A pesquisa “A Arte do Cibridismo” foi contemplada com o “Prêmio Estudos e Pesquisas sobre arte e economia da arte no Brasil” concedido pela Fundação Bienal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Cultura.

A entidade é uma das instituições culturais mais importantes do mundo. Sua relevância e impacto no desenvolvimento das artes plásticas brasileiras são reconhecidos internacionalmente. Ela é responsável por uma das mais prestigiadas exposições de arte contemporânea, a Bienal de São Paulo, que já está em sua 29ª edição.

Em 2009, a entidade firmou um convênio com o Ministério da Cultura para elaborar e implantar publicações, pesquisas e estudos referentes às artes plásticas e à economia da cultura. O objetivo é qualificar artistas e especialistas por meio de publicações e informações referentes à economia da cultura, criando massa crítica sobre o assunto no mercado de arte brasileiro.

A pesquisa “A Arte do Cibridismo” foi adaptada para que se enquadrasse aos parâmetros e restrições contempladas no edital. A edição enviada à instituição não contempla as entrevistas na íntegra e possui modificações simples na parte introdutória. O motivo para a restrição foi o limite de páginas que o edital previa, sendo o máximo entre 30 e 50 laudas – para se ter uma ideia, a pesquisa na íntegra, com as entrevistas, possui 377 laudas, considerando que cada lauda tem 1.400 caracteres.

De qualquer forma, a edição enviada condensa um breve panorama na produção da arte digital realizada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O juri foi composto por Ana Paula Cavalcanti Simoni, professora do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo; Otávio Leonídio Ribeiro, professor do curso de arquitetura e urbanismo da PUC-RJ; Orlando Maneschy, artista, curador independente e professor do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará; e Marcia de Noronha Santos Ferran, integrante da coordenação-geral de Acompanhamento da Política Cultural do Ministério da Cultura. Quem presidiu a comissão foi Flávia Pedalini Abbud, coordenadora do Programa Brasil Arte Contemporânea/Fundação Bienal de São Paulo.

É interessante ressaltar a presença quase massiva de formados em arquitetura e urbanismo e não em outras áreas específicas das artes. Ter um trabalho de arte digital aprovado por um juri com esta formação é um bom indicador. A Bienal precisa mesmo se renovar e abrir suas portas para as novas vertentes da arte contemporânea. A arte digital precisa estar representada em suas comissões e acervos. Talvez isso seja um prenúncio que a fundação está interessada no tema e olhará com mais cautela as obras eletrônicas.

Ou talvez não.

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