Tudo é gambiarra. Tudo é som. Tudo é literatura. Tudo é vídeo. Tudo é híbrido. A arte misturada com outros conceitos. Outras profissões. Outras crenças. A arte perdendo seu caráter autoral. O autor perdendo o seu romance. A musa dentro de redes. As redes fornecendo matéria-prima ao autor. Não há intimidade. Não há o que se guardar. Não há o que se esconder. É tudo às claras. Tudo vísivel, como mapas. Traçados de cidades. Traçados de locais seguros. Tudo é visível. Tudo é público, até os defeitos de uma pele. Os sons das rugas amplificados. A intimidade exposta aos ouvidos. A intimidade por imagens. Os filmes montados com a ajuda alheia. Os celulares derrubando pianos. A transmissão questionando a solidão. Nossa sala transmitida em galerias. Nosso espaço invadido por desconhecidos. As relações íntimas entre duas pessoas. Frases clichês. Conversas entre casais. Somos um. Somos nenhum. Somos cem mil. Transviamos as linguagens. Tornamos o cinema em algo interativo. Alteramos as percepções. Escolhemos onde ver. Como ver. Quando ver. Não nos concentramos. Somos multitarefas. A destruição do ego do autor. As configurações incontroláveis. Interfaces inimagináveis. Fruição obscura. Vasos falantes. Máquinas orgânicas. Movimentos inesperados. Sons de culpa. Barulhos do segredo. A arte como resignificação. A arte como reurbanização. Centros especializados. Inclusão. Laboratórios. A colaboração entre os artistas. Os artistas como incentivadores. A tecnologia desnuda. O erro programado. A estética do não planejada. A invenção inesperada. As ruas invadidas por frases. Estêncil. A iconografia questionada. A tecnologia intervindo no meio urbano. A limpeza.