Eu fui convidado para apresentar os resultados da pesquisa em dois grandes eventos que aconteceram quase que simultaneamente sobre cultura e arte digitais. O primeiro foi o Fórum da Cultura Digital Brasileira, que está na sua segunda edição, e o Festival Internacional de Arte e Mídia (FAM), também organizado pela  segunda vez.

O Fórum é organizado pelo Ministério da Cultura com produção da Casa da Cultura Digital para discutir as políticas públicas referentes ao setor. Neste ano, a organização decidiu ser um nó de algumas redes atuantes no cenário digital do país, como o MetaReciclagem, Transparência Hacker, entre outros. Foi um grande evento que tomou a Cinemateca Brasileira em São Paulo para fazer um balanço destes oito anos de políticas focadas no digital feitas pelo MinC e discussões sobre quais seriam os próximos passos, como a programação do RedeLabs (a meu ver, a melhor de todo evento).

Eu fui chamado para contar em pouco mais de 10 minutos sobre a pesquisa, ao lado de Jeroman explicando o laboCA, o Bruno Vianna mostrando seu trabalho do Ressaca.net e o Jaime Custódio exibindo suas geniais projeções do Olhotelafagia.

Para acompanhar como foi, é só ver aqui (não consegui achar o embed do player).

Eu participei também do clico de webconferências que o II Festival Internacional de Arte e Mídia (FAM) organizou com pesquisadores do mundo inteiro, como Julius Fujak, da Eslováquia; Nina Tomasi, da Áustria; e Marek Choloniewski, da Cracóvia. É um evento que acontece em Brasília e envolve simpósio, exposição, residências artísticas e oficinas, além das palestras online.

O Festival já é importante por si só, pois quanto mais eventos que discutam e tragam questionamentos sobre esta vertente artística, melhor! E também é importante ressaltar que é um evento sobre arte e tecnologia bem no centro-oeste brasileiro, e não no famigerado eixo Rio-São Paulo. Sair do eixo do Sudeste e organizar eventos que envolvam a identidade nacional ligada às novas tecnologias é extremamente louvável.

Eu, infelizmente, principalmente por causa do Fórum da Cultura Digital Brasileira, não conseguir acompanhar de perto a programação do simpósio e do resultado das residências artísticas. Mas dá para ter uma idéia dos assuntos discutidos pelas conferências gravadas e streamadas pela web.

Veja (ou não) o vídeo com eu falando durante cerca de duas horas sobre os artistas e pesquisadores que entraram na pesquisa.