Para começar, levanto alguns questionamentos que podem explicar de onde surgiu essa pesquisa: como considerar a produção audiovisual brasileira contemporânea sem levar em conta as mudanças que as “novas tecnologias” (embora seja um termo considerado ultrapassado, ainda explica o que quero dizer) causaram na sociedade? Ainda melhor: como levar em conta as “novas tecnologias” sem perceber o quanto ela afeta, inclusive, no fazer artístico?

Esses questionamentos foram alguns dos estopins para eu submeter um projeto de pesquisa para a Fundação Nacional de Artes (Funarte). O documento na íntegra pode ser baixado e visualizado por aqui.

Decidi pesquisar sobre o conceito de cibridismo para averiguar a base teórica da inserção das tecnologias na sociedade e como elas modificaram as estruturas até então vigentes. Com esse aval, a ideia é mapear os artistas contemporâneos que utilizam máquinas comuns no dia-a-dia, como câmeras digitais ou telefones celulares, de forma inovadora.

Todo o projeto parte do princípio, defendido pela pesquisadora Lucia Santaella, de que os artistas, antes de tudo, são vanguarda das novas mídias. Eles se apropriam da invenção, estudam linguagens e estéticas e, depois, revertem esse uso para a sociedade. Ou seja, são eles que mostrarão como poderemos usar as novas ferramentas e como elas mudarão o fazer artístico audiovisual.

Em breve, explicarei aqui o que tenho estudado (além dos fichamentos e bibliografia que vocês podem conferir no menu ao lado) e mostrarei os trabalhos de artistas preocupados – ou não – com a inovação do audiovisual.

Este trabalho, como vocês podem ver pelo projeto mandado, é liberado em Creative Commons. Então, qualquer um pode ficar à vontade para usar, abusar e remixar todo esse conteúdo (claro, excluindo a produção de outros… isso se refere apenas à minha produção).

Sejam benvindos! E, por favor, opinem! Esta pesquisa é pública!