VENDIDO – ESCALA

Acesse o site do projeto VENDIDO.

Esse projeto fez parte da exposição de encerramento do programa de pesquisa em artes visuais da Vila da Artes (Perambular, experimentar e correr perigo), iniciada em 15 de Setembro de 2012.

Para a exposição, decidi apresentar uma versão ampliada do projeto VENDIDO. Agora, as casinhas estariam espalhadas pela Cidade de Fortaleza. No espaço expositivo, optei por fazer uma menção ao projeto, afixando na parede um exemplar da casinha e um mapa da cidade com: algumas fotografias do processo de transformação das placas, várias tachinhas vermelhas e uma legenda no canto inferior direito com a seguinte mensagem: “As marcações vermelhas indicam os locais onde as placas de ‘Vende-se / Aluga-se’ foram transformadas. *Outras placas serão transformadas no decorrer da exposição. **O gabarito para fazer as casinhas está disponível no www.facebook.com/pessoasemtransicao

Desse modo, o público da exposição tinha uma indicação que o trabalho acontecia fora daquele espaço, como também, compartilhava a possibilidade de criar suas próprias casinhas. No total, foram transformadas e espalhas por volta de 110 casinhas pela cidade (nesse link tem a localização e as fotos de todas as casinhas). Todas elas foram fixadas em postes ou árvores que já estavam ocupadas com placas imobiliárias.

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Ficha técnica:
Categoria: Intervenção urbana
Concepção: André Lopes
Material: placas imobiliárias de pvc
Evento: Exposição Perambular, experimentar e correr perigo
Data: 15/09/2012
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste e Cidade de Fortaleza (Ce-Br)
Registro fotográfico: André Lopes
Publicações: matéria no Diário do Nordeste, citação na dissertação “Entorno: experimentações e intervenções na vizinhança”

Cercadinho elétrico

Nunca gostei de ter cerca elétrica no muro de casa. Meu vizinho do lado tem duas cercas elétricas no mesmo muro; andando dois quarteirões, encontro uma casa com espirais de arame farpado junto com cerca elétrica e, um pouco mais a frente, uma cerca elétrica com mais de 1 metro de altura. A rua parece a mesma, mas as casas estão muito mais agressivas.

Recorro ao velho ditado: “se não pode vencer, junte-se a ela”. Primeira proposta: decorações temporárias para cercas elétricas. Decoro a cerca com objetos que balançam com o vento. A certa é forçada até o ponto de o fio partir e soar o alarme. É hora de recolher a decoração e remendar a cerca. Primeira versão: tome cuidado Seu João (duração: 26 horas).

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Ficha técnica:
Categoria: Intervenção domiciliar
Concepção: André Lopes
Material: bandeiras de São João
Data: 22/06/2012
Local: Rua Dr. Edmilson Barros de Oliveira, 140 (Fortaleza-Ce-Br)
Registro fotográfico: André Lopes

Minha iluminação pública

Apesar de ser um lugar de passagem, a calçada é um espaço interessante, onde a fronteira entre o público e o privado se coloca de forma diluída. Na árvore que fica na calçada de casa, aproveitei a abertura feita, de lado a lado, por cupins e instalei minha iluminação pública.

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Ficha técnica:
Categoria: Intervenção urbana
Concepção: André Lopes
Material: lâmpadas led e lata de cerveja
Data: 01/06/2012
Local: Rua Dr. Edmilson Barros de Oliveira, 140, Cocó (Fortaleza-Ce-Br)
Registro fotográfico: André Lopes

Fotocorreio

Às vezes é preciso dar uma grande volta para chegar mais perto. Durante alguns dias, caminhei pelos quarteirões próximos da minha casa, e, meio às escondidas, fotografei detalhes das casas dos meus vizinhos. Envelopei essas fotos, juntei com um texto onde fazia três pedidos (que me mandassem: um foto dos pés, uma foto da janela ou da porta que dá para a rua e uma lembrança qualquer) e mandei a carta pelos correios. Foram quarenta e poucas cartas. Recebi algumas respostas e espero por outras.

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Ficha técnica:
Categoria: Intervenção urbana
Concepção: André Lopes
Material: carta e fotografias
Data: 30/05/2012 a 04/06/2012
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste e Cidade de Fortaleza (Ce-Br)
Registro fotográfico: André Lopes

En Canto

Basta girar a torneira. Abrindo um pouco, os sons são fracos, quase como pingos. Abrindo um pouco mais, o volume aumenta e se torna forte como uma bica. O duche está acessível e a fonte sonora pode passear pelo corpo daquele que sentir-se a vontade em utilizá-lo.

O som presentifica um corpo ausente. Pigarros, cuspes, melodia, músicas e voz. No total, são pouco mais de 20 minutos de gravação. Um após o outro, são reproduzidos os banhos sonoros de cinco pessoas que foram convidadas a participarem da instalação.

Link para o áudio.

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Ficha técnica:
Categoria: Instalação sonora
Concepção: André Lopes
Material: ducha, sistema de som e encanamento
Evento: Expo Mestrado 2011
Data: 10/06/2011
Local: Museu Santo Joana (Aveiro-Pt)
Registro fotográfico: André Lopes, Juliana Alvarenga e Katia Sá

Cântico dos Cânticos

“A luz e a escuridão são valores complementares. Apesar desta dualidade são correlatas e inseparáveis, de forma que uma contém a pista da outra. Da gravidez da escuridão, nasce a luz. Ainda que não se possa percebê-la, é possível senti-la através do seu rastro, do calor , transmitido às coisas. (Ramos, 2006)

Esse trabalho explora o conceito de segredo. A sombra é a chave para leitura do texto, que é apresentado quando objeto, fonte de luz e superfície estão alinhados em um determinado ângulo ideal.

Velas vermelhas, centenas delas, fixadas perpendicularmente com o chão do pátio do antigo Convento de Aveiro e dispostas em cinco linhas, anunciam uma epifania com hora marcada para começar e terminar . Luz e sombra são a matéria da obra. Quando o Sol estabelecer com a T erra o ângulo correto, quando todas as peças alinharem-se, as sombras projetarão no chão um trecho do livro bíblico “Cântico dos Cânticos” .

Às 10h10, durante cerca de 20 minutos, as sombras das velas revelam a seguinte passagem: “És um jardim fechado, uma fonte lacrada. CT . 4.12” . Sempre no mesmo horário e precedendo a missa dominical na Sé de Aveiro, localizada ao lado do prédio do Museu, dia após dia, o texto é escrito e apagado.

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Ficha técnica:
Categoria: Instalação
Concepção: André Lopes
Material: velas vermelhas
Evento: Expo Mestrado 2011
Data: 10/06/2011
Local: Museu Santa Joana (Aveiro-Pt)
Registro fotográfico: André Lopes, Juliana Alvarenga e Ivo Daniel

Cores

Acesse o site do projeto Balbucio.

Cores altas, magras e sem rosto caminham pela cidade. Cinco performers, cada um deles vestindo uma roupa de “helanca” de cor – na última versão, V erde, Azul, Laranja, Rosa e V ermelho – “fazem sua vida” de maneira silenciosa, sem trocar palavra com as pessoas que passam por eles. Na mesma medida em que o tecido lhes cobre e turva os sentidos – olhos e boca tapados, nariz comprimido, pele e dedos cobertos e ouvidos abafados – faz com que aumente o interesse e a atenção de quem cruza com eles.

A performance Cores experiencia o espaço urbano, interagindo com os transeuntes de variadas maneiras, mas sem trocar palavra com eles. As cores que antes apareciam para avisar da faixa de pedestre, permitir o estacionamento, chamam a atenção para uma via proibida ou para publicitar o que quer que fosse, agora estão libertas e à solta pela cidade.

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Ficha técnica:
Categoria: Performance
Concepção: João Vilnei
Performers: André Quintino, João Vilnei, Edmilson Júnior (Juin), Tobias Gaede e Wellington Jr (Tutunho)
Material: macacão de helanca
Evento: Ciclo de Artes Performativas
Data: 27/05/2011
Local: Mercado Negro (Aveiro, Pt)
Registro fotográfico: Teresa Melo e Leticia Lopes

Renasce Remorre

Para Júlio Plaza, traduzir é recriar forma e conteúdo. Nessa obra, o poema Nasce Morre (1958), do concretista brasileiro Haroldo de Campos, é escrito a partir da sombra de quem o observa. As dicotomias nascer e morrer , cima e baixo, luz (dia) e sombra (noite), leitura e escrita, são reforçadas visualmente.

O ciclo ou apenas o circular é a chave para organizar as imagens latentes. Ao bloquear a luz, o corpo cria uma sombra sobre o papel, que por sua vez, permite a leitura do poema. A escrita surge como sombra da sombra.

O poema é construído manualmente, um trabalho lento e delicado. Agulhas cosem as sombras e unem as partes do nascer e morrer de cada dia.

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Ficha técnica:
Categoria: Instalação
Concepção: André Lopes
Material: kapa line, agulhas de costura e refletores.
Data: 01/2011
Local: Universidade de Aveiro (Aveiro-Pt)
Registro fotográfico: André Lopes

Insufláveis

Propriedade privada é o direito, previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que assegura ao seu titular os poderes de usar, gozar e dispor de uma coisa, a princípio de modo absoluto, exclusivo e perpétuo. Assim, quando deixamos um carro estacionado, pressupomos que no futuro iremos encontrá-lo nas mesmas condições. Contudo, quais são as garantias de que aquele objeto não sofrerá interferência de outras pessoas? Como se constrói a noção de controle sobre os bens materiais? Como a sociedade reforça os imperativos não toque, não use, não se aproxime sobre os objetos particulares? Como esses objetos podem ser usados como suporte ou matéria prima para intervenções artísticas?

Insufláveis questiona a ideia de controle sobre os objetos particulares. A ação pode ser caracterizada como um pseudo-vandalismo, na medida em que simula a retirada de ar do pneu para uma nova câmara. A exclusividade da propriedade privada dilui. O ar controlado, sob pressão, pede passagem. Novas formas são construídas, todas elas diferentes e particulares.

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Ficha técnica:
Categoria: Intervenção urbana
Concepção: André Lopes
Material: Balão de látex
Data: 16/12/2010 a 17/12/2010
Local: Estacionamento da Universidade de Aveiro (Aveiro-Pt)
Registro fotográfico: André Lopes

Projetos e propostas

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