Zumba: vida saudável para os moradores

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A zumba é um tipo de exercício físico aeróbico baseado em movimentos de danças latinas,feito o merengue, a cumbia, a salsa, o reggaeton, e outros.

A zumba tornou-se bastante popular em academias e estúdios de dança de todo mundo. Além de ser considerado uma atividade fitness, a zumba também é praticada como um estilo de dança. Este “ritmo dançante” trabalha principalmente os quadris, glúteos e coxa e ajuda a perder aproximadamente 600 calorias por sessão de uma hora de treino, de acordo com treinadores especializados nesta modalidade fitness.

Por essa dança ser uma pratica  muito popular a comunidade optou por inclui-la entre suas atividades, sendo uma das  mais procuradas pelos moradores mais jovens da região. A aula de zumba é disponibilizada para os moradores da comunidade quilombola de alto alegre, e são ministradas  pela professora Alessandra, sempre nas tardes de quarta  e sexta-feira. Como não existe nenhum tipo de patrocínio ou apoio governamental, são  os próprios alunos que ajudam a custear as despesas da atividade, para que a professora não deixe de atendê-los.

O RECONHECIMENTO DA COMUNIDADE QUILOMBOLA ALTO ALEGRE

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No ano de 2005 a comunidade quilombola de Alto Alegre foi reconhecida pela Fundação Palmares, uma entidade ligada ao governo federal, que cuida das políticas publicas ligadas aos quilombos e descendentes de escravos. A Fundação possui um órgão que certifica e registra as comunidades quilombolas do Brasil.

 

Alto Alegre é uma das 80 Comunidades reconhecidas do ceará. Esse reconhecimento trouxe vários benefícios, tanto para a comunidade como para o município que passou a receber uma verba diferenciada.  A partir daí, a comunidade cresceu, o governo também passou a mandar projetos para a ARQUA (associação dos remanescentes quilombolas de alto alegre ) que desenvolve vários trabalhos junta a comunidade.

Banda Afro Alegre e o Pôr do Sol – Quilombo do Alto Alegre

 

 

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Clique e assista ao vídeo (canal youtube, Alessandra Gama)

 

Fundação Palmares divulga nota de repúdio a declaração do Deputado Jair Bolsonaro

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A Fundação Palmares divulgou na última segunda-feira (10), nota em que  repudia a declaração do Deputado Federal Jair Bolsonaro, feita durante palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, no domingo (03/04).

 

Na ocasião o Deputo teria feito a seguinte declaração: “Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gasto com eles.”

A Fundação Palmares classificou como preconceituosa e difamatória a fala de Bolsonaro e lembra que o Estado brasileiro reconheceu, na Constituição Federal de 1988, o direito dessas comunidades aos territórios tradicionalmente ocupados. Um trecho da nota diz “é acintosa a injustiça e o desserviço que o parlamentar presta ao afirmar que essas comunidades “não fazem nada”, afinal de contas elas resistiram à brutalidade do regime escravocrata”

 

A Fundação Palmares é um órgão ligado ao Ministério da Cultura, que tem dentre outras responsabilidades promover a preservação e a promoção da identidade cultural das comunidades dos remanescentes dos quilombos, incluindo a certificação destas comunidades.

Clique aqui e leia a nota completa divulgada pela  Fundação Palmares

RÁDIO RAÍZES DO QUILOBMBO

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clique na imagem e assista ao vídeo

 

O projeto da rádio surgiu através da parceria com a UNICEF e a colaboração de uma amiga da comunidade chamada “Taty”, mas o pontapé inicial partiu do morador “Nego do Neco”, um morador muito conhecido no quilombo alto Alegre. Era um desejo seu, que todos pudessem ser informados dos acontecimentos da comunidade e da associação ao qual ele era presidente na época.
A rádio comunitária “Raízes do Quilombo” era transmitida através de uma radiadora situada na “Associação dos Remanescentes Quilombolas” (ARQUA), para mais de 800 moradores da região. Suas ondas alcançavam em média 1.000 metros de extensão, esse alcance não era o ideal, pois, para que todos pudessem ouvir perfeitamente seria preciso de 2.000 á 3.000 metros.
A rádio era um importante instrumento de comunicação da quilombo, através dela divulgavam-se os eventos da comunidade como festas, o aniversariante do dia ,nota de falecimento, cursos e atividades culturais que são disponibilizadas pela ARQUA para os moradores da comunidade e claro, músicas.

Fora do Ar

Todas as manhãs a partir dás 6 hs de segunda á sexta o morador “Nego do Neco” passava os informes e acontecimentos para os moradores da comunidade. Era ele o responsável por toda a operação dos equipamento e também pela locução. Hoje a rádio encontra-se desativada por falta de manutenção dos aparelhos. Mas existe um grande desejo de todos, que a rádio volte a transmitir.

Um pouco da história dos quilombos no Brasil

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A palavra “quilombo” significa povoação ou fortaleza. Os quilombos serviram como refúgio no período da escravidão. Naquela época os escravos eram tratados de forma subumana sendo considerados apenas uma mercadoria que podia ser comprada e vendida a qualquer tempo.

Aqueles que conseguiam, de alguma forma, escapar de seus senhores, tinham como destino, na maioria das vezes, esses locais. Os quilombos representavam uma das principais formas de resistência à escravidão na época colonial.

Como era a vida nos quilombos

Os quilombos geralmente ficavam dentro das matas, em locais bem escondidos e de difícil acesso, para que os caçadores de escravos não conseguissem encontrar.  Nos quilombos, as pessoas viviam de acordo com a cultura africana. Se alimentavam das plantações que eram cultivadas na comunidade e dos animais que criavam e caçavam.

O Brasil chegou a ter centenas destas comunidades no período colonial, que se localizavam, principalmente, nos atuais estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Alagoas e Minas Gerais. Esta ultima região, segundo estimativas, chegou a ter em torno de 100 quilombos. Existem relatos de que índios e até brancos, que não concordavam como o sistema colonialista e que viviam em condições miseráveis nas cidades, também integravam as populações de alguns quilombos.

O maior e mais conhecido quilombo brasileiro foi o de Palmares que chegou a ter 20 mil habitantes e tinha como principal líder Zumbi, que acabou por se tornar um ícone de nossa historia.

Reconhecimento dos quilombos

O decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, regulamentou os procedimentos para identificação, delimitação, reconhecimento e titulação das terras ocupadas por comunidades quilombolas. Portanto, as comunidades remanescentes de quilombos já são reconhecidas e amparadas pela lei brasileira. Este mesmo decreto transferiu para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a função de delimitar as terras das comunidades quilombolas remanescentes.

Atualmente existem cerca de 1.500 comunidades quilombolas que são certificadas pela Fundação Palmares, mas estimativas apontam para a existência de cerca de três mil.

 

 

Felipe Lira

 

Confira a matéria que o programa “PARTIU” gravou na comunidade Alto Alegre

O programa “PARTIU” , da TV Verdes Mares, esteve na comunidade Quilombola Alto Alegre e mostrou um pouco da historia e cultura do lugar.

Confira!

Clique aqui e assista a matéria

O ARTESANATO PRODUZIDO NA COMUNIDADE

Por Luana Rodrigues

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No começo do projeto eram 25 mulheres, lideradas pela senhora Audeniza, mais conhecida por “Tica”, depois foram diminuindo e restaram apenas 6.  Muitas deixaram de produzir por conta das dificuldades financeiras e até mesmo pelo preconceito em relação a cor das bonecas, mas, mesmo assim, o projeto não parou.
Depois de um tempo as bonecas produzidas pelas mulheres da comunidade passaram a ser vendidas para outros lugares como a CEART, COELCE e para pessoas que vinham visitar a comunidade. E assim a confecção das bonecas passou a ser fonte de renda para muitas famílias.

A Palha da Carnaúba

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Além das bonecas que são produzidas na comunidade, existe também o artesanato com a palha da carnaúba, árvore tipica da região, que é feito pela tão conhecida “Tia Antônia”. Para que as peças possam ser produzidas, as palhas são colhidas nos carnaubais e depois são colocadas, durante oito dias, no sol, para em seguida começar o processo de fabricação. São produzidas esteiras, vassouras, bolsas,bonés,tapetes e dentre outros.
São também utilizados outros materiais,como garrafa, para fazer cortinas e retalhos de pano para se fazer redes. Todos esses produtos são vendidos  e algumas peças ficam expostas na ARQUA. A maioria das técnicas empregadas, pela comunidade, na produção do artesanato foram desenvolvidas por seus antepassados, e continuam sendo passadas de geração para geração.

Atividades de Janeiro

Atividades realizadas em Janeiro na comunidade Quilombola de Alto Alegre, através da Associação e do Centro Cultural Negro Cazuza.

Primeiro ensaio da Banda Afro Alegre.

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Grupo Afro Alegre e Ritmo no Quilombo se apresentaram na Empresa Vulcabras S/A.

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Entrega dos Kits que a Vulcabras presenteou a banda Afro Alegre e Ritmo no Quilombo.

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Visita dos Alunos da UECE/CE.

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Piquenique com a Banda Afro Alegre e Ritmo no Quilombo.

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Visita dos Indianos.

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Filmagem da Banda para Prefeitura.

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Reunião do projeto São Jose na comunidade Quilombola da Base em Pacajus.

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Reunião dos Sócios da Arqua com a presença da Secretaria de Inclusão Social Rita de Cassia.

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Participação no Programa Muiti Perfil da TV da Gente.

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Primeiro Chá de Memoria do ano.

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Apresentação da Banda e Ritmo no Quilombo em Pacajus/CE.

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Construção da sede da Associação.

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Reunião para planejamento interno da Associação e Centro Cultural.

Esses foram todo o trabalho desenvolvido com o apoio de nossos colaboradores,
Prefeitura de Horizonte, Secretaria de Ação Social, Secretaria de Cultura, Ótica Digital e NUPPIRH.

Bem Vindo 2016 !

Seja Bem Vindo 2016 !

Trabalho Social se resume em muitas palavras e muitos sentimentos um deles são, amor, esperança, força, capacidade, sonhos, possibilidades,paixão, coragem, carinho bom tem um mar infinito de boas coisas para esse meio.Quando se trata de trabalho social voluntario e pela própria comunidade então o que posso dizer é muito amor envolvido nesse ano temos muitas ações para realizamos na nossa comunidade Quilombola de Alto Alegre.

E começamos assim com o Grupo Afro Alegre se apresentado na Empresa Vulcabras S/A do Nordeste.

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