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  • Políticas públicas para Arte Digital

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    por: Thiago Carrapatoso, em Políticas no dia 05/03/2010

    Entre todos os questionamentos envolvendo a produção artística audiovisual aqui no Brasil – com as novas tecnologias no meio, claro -, fica a dúvida sobre quão incentivado é esse tipo de inovação. Estão começando a surgir, por meio do poder público, políticas que pregam a geração de conhecimento referente ao assunto (como a própria bolsa da Funarte na qual eu fui contemplado) e incentivam a criação de artistas usando as novas tecnologias.

    Um exemplo interessante é o LabMIS, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Nesta semana, fui lá conhecer as instalações e entender melhor o projeto de residências de artistas brasileiros que trabalham com inovações tecnológicas.

    O projeto está em sua segunda edição, recebendo os primeiros artistas deste ano para começar a residência e a produção de obras para a exposição, que provavelmente acontecerá em novembro.

    Eles ficam durante três meses usando a infraestrutura do museu, além de contar com uma ajuda de custo de R$ 1.500 para alimentação e transporte e mais R$ 3.000 para a compra de equipamentos necessários à obra (que ficarão para o museu depois que a residência acabar).

    O interessante é que o edital não seleciona artistas específicos, mas sim projetos. O que muda é que o interesse do museu é justamente na inovação que a obra pode trazer e na produção de conhecimento, e não no currículo de um determinado artista. Isso abre portas para que artistas iniciantes consigam a residência e comecem a montar seu portfólio, além da participação de coletivos.

    Outro ganho é que, mesmo sendo financiado pelo governo do estado de São Paulo, o edital é aberto para artistas de outras regiões do país, embora os MIS de diferentes estados não possuam comunicação direta um com o outro (o que é uma perda grande para a produção artística, já que se poderia pensar em diversos projetos de troca entre os museus).

    Tudo isso casa com o contexto da II Conferência Nacional de Cultura, que acontecerá na semana que vem (de 11 a 14 de março). O objetivo da conferência é justamente formar políticas públicas relacionadas à cultura com a participação da sociedade civil.

    Alguns dias antes, entre 7 e 9 de março, haverá a pré-setorial de Arte Digital, para discutir as propostas e sugestões para as políticas públicas do setor. É estranha a subdivisão de Arte Digital estar separada de Audiovisual, Arte visual, Design, Cultura Popular, Música, entre outras. Mas, de qualquer forma, são pessoas focadas no tema tentando chegar a um consenso para melhorar o setor nos próximos anos.

    Vale acompanhar a discussão e tentar se inserir no processo.

  • Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça

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    por: Thiago Carrapatoso, em Reflexões no dia 25/02/2010

    O bordão acima marca, talvez, a mudança na concepção do fazer audiovisual de hoje com o que era feito antigamente. Glauber Rocha, quando almejou a democratização do acesso à produção de vídeo, vivia em uma realidade em que o custo para tanto era muito alto. Mas ele acreditava que não se precisa de uma produção gigantesca para conseguir desenvolver um trabalho audiovisual. É apenas ter uma ideia e sair gravando.

    Essa ponte entre a frase e a realidade só apareceu para mim ao ler parte do livro Cultura Digital.br, organizado para servir de base ao Seminário Internacional do Fórum de Cultura Digital Brasileira, em que o entrevistador suscita a comparação.

    Outra imagem interessante que surge na parte de Arte e Tecnologia do livro é a explicação de que as tecnologias são extensões dos sentidos humanos. O que é uma câmera? Ela pode ser vista tanto como uma limitação do olhar (uma vez que é o mundo por meio de um quadro), quanto a ampliação da percepção (já que não é só a retransmissão da imagem, mas a modificação do que é captado por meio de zoom, filtros de câmera, edição de cores).

    Reproduzo abaixo a alusão que Jane de Almeida, quando entrevistada, fez para o livro:

    E como você vê o impacto dessas novas tecnologias na cultura?

    Existe uma entrevista do Jean-Luc Godard em que ele é perguntado: se um habitante de Sírio chegasse aqui na Terra, como é que ele explicaria a esse habitante o que é o cinema? A pergunta está se referindo neste momento a uma ficção científica escrita pelo Voltaire que se chama Micromegas. Nessa obra, um habitante enorme de Sírio chega ao planeta Terra, que é um planeta pequeniníssimo. Logo que ele chega, vê uma pocinha de água, que é o Mar Mediterrâneo, e nessa pocinha de água existe um barco com vários filósofos. Ele faz perguntas para esses filósofos e fica muito impressionado como é que esses terráqueos conseguem medir tão bem se eles são tão insignificantes em termos de tamanho. Micromegas pergunta: “quantos sentidos vocês têm?” E os filósofos respondem: “nós só temos cinco sentidos”. Aí ele diz: “Nossa, nós temos mais de 2.000 sentidos, como que se pode compreender o mundo só com cinco sentidos”. O Godard captura essa questão dos sentidos e fala assim: “Eu responderia que é uma máquina que nos ajuda a ver coisas que nós não podemos ver, a ver de perto aquilo que a gente não poderia ver, a ver de longe aquilo que a gente não poderia ver”. Existe uma figura interessante, que na realidade é da linhagem do Walter Benjamin, do inconsciente ótico, daquilo que a gente não via antes se não tinha a máquina do cinema. Isso sempre me remete a computador. Que sentidos nós estamos ativando, reativando, processando, construindo a partir dessa máquina, a partir desse mecanismo? Talvez seja esse ponto quando eu penso no computador como máquina. Existe uma cultura que emerge a partir dessa máquina especificamente. (in pág. 182)

    Se antes, à época de Glauber, essa extensão do sentido estava restrito a uma pequena elite cultural, hoje qualquer um pode provê-la. A democratização desse tipo de maquinário trouxe modificações também no próprio fazer.

    A captura já em digital possibilitou com que se edite o que está sendo filmado simultaneamente à captura, modificando completamente a relação entre o cinegrafista e a produto audiovisual. Não se precisa mais revelar a película. Não se precisa mais economizar em quadros. Não se precisa gastar fortunas para gravar pequenos vídeos.

    E o próprio formato das câmeras atuais fazem com que até a forma de captação seja modificada. São poucas as pessoas que ainda colocam um olho atrás da câmera para captar uma imagem. Fotografa-se com o corpo, com o movimento, com o gesto. As situações captadas são muito mais naturais, menos posadas, menos enquadradas, mais artísticas.

    As instituições de ensino de foto ou vídeo, por exemplo, sempre fazem alusão ao olhar do artista. Ou seja, treinam os seus alunos para que eles desenvolvam um olhar único, singular, sobre o mundo. A câmera, desde o começo, surge realmente como uma extensão do sentido humano, mas com a facilidade de ser manipulável.

    Mas será que não devemos pensar na fotografia ou vídeo como a própria extensão da expressão corporal?

    O trabalho do fotógrafo cego Evgen Bavcar é um exemplo de como a linguagem deve ser mudada. Ele consegue fazer imagens fabulosas apenas com o som ou indicações de outras pessoas. O irônico é que, no trecho do documentário Janela da Alma, que discuste o conceito de olhar e para o qual o artista é entrevistado, ele aparece colocando sua câmera na frente de seu olho.

    Qual será o nosso olhar atual?

  • A estética líquida

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    por: Thiago Carrapatoso, em Reflexões no dia 14/02/2010

    Pegando ainda como gancho o post anterior, seguem umas aspas de Lucia Santaella, na introdução do livro Estéticas Tecnológicas:

    Embora a Idade Moderna no Ocidente tenha colocado o belo e a arte em estreita correlação, Umberto Eco, didaticamente, explica-nos que a relação entre ambos não é tão óbvia quanto pode parecer. Enquanto algumas teorias estéticas modernas só reconheceram a beleza na arte minimizando a beleza da natureza, em outros períodos da história, o reverso foi verdadeiro. Nesse caso, a tarefa da arte era a de fazer bem as coisas que fazia, no sentido de servir ao propósito a que se prestava. Por isso, a arte aplicava-se não só ao trabalho do pintor, do escultor, mas também ao trabalho de um construtor de barcos, de um carpinteiro e até mesmo de um barbeiro. A noção de belas artes ou artes nobres (fines, em inglês) surgiu da necessidade de se distinguir entre esses tipos de trabalhos. Tal distinção também se fez necessária porque, mesmo quando a beleza da natureza era preferida, não era possível evitar o reconhecimento de que a arte pode retratar a natureza belamente, inclusive quando a natureza retratada aparece como perigosa ou repugnante.

    Entretanto, a aliança entre o belo e a arte no Ocidente não durou tanto quanto se pensa. A partir de meados do século XIX, os sistemas artísticos instauraram rupturas indeléveis em relação à tradição herdada do Renascimento, até o ponto de colocar em questão a própria noção de arte, um questionamento que já encontrou seu clímax na obra de Marcel Duchamp, no ínicio do século XX. Daí para frente, a multiplicação de teorias estéticas, de um lado, e a atomização dos sistemas artísticos, de outro, levaram a uma pulverização de tendências teóricas e atividades de criação que não tem cessado de se expandir. As correntes estéticas, tanto no nível teórico quanto no nível da criação, foram se multiplicando, até atingir o patamar de exacerbação da contemporaneidade, o que levou Margolis a afirmar que aquilo que agora chamamos de estética não é de modo algum um ramo da filosofia, mas muito mais um sistema bastante solto de questões concernentes ao nosso interesse nas artes. (págs. 12-13)

    E, ainda, considerando a discussão sobre ciborgues, segue outro techo:

    O mais recente rebento das estéticas tecnológicas encontra-se na intersecção do espaço físico e virtual possibilitada pelos dispositivos móveis. Nas palavras de Leme (neste volume):

    Mais do que o abandono das cidades pelas tecnologias do ciberespaço, o que estamos vendo são novas práticas de uso do espaço urbano pelo deslocamento com artefatos digitais e processos de localização por redes sem fio. A mobilidade informacional permite vivências e formas de apropriação do urbano similares à prática do ‘andar como arte’ da segunda metade do século XX. Andar com dispositivos móveis permite leituras e escritas do espaço com informação digital muito próximas da arte do andar dos situacionistas, dadaístas e surrealistas. As mídias locativas e os territórios informacionais atualizam formas de deriva pelo espaço urbano. (pág. 16)

    Será que estamos voltando aos príncipios discutidos no início do século passado?

  • Somos todos artistas – ou não…

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    por: Thiago Carrapatoso, em Reflexões no dia 12/02/2010

    A proliferação de recursos de produção na sociedade fez com que se questionasse o real valor do conhecimento dos considerados amadores. Antes, a especialização era o único caminho para conseguir ser ouvido sobre um determinado tema e ter sua bagagem de estudos reconhecida. Agora, os processos se abriram a todo e qualquer tipo de conteúdo produzido pelos cidadãos. O maior exemplo, é claro!, é a Wikipedia. Mas não só: YouTube e Flickr são outros dois que demonstram a gigantesca quantidade de novos materiais por dia.

    Por causa do vídeo abaixo, que questiona a evolução da mídia (ignore, por favor, a parte do futuro, em que aparecem previsões bizarras), coloquei em cheque a principal teoria na qual me baseio para realizar esta pesquisa.

    Revolucion de los medios

    Na página sobre este trabalho, aponto que um conceito usado por Lucia Santaella me norteia para que faça o mapeamento dos artistas audiovisuais contemporâneos.

    (…) quando surge um novo meio de produção de linguagem e de comunicação, observa-se uma interessante transição: primeiro o novo meio provoca um impacto sobre as formas e meios mais antigos. Num segundo momento, o meio e as linguagens que podem nascer dentro dele são tomados pelos artistas como objeto de experimentação. Assim aconteceu com o rádio, primeiro meio efetivamente de massa, capaz de atingir remotamente milhões de pessoas a um só tempo. Numa primeira instância, o rádio influenciou o teatro para, depois, ser explorado como fonte autônoma para a criação.” (SANTAELLA, 2003. p. 156)

    Se, hoje em dia, já se fala em “prosumer” (produtor + consumidor), por que acreditar que apenas os artistas produzem/pesquisam a inovação? Como enquadrar, nos tempos atuais, uma pessoa como artista? O que o diferencia dos outros produtores?

    Cai-se, então, na mesma questão levantada há velhos anos sobre o que é a arte. Claro que, no fim, se levantam diferentes respostas para este questionamento. Mas o que eu levanto aqui, e procuro achar um conceito para orientar a pesquisa, é o papel mesmo do artista neste processo de inovação.

    Antigamente, foram eles que mostraram à sociedade o que se poderia fazer com as mídia. Hoje, será que não cabe pensar o contrário, sendo a sociedade – ou pessoas comuns – os grandes inovadores para os artistas?

    Como classificar os vídeos colaborativos de MadV? Até o processo de colaboração não pode ser definido como inovador? E, para se ter uma ideia, o trabalho, por meio da ajuda de pessoas que gostaram do vídeo, foi traduzido sem a interferência do próprio MadV (eu reluto em chamá-lo de autor, uma vez que ele só foi responsável pelo chamamento e compilação).

    The Message / A Mensagem

    Quem é o artista hoje em dia?

  • Como é o mundo pelos seus olhos?

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    por: Thiago Carrapatoso, em Reflexões no dia 10/02/2010

    Talvez por causa da obra de Donna Haraway, “Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX”, tenho me questionado sobre quão naturais são as inserções das tecnologias no mundo orgânico. Até escrevi rapidamente sobre isso no blog Paisagem Fabricada, do Planeta Sustentável.

    Hoje, li a reportagem (só para assinantes) publicada na revista Época sobre como portadores de necessidades especiais usam as mais novas tecnologias para tentar levar uma vida considerada comum. São paratletas com pernas ultramecânicas que possibilitam maior propulsão na hora de competir, crianças com ouvidos biônicos para curar surdez, jovens com próteses de R$ 200 mil para não cair a cada novo passo. Enfim, são diversas oportunidades e – teoricamente – milagres que são narrados e explicados no texto.

    Isso está muito mais além do cibridismo que eu pretendo discutir por aqui (que é o casamento entre o on e o offline, como a realidade aumentada já mostrou ao mundo e fica cada vez mais pop), mas é a visão de um mundo ciborgue – ou a criação de um novo status social, como o “ciborguiano” – que está mais real do que se pode imaginar.

    Há um trecho na compilação “Antropologia do Ciborgue” que mostra que já somos ciborgues, mas não nos damos conta. Eis:

    “Nossos corpos, nutridos pelos produtos da grande indústria de produção de alimentos, mantidos em forma sadia – ou doentia – pelas drogas farmacêuticas e alterados pelos procedimentos médicos, não são tão naturais quanto a empresa Body Shop nos fazer crer. A verdade é que estamos construindo a nós próprios, extamente da mesma forma que construímos circuitos integrados ou sistemas políticos – e isso traz algumas responsabilidades” (pág. 24)

    Somos, por fim, ciborgues dentro de nosso próprio cotidiano. E se agora as invenções para portadores de necessidades especiais já não soam tão distantes, em quanto tempo será que todos terão acesso a esse tipo de maquinário? Não seremos mais fortes, seremos biônicos; não seremos músicos geniais, seremos próteses supersônicas; não seremos mais gênios, seremos diversos tipos de memórias eletrônicas.

    E como disse Hugh Herr, biofísico do MIT, à reportagem da revista: “um terço da população mundial tem algum tipo de deficiência. Centenas de milhões usam próteses. Lentes de contato são próteses oculares, e ninguém estranha”. É só perceber como as lentes de contato são consideradas normais para visualizar um pedacinho do que poderá porvir.

    Se já consideramos pequenos utensílios eletrônicos como extensões de nossas vidas, como os celulares, por que não acoplá-los ao nosso corpo, à nossa carne, ao nosso ser? Imagina que, daqui a alguns anos, um chip acoplado a seu olho poderá gravar tudo o que você vê, da forma que você o vê, do ângulo que você se acostumou. A produção audiovisual futura, então, poderá responder a questão até então irrespondível: como é o mundo pelos seus olhos?

  • Introdução

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    por: Thiago Carrapatoso, em institucional no dia 10/02/2010

    Para começar, levanto alguns questionamentos que podem explicar de onde surgiu essa pesquisa: como considerar a produção audiovisual brasileira contemporânea sem levar em conta as mudanças que as “novas tecnologias” (embora seja um termo considerado ultrapassado, ainda explica o que quero dizer) causaram na sociedade? Ainda melhor: como levar em conta as “novas tecnologias” sem perceber o quanto ela afeta, inclusive, no fazer artístico?

    Esses questionamentos foram alguns dos estopins para eu submeter um projeto de pesquisa para a Fundação Nacional de Artes (Funarte). O documento na íntegra pode ser baixado e visualizado por aqui.

    Decidi pesquisar sobre o conceito de cibridismo para averiguar a base teórica da inserção das tecnologias na sociedade e como elas modificaram as estruturas até então vigentes. Com esse aval, a ideia é mapear os artistas contemporâneos que utilizam máquinas comuns no dia-a-dia, como câmeras digitais ou telefones celulares, de forma inovadora.

    Todo o projeto parte do princípio, defendido pela pesquisadora Lucia Santaella, de que os artistas, antes de tudo, são vanguarda das novas mídias. Eles se apropriam da invenção, estudam linguagens e estéticas e, depois, revertem esse uso para a sociedade. Ou seja, são eles que mostrarão como poderemos usar as novas ferramentas e como elas mudarão o fazer artístico audiovisual.

    Em breve, explicarei aqui o que tenho estudado (além dos fichamentos e bibliografia que vocês podem conferir no menu ao lado) e mostrarei os trabalhos de artistas preocupados – ou não – com a inovação do audiovisual.

    Este trabalho, como vocês podem ver pelo projeto mandado, é liberado em Creative Commons. Então, qualquer um pode ficar à vontade para usar, abusar e remixar todo esse conteúdo (claro, excluindo a produção de outros… isso se refere apenas à minha produção).

    Sejam benvindos! E, por favor, opinem! Esta pesquisa é pública!