A História do Vale Do Jequitinhonha

  • Lavagem de diamantes no arraial de Curralinho, litografia de Rugendas feitores calçados e bem vestidos, negros seminus e
    com os pés na água: nas minas, a rígida hierarquia da sociedade escravocrata.
    A História registra que a luta pela conquista do vale do Jequitinhonha começou em 1550. O Alto Jequitinhonha continha muito ouro e diamantes, que despertaram a atenção dos Bandeirantes paulistas e dos reis de Portugal. A partir dessa data, foram intensificadas as Entradas e, em seguida, as Bandeiras, por ali passando inclusive Fernão Dias Paes Leme. A primeira descoberta de ouro, no final do século XVII, processou-se na cidade do Serro, atraindo multidões de garimpeiros. Nas regiões próximas – Diamantina, Minas Novas, Grão Mogol e em outras áreas – foram instalados os primeiros núcleos de mineiros. Os mineradores vasculharam os leitos dos rios e seus afluentes, obtendo riqueza fácil. A formação de vilas, povoados e pequenas cidades veio a seguir. Nessa ocasião, a exploração mineral ainda era processada horizontalmente, através de veios superficiais. O médio Jequitinhonha, no setor Oriental era coberto por uma floresta Atlântica. Nos primeiros anos do século XVII o Alferes Julião Fernandes, comandando a Sétima Divisão Militar, promoveu sua ocupação e iniciou o combate às tribos indígenas em busca de terras propícias às pastagens. Os soldados limparam a área à mão armada. Os vaqueiros derrubaram a floresta. Em seu lugar surgiu o capim colonião, apascentando vacas e bois que se multiplicaram geometricamente. Atualmente não existe mais um tapete verde e sim uma colcha de retalhes. É a velhice precoce do solo espezinhado, espoliado, surrado pelo pisar constante dos animais vorazes , pelas queimadas e pelas estiagens causticantes.
    Fonte Onhas.com : www.onhas.com.br

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