Dum-Dum-Girls

Dum Dum Girls, longe da alegria da época do hit Jail La La

As meninas da banda Dum Dum Girls acabam de lançar seu terceiro álbum, Too True, pela Sub Pop e novamente produzido por Richard Gottehrer. Porém, Dum Dum Girls mudou. Foi-se o tempo de hits lo-fi alegrinhos como Jail La La, quando transitavam entre o pop de garagem, indie pop e a estética lo-fi. A sonoridade hoje é mais arrastada e às vezes bem ácida. Todavia a certas distorções, com pedais que recorrem a Jesus & Mary Chain.

A última vez que se ouviu falar de Dee Dee Penny e companhia era com o lançamento, em setembro de 2012, de “End Of Daze”, que acentuava o lado mais melancólico como se ouve em “Trees and Flowers” e “Lord Knows”. A verdade é que Dee Dee Penny passava por uma fase ruim, que ela descreveu como “confusa, difícil, desastrosa e, às vezes, redentora”.

Assim que começou o verão 2012, após a turnê promovendo “End Of Daze”, trancaram em um apartamento em Nova York, como ela queria, com a paisagem de arranha-céus em busca de inspiração. Houve também uma fase de gravação em Hollywood, especificamente no Pet Sounds, East West Studios, onde se reuniu com sua equipe habitual de produtores (Richard Gottehrer e Sune Rose Wagner do The Raveonettes) para dar um som mais “grandioso, obscuro e urgente”.

O problema é que a vocalista havia perdido a voz, Acostumada a estar na estrada oito meses por ano, com a sua banda, original de Berkeley, Califórnia, teve que colocar freio às atividade sno palco e estender mais do que desejava às sessões de gravação, com foco em todos os instrumentos menos em sua voz, enquanto tentava recuperá-la. “Foi um problema que durou muito tempo, mas é uma história muito comum e chata”, diz Dee Dee. “Foi devastador e muito frustrante.”

Em Too True estamos longe das Dum Dum Girls melódicas, músicas rápidas e divertidas que surpreenderam o mundo com “I Will Be”.

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