O mundo não é mais físico. Não existe apenas uma realidade para cada pessoa. Existem várias. Físicas e virtuais. Estamos conectados. Estamos online. Nossa privacidade não é mais restrita a paredes. Mandamos fotos, vídeos, textos a partir de qualquer lugar: ônibus, barco, moto e até a pé. Falamos o tempo todo. Conversamos todas as horas do dia. Produzimos conteúdo inclusive enquanto dormimos. Não somos mais passivos. Somos ativos, produtores, gestores, coordenadores e divulgadores do que produzimos e, obviamente, consumimos. Viramos editores do dia para a noite. Montamos redes, círculos de amizades com alguns cliques. Apagamos memórias. Mantemos todas as memórias. Escutamos músicas do mundo inteiro de graça. Assistimos a todos os filmes produzidos na história em formato digital. Carregamos vários livros de 900 páginas em um único utilitário de 190 mm x 123 mm x 8.5 mm e 250 gramas. Conversamos gratuitamente com amigos que estão em Nova Iorque, Paris, Seul, Tokio e Moscou por meio do celular. A vida se resume a aplicativos, utilitários e conexões. Trabalhamos de casa. Trabalhamos de madrugada. Não temos horários fixos. Temos muitos patrões. Estudamos o tempo inteiro. Conhecemos tudo. Não temos conhecimentos aprofundados. Sabemos editar vídeos. Sabemos tirar fotografias. Montamos galerias. Somos curadores. Somos expositores. Somos premiados e requisitados, de todas as formas, em todas a vertentes. Não paramos. Não morremos. Corremos maratonas cada vez mais rápidas. Batemos, a cada ano, vários recordes olímpicos. Somos magros. Somos musculosos. Somos mais fortes do que alguém já imaginou. Temos braços, pernas, membros removíveis. Temos propulsores. Nossos tênis são amortecidos. Nossas vestimentas diminuem a aderência. Aumentamos nossa capacidade física por meio de remédios. A saúde existe por meio de pílulas. A longevidade existe por meio de pílulas. Somos meio orgânicos, meio químicos. Parte do que ingerimos é criado em fábricas. Fórmulas, mecanismos, máquinas. Nosso corpo não é apenas orgânico. Nosso corpo tem extensões. Exoesqueleto, utilitários, vestimentas. Somos humanos. Somos máquinas. Somos ciborgues.
Desenvolvido por Rafael Lucas, Marcos Maia e Guilherme Aguiar, da equipe Xemelê / Cultura Digital - membros da comunidade WP-Brasil.
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Priscila Cotta 26 de agosto
Por que não tem mais novidades por aqui, Thi? Por onde anda com o cibridismo? beijos
Thiago Carrapatoso 30 de agosto
Oi, Pitti!
Esta pesquisa, por enquanto, está congelada.
O material foi entregue para a Funarte e ficará hospedado aqui para que qualquer um acesse. Estou articulando outros produtos além de blog, como uma exposição, mas ainda nada concreto.
Eu continuo pesquisando arte e tecnologia, mas esta continuação ficará abrigada em outro espaço.
Manterei todos informados!
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