontes que reúnam de forma sistemática as ações realizadas por esses coletivos. Não se trata apenas de falta de imagens, mas sim de cervos, de conjuntos sistemáticos de objetos culturalmente valorizados.

A mesma situação existe para os milhares de shows musicais, trabalhos escolares, o pesquisas acadêmicas, grupos de estudo, de atividades esportivas, de associações culturais, enfim, a sociedade civil organizada. Num período de tanta agitação como hoje, isso pode parecer nagativismo, mas a cultura que atualmente se produz não tem garantia de existir amanhã. Com o conteúdo digital, isso se acentua, em muito.

O programa “Pontos de Cultura” é uma iniciativa governamental iniciada em 2003. Visa democratizar de forma livre e qualificada, o acesso à informação da população brasileira. Como um programa governamental, é composto por verbas que são destinadas a sua realização. Tais recursos, uma vez bem gastos, retornarão aos contribuintes na forma de atividades relacionadas à produção cultura, busca pela cidadania e humanização do ambiente. Ocorre que, sem equívoco, menos de dez por cento de todos os pontos de cultura, o processo mais dinâmico em termos sociais no momento, têm um acervo audiovisual adequado. A indexação dos conteúdos, reduz esse número…O fato é que tal programa, replicado em países como, Inglaterra, Itália, Áustria, Argentina, Uruguai ou Paraguai, não pode ter o mesmo destino que tantos outros, governamentais ou não.

As ações que estão em curso hoje não podem ser tomadas como perenes. São fruto de pessoas que as realizam, mas isto deve, de forma coletiva, ser preservado. Para isso, cabe recursos do governo e sociedade civil mobilizada, no sentido de garantir tal preservação. Se a Conferência Nacional de Comunicação, CONFECOM, não discutiu de forma necessária a questão dos acervos e digitalização, a CONFECULT, ou Conferência Nacional de Cultura, não poderia ser da a esse descuido. Para além da definição  errônea e dicotômica entre “graus” de cultura, existe a dignidade do que se considera expressão do espírito humano: sua engenhosidade e infinidade.

Para que serve um Acervo Digital: desdobramentos…

O exemplo dos trabalhos escolares, como elemento cultural a ser levando em conta quando se fala de memória, é propositado.  Poderia ter usado a televisão digital, outro assunto visto como independente de outros como bibliotecas, ou museus… Visa indicar que há uma compreensão dicotômica sobre o que se entende por cultura, e o que se concebe como “outras áreas’. Mas, ainda mais profunda, é a concepção, ou classificação, do que seja documentável. Isto porque para que seja documento, é necessária a formalização científica, institucional.

Assim, os quilombos hoje são vistos, ora como abuso e má fé, ora como uma oportunidade do Brasil se reconhecer como nação digna de respeito cultural e compreensão antropológica. Falta a eles voz( ou comunicação), lhes falta documentos (ou aqueles objetos que são legitimados cientificamente como documentos) Param além da discussão entre formas de cultura, novas e antigas, há o que existe de humano nelas, o que faz ir além da classificação, ou seu movimento criativo.

Um dilema de bases de dados, de classificação de objetos, de adoção de protocolos, e de adequação das agendas institucionais emerge desse cenário. O que é um documento, quem é seu autor, quem pode classificá-lo? São perguntas que, na verdade, derivam de outra, mais fundamental. Qual é o fluxo da produção cultural digital?

Uma coisa é se perguntar sobre quais são os elementos… que têm diferentes interesses. Outra coisa, é se perguntar quais são os caminhos que esses elementos percorrem. Não seus interesses, mas seus caminhos. Se for possível pensar os caminhos tecnológicos comuns pelos quais esses conteúdos trafegam, há uma possibilidade de inserir novos conteúdos, bem como participar do existentes, em termos digitais.

No site do TED, é possível ver o que Tim Berners-Lee, disse sobre esse dados, documentos, e outras coisas. Embora eu ache que essa apresentação tem um pouco de egotrip, o assunto é altamente pertinente. Abaixo, um  trecho do diálogo:

De fato se for responsável. Se você encontrar dados no governo, quase sempre irá achar essas pessoas, elas são tentadas a retê-los. O Hans chama isso de abraço no banco de dados. Você abraça seu banco, você não quer que vá embora até que você faça um belo site para ele. Bem, eu sugiro que ao invés disso, quero dizer, sim, faça um site lindo. Quem sou eu pra dizer para não fazer um belo site? Faça um belo site, mas primeiro nos dê os dados inalterados, nós queremos os dados. Nós queremos os dados inalterados. OK, nós vamos pedir os dados agora. e estou pedindo para vocês praticarem, OK?

Digam “puros”.

Platéia: Puros.

TED: Tim Berners-Lee, sobre a web, os dados e o acesso a ambos.

Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação

As publicações do IBCT e um apanhado atual dos que os cientistas da informação vêm discutindo…
EDITORIAL
Joana Coeli Ribeiro Garcia e Maria das Graças Targino
I PARTE
ANCIB: MOMENTO DE RESGATE
Olhar sobre os 20 anos da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB)/ An overview of the past twenty years of the Brazilian Scentific Society for Information Science (ANCIB)
Aldo de Albuquerque Barreto
30 anos da Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba/ Thirty years of the Post graduation in Information Science of the Federal University of Paraíba (UFPB)
Terezinha Elisabeth da Silva
II PARTE
ANCIB: MOMENTO DOS GRUPOS DE TRABALHO
Grupo de Trabalho 1 – Estudos Históricos e Epistemológicos da Informação
Grupos de pesquisa em Ciência da Informação no Brasil/ The groups of research in Brazil: the Information Science
Marlene de Oliveira

Grupo de Trabalho 2 – Organização e Representação do Conhecimento
Tendências da pesquisa em organização do conhecimento/ Trends of research in knowledge organization
Hagar Espanha Gomes

Grupo de Trabalho 3 – Mediação, Circulação e Uso da Informação
Mediação da informação e múltiplas linguagens/ Information mediation and multiple languages
Oswaldo Francisco de Almeida Júnior
Grupo de Trabalho 4 – Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações
A informação nossa de cada dia na decisão organizacional/ Every day information in organizational decision
Nádina Aparecida Moreno
Grupo de Trabalho 5 – Política e Economia da Informação
A reinvenção contemporânea da informação: entre o material e o imaterial/ The contemporary reinvention of information: between materiality and immateriality
Maria Nélida González de Gómez
Grupo de Trabalho 6 – Informação, Educação e Trabalho
Reflexões sobre o Grupo de Trabalho (GT-6) do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB) – Informação, Educação e Trabalho: um olhar a partir da sociologia da profissões e da sociologia do trabalho/ Reflections on a study group: a perspective based on the sociology of professions and the sociology of work
Helena Maria Tarchi Crivellari e Miriam Vieira da Cunha
Grupo de Trabalho 7 – Produção e Comunicação da Informação em CT&I
Bibliometria, cientometria, infometria: conceitos e aplicações/ Bibliometrics, scientometrics, informetrics: concepts and applications
Raimundo Nonato Macedo dos Santos e Nair Yumiko Kobashi

Grupo de Trabalho 8 – Informação e Tecnologia
Uma arquitetura genérica para sistemas de biblioteca digital como pretexto para criação de uma agenda de pesquisa/ A generic architecture for digital library systems as a pretext for creating a research agenda
Luís Fernando Sayão
O acesso aos textos está aqui. . O link foi achado nesse blog aqui.

Ciência da Informação: passado ou futuro?

Aqui, um texto de 1976:

As bibliotecas estão atravessando um período de grandes mudanças devido à crescente disponibilidade de bases de dados, legíveis por máquina, e sistemas de recuperação da informação. Alguns produtores de bases de dados estabeleceram redes a nível nacional e internacional a fim de torná-las disponíveis. O fato de que poucas instituições tenham um nível de demanda que justifique operações deste tipo levou ao desenvolvimento de centros de disseminação de informação científica e ao desenvolvimento de buscas on-line. Em relação a estas mudanças, o bibliotecário está assumindo o papel de intermediário entre os usuários e a massa de dados bibliográficos existente em forma legível por máquina.

Pois é, e vale dar uma olhada nele aqui. ( em inglês)

Por outro lado , essa entrevista de 1995, com a professora Celia Ribeiro Zaher mostra que há, sim, um pensamento sobre os rumos convergentes do digital na documentação aqui no Brasil.

O fato é que da mesma forma como a internet perpassa quase todas as demais atividades sociais, a Ciência da Informação perpassa quase toda produção do conhecimento e, certamente, todo conhecimento científico.  Então o que ocorre é que não se trata de abandonar a “biblioteconomia”, mas de conjugá-la, por sua importância, aos demais saberes que surgem. Não apenas os “objetos digitais” para a comunicação e cultura: filmes, textos, sons, imagens…são o alvo desse campo. Imagine um campo que tem como abrangência desde os prontuários médicos, as legislações, todas elas, as comerciais, as técnicas, enfim, a informação. Não se trata apenas de ignorar a internet, ela mesma uma grande biblioteca distribuída por servidores, mas de aproveitar que as duas coisas se fundem e unir a estas, muitas outras, como as culturas tradicionais e seus modos de conhecimento.

VII Seminário de Pesquisa em Ciência da Informação

Geração e compartilhamento de saberes: um sobrevôo antropológico

Rio de Janeiro, outubro – novembro de 2009

07 de outubro

Biodiversidade e diversidade cultural: modelo epistemológico ou epidemiológico?

Abertura

Celia Ribeiro Zaher
Coordenadora PPGCI – IBICT/ UFRJ

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Luiz Carlos Borges, MAST

Debatedora:
Maria Cecília de Magalhães Mollica, UFRJ

Coordenadora de Mesa:
Liz-Rejane Issberner, IBICT

21 de outubro

Desenvolvimento sustentável e capital social: Abordagem antropológica do caso de Ouro Preto d´Oeste: circulação dos saberes, circulação dos significados

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Philippe Lenà, Institut de Recherche pour le Développement-IRD

Debatedora:
Liz-Rejane Issberner,IBICT

Coordenadora de Mesa:
Sarita Albagli, IBICT

04 de novembro

Parentesco, localidade e memória: transmissão dos saberes territoriais

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Roberto Araújo de Oliveira Santos Júnior, Museu Paraense Emilio GoeldiINPE

Debatedora:
Regina Maria Marteleto, FIOCRUZ

Coordenadora de Mesa:
Maria Lúcia Maciel, UFRJ

11 de novembro

Políticas públicas ante o empowerment das populações tradicionais.
A democracia participativa num contexto de globalização: novos modelos e novas representações.

Palestrante:
Florent Kohler, Universidade de Tours

Expositor:
Giuseppe Cocco, UFRJ

Debatedor:
Marcel Bursztyn, UnB

Coordenador de Mesa:
Clóvis Ricardo Montenegro de Lima, IBICT

Professor Convidado: Florent Kohler
PhD em Antropologia

Professor titular da Univerrsidade de Tours – Universidade Francois Rabelais,FR, tendo como domínio de atuação a Antropologia da Natureza..

Coordenação
Celia Ribeiro Zaher, IBICT
Liz-Rejane Issberner, IBICT

Relatoria:
Doutorandos do PPGCI. Convênio IBICT/UFRJ

Horário: 09hs às 12hs

Local: Rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Auditório 6º andar

Urca – Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Informações: veralucia@ibict.br

Uma experiência em digitalização de acervos, vinda da Europa.

Aqui estão os vídeos do Seminário “A Experiência da Comunidade Européia na construção do portal Europeana” ocorrido em 8 de setembro de 2009 na sede do Comitê Gestor da Internet no Brasil

O workshop contou com a presença do Diretor Técnico da Europeana, Bram van der Werf, que apresentou, de forma técnica, o portal que disponibiliza acervos de bibliotecas, museus e arquivos dos países da região européia, mostrando a arquitetura da solução, padrões e softwares utilizados.

Este evento foi destinado a profissionais da área de Ciência da Informação e Tecnologia da Informação com projetos de disponibilização de acervos digitais.

Apresentações (em formato PDF)

Português, com tradução simultânea

Inglês, sem tradução

Na Cultura Digital, quem define o que é documento?

Uma das questões mais candentes atualmente no campo da Ciência da Informação é a do que se entende por documento. Longe de ser algo teórico e conceitual, está em jogo a memória dos valores, conhecimentos e objetos (artefatos) socialmente valorizados…Em prol dos objetivos de uma política pública de universalização do acesso à cultura e ao conhecimento no meio digital; torna-se necessário também ampliar os conceitos do que seja documentável e do que se entende por memória.

As políticas de memória, aquelas que definem linhas de atuação para a preservação do Patrimônio Nacional, são geralmente voltadas para duas áreas distintas: de um lado o acervo da cultura imaterial, sob responsabilidade do IPHAN, que a define como:

“as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.”

Por outro lado, existem os acervos bibliográficos e documentais “propriamente ditos”, os quais tratam dos documentos que são considerados como pertinentes à categoria de patrimônio documental e, portanto, material. Ambos os lados se complementam, de modo que, em última instância, o patrimônio  imaterial, ao ser registrado, se torna documento e passa a ser classificado como patrimônio material… na forma de livros, discos, partituras, mapas e outros suportes físicos.

Neste Fórum de Cultura Digital, há uma confluência de memórias, as do passado e também as do futuro. Memórias do Futuro, são aquelas que temos que assegurar que existam para as gerações que precisarão ter o conhecimento de onde vêm. É a memória que ainda não foi realizada.

Para que essa memória seja democrática, aberta às considerações culturais, é preciso definir, também de forma aberta e democrática, os produtores de sentido que não se encaixam nestas duas abordagens tradicionais.  O campo da Ciência da Informação precisa mudar. Esta mudança não é apenas técnica, ou teórica. É uma mudança política, ou como diria Bourdieu, de campus,  de habitus

A Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, define que todo arquivo no Brasil deve estar em consonância com a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. Além disso,  já existem diretrizes específicas para os documentos digitais, presentes no documento e-ARQ Brasil, que dispõe sobre o tratamento documental nas tecnologias digitais.

O ponto interessante é que o próprio CONARQ prevê essa possibilidade:

O e-ARQ Brasil em seu item n° 3 (LIMITES DA ESPECIFICAÇÃO) dispõe


Esse documento, ainda que discorra sobre vários aspectos da gestão arquivística de documentos, deixa a critério de cada organização ou grupo de organização a decisão de

como adotar o e-ARQ Brasil, se de forma modular ou completa. Por último, cabe ressaltar que o presente documento foi elaborado para profissionais das áreas de administração, de arquivo e de tecnologia da informação, requerendo a interação entre esses profissionais para que a implementação seja bem sucedida.

Logo se abre uma discussão: o que é um arquivo, em termos digitais? Os materiais utilizados a partir do uso não técnico, aquele fora do cuidado dos profissionais de Ciência da Informação, mas que também não se encaixam na categoria de “Patrimônio Imaterial” onde ficam? Os trabalhos escolares, agora em sua versão atual, traduzidos em vídeos, blogues…uma miríade de formatos…para onde vão?

Os projetos que utilizam material de acervos públicos, e que posteriormente são transformados em produtos vendáveis, deveriam manter uma versão desse material utilizado disponível? Ou deveriam pagar para ter acesso a ele? Questões de economia digital, memória digital, comunicação digital e, porque não infra-estrutura digitalizada e de digitalização…

Torna-se necessária uma reflexão sobre a natureza dos suportes, a concepção do que seja documento, e de quem seja a responsabilidade de gestão desse patrimônio. O que dizer de uma biblioteca ou acervo que incorpore informações de seus usuários, agregando dados externos aqueles sistematizados pelos especialistas da informação?  Hoje em dia, com protocolos, como o XML, ou no nosso Xemelê, é possível equacionar estes dois lados: o da informação “oficial” e o da informação ” informal” ou informação na dinâmica de uso dos usuários, como um comentário num blog ou o próprio Fórum.

Ao longo dessa semana, o Acervo Digital irá colocar questões mais autorais de cunho participativo e portanto, político no melhor sentido da proposta dessa ferramenta digital. Espero que você, que lê esse post, ajude na discussão de pensar propostas de políticas públicas que levem com conta as especificidades colocadas acima, e outras, tal como se propõe o Fórum de Cultura Digital.

Biblioteca de bolso

Texto do Le Monde Diplomatic com uma questão: Acervo portátil? Como ultrapassar o formato restritivo dos suportes dos acervos (mídias físicas) com uma distribuição adequada a outros meios  e suportes, como por exemplo, os ubíquos telefones…

Uma prévia da questão:

“Em tempos de Google, os livros eletrônicos se somam ao processo de digitalização de “todos os saberes da
humanidade”. Acervos inteiros de bibliotecas já podem ser lidos pelo computador, em detrimento das versões
impressas, que permanecem um bastião da resistência ao imediatismo do fluxo incessante de informações”
POR CÉDRIC BIAGINI E GUILLAUME CARNINO*

leia aqui

Libros y bibliotecas digitales: ¿monopolio virtual?

O website Democracy Now é uma prova de que nem todos os estadunidenses se adequam aos estereótipos…

Por Amy Goodman

Publicado el 30 de Septiembre de 2009

Escuche

Se está desatando una batalla acerca del futuro de los libros en la era digital y la función que cumplirán las bibliotecas. Un caso que se encuentra en este momento ante un tribunal federal de Estados Unidos, según se ha indicado, podría otorgar prácticamente el monopolio del conocimiento humano registrado al gigante de los buscadores de Internet Google. El complejo caso concitó la oposición de cientos de personas y grupos de todo el planeta.

Google anunció en 2004 su plan de digitalizar millones de libros y ponerlos disponibles en Internet. Los libros que son de dominio público estarían disponibles en forma gratuita. Los libros más nuevos, publicados desde 1923 hasta la fecha, que aún tienen derecho de autor, también estarían en Internet, pero solamente estarían disponibles en lo que Google denominó “fragmentos”. El Gremio de Escritores y la Asociación de Editores Estadounidenses presentaron una demanda argumentando violaciones a los derechos de autor. En octubre de 2008, ambas organizaciones y Google anunciaron un acuerdo denominado “Acuerdo sobre Libros de Google” (GBS, por sus siglas en inglés). En virtud del acuerdo, Google pagaría 125 millones de dólares y crearía el Registro de Derechos de Libros, una nueva organización que le daría fondos provenientes del acuerdo y de las ganancias de ventas futuras de los libros a quienes poseen los derechos de autor. Google estaría facultado no solo a exhibir obras, sino también a convertirse en una enorme librería on-line de venta de libros electrónicos.

El acuerdo le da a Google en forma automática el permiso de escanear, exhibir y vender libros que aún tienen derecho de autor pero que se considera que “están agotados” y para los que el titular de los derechos de autor no puede ser hallado fácilmente. Estos libros son denominados “libros huérfanos”. La condición de “obras huérfanas” ha sido objeto de mucho debate, y hasta incluso se propuso establecer una legislación para poner a las obras huérfanas a disponibilidad del público.

El Acuerdo sobre Libros GBS le da a Google, y solamente a Google, el derecho legal de digitalizar y vender estos libros.
La profesora de Derecho de la Universidad UC Berkeley, Pamela Samuelson escribió recientemente: “De ser aprobado, el acuerdo “Google Búsqueda de Libros” será el emprendimiento más importante de la industria del libro de la era moderna…[y] transformará el futuro de la industria del libro y del acceso público al patrimonio cultural de la humanidad encarnado en los libros”.

Brewster Kahle es co-fundador del Archivo de Internet, una biblioteca digital que aspira a brindar “acceso universal al conocimiento humano”. La biblioteca contiene 150.000 millones de páginas web, 200.000 películas, 400.000 grabaciones de audio y más de 1,6 millones de textos. Kahle se opone al Acuerdo sobre Libros de Google. Google escanea grandes cantidades de libros que son propiedad de las bibliotecas y le devuelve a cada biblioteca versiones digitales de sus libros solamente disponibles en un número limitado de terminales de computadoras, que proporciona el propio Google.

Le pregunté a Khale cómo ve el futuro de las bibliotecas y respondió: “Las bibliotecas como un lugar físico al cual acudir, creo que continuarán existiendo. Pero si continúa esta tendencia, si permitimos que Google tenga un monopolio, entonces las bibliotecas como depósitos de libros, lugares que compran libros, que son dueños de libros, guardianes de los libros, dejarán de existir. Mirando hacia adelante, las bibliotecas quizá terminen siendo simplemente suscriptoras de las bases de datos de unas pocas empresas que tienen el monopolio de los libros”. La versión de biblioteca digital que Kahle está construyendo de manera colaborativa junto con otras personas es abierta y compartible, y no tiene ningún tipo de restricciones, a diferencia de lo que sucede con el acuerdo de Google. Kahle es cofundador de Open Book Alliance, la coalición que presentó una demanda contra el Acuerdo sobre Libros de Google, comparando a este acuerdo con los esquemas de fijación de precios del petróleo establecidos por los magnates de la industria del ferrocarril y la Standard Oil de John Rockefeller en la década de 1870.

Luego de que el Juez Denny Chin, quien preside el caso, lanzó la convocatoria para la presentación de comentarios públicos, comenzaron a llegar manifestaciones de oposición desde todas partes del mundo, de fuentes que van desde los gobiernos de Francia y Alemania hasta un sinnúmero de editores, autores y artistas como el cantante folk Arlo Guthrie y la autora Julia Wright, hija de Richard Wright, quien escribió los clásicos “Chico Negro” e “Hijo Nativo”. Marybeth Peters, directora de la Oficina de Derechos de Autor de Estados Unidos, denominó al Acuerdo propuesto por Google “una forma de evadir el proceso legislativo y las prerrogativas”. El Juez Chin propuso la realización de una “audiencia imparcial” el 7 de octubre para decidir sobre el Acuerdo sobre Libros de Google.

El 18 de septiembre, el Departamento de Justicia de Estados Unidos presentó un escrito de oposición. Dice en una parte: “la amplitud del Acuerdo Propuesto – especialmente los futuros arreglos comerciales que pretende crear – plantea preocupaciones jurídicas considerables….La posibilidad de disponer a nivel mundial de los derechos de millones de libros con derecho de autor es un tipo de cambio de política que debería implementarse mediante legislación, no mediante un acuerdo judicial privado”. El Juez Chin anunció un aplazamiento de la audiencia. Open Book Alliance, junto con otros grupos, aplaudió el aplazamiento y está solicitando un proceso abierto y transparente para lidiar con el futuro de la digitalización de los libros y el problema de los libros huérfanos de forma tal de que se beneficie al interés público.

______

Denis Moynihan colaboró en la producción periodística de esta columna.

© 2009 Amy Goodman

1º Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa

1º Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa

1/10/2009 De 9/11/2009 a 10/11/2009 Faltam 39 dias para o início do evento.

Duração: 2 dias

Agência FAPESP – O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizarão o 1º Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa, nos dias 9 e 10 de novembro. O objetivo do seminário – que tem apoio da FAPESP – é reunir profissionais e estudiosos de arquivos e museus e instituições de artes visuais para troca de experiências e diálogos em torno do papel dos arquivos dentro das instituições museológicas.

O seminário apresentará duas linhas de estudo: gestão e papel do arquivo no museu e o arquivo como fonte de pesquisa. No dia 9, o seminário abordará “O arquivo no museu de arte: usos e contextos”, com palestras de vários pesquisadores brasileiros e americanos e argentinos. No dia seguinte, será a vez de “A pesquisa em arquivos de museus e estudos de caso: arquivos de museus e instituições de arte em São Paulo”. O seminário será no auditório do MAC-USP, localizado na R. da Reitoria, 109A, na

Cidade Universitária. Mais informações: ceema@usp.br ou pelos telefones (11) 3091 – 3559 e (11) 3091-3161

Audiência pública para debater digitalização da rádio no Brasil

Publicado em: 30/09/2009 16:13
Senado aprova audiência pública para debater digitalização da rádio no Brasil Redação Portal IMPRENSA

Nesta quarta-feira (30), o Senado aprovou um requerimento do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) que propôs uma audiência pública para debater o modelo de digitalização de rádio no Brasil.

Segundo a Agência Senado, o assunto será discutido pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado.

Deverão ser convidados para a reunião o ministro das Comunicações, Hélio Costa; o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg; e o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slavieiro.

Encontro sobre Informação Livre

O Centro de Estudos Estratégicos da Universidade da Força Aérea (UNIFA) realiza nos dias 29 e 30 de setembro de 2009, o Seminário “Reflexões e Estudos Estratégicos: Biblioteca Virtual – Oportunidades do Acesso Livre à Informação”.
É um evento nacional e gratuito, com a finalidade de ampliar e incentivar a discussão da Biblioteca Virtual como ferramenta de acesso ao fluxo mundial, a partir das Novas Tecnologias de Informação e alcançar com essa ação, o primeiro passo para efetivar a ferramenta no Campus da UNIFA.
A simples idéia de uma Biblioteca Virtual é o sinal para a mais ampla construção de parcerias, onde as trocas se farão de modo intenso, abrigando, também o mais amplo espectro de discussões e atualizações que o tema – Estudos Estratégicos – exige.
Contudo, ter êxito no objeto a alcançar exigirá o pleno conhecimento e domínio da ferramenta. Por isso, é importante a sua participação, neste evento, de experts e renomados profissionais e acadêmicos.

Programação aqui:

programacao

link: http://www.unifa.aer.mil.br/bibliotecavirtual/index.html

fonte: http://www.ibict.br/

Conteúdos, Acervos e Direitos Autorais

video management, video solution, video streaming