Arquivo de julho 2010

O Querer nascer

Os rios que correm em minhas veias

Desaguam em meu coração

Descanso a cabeça no meu próprio peito

Ouço as cachoeiras a desaguar no mar de silêncio

Na minha garganta muda renegando o não

Da tristeza que aflora a fauna dos meus pensamentos

Talvez sou uma floresta sem pássaros

Que as vezes chegam de repente e adentram na minha cabeça

Minha esperança é que um dia amanheça

Espelhando o sol em rios de luz

Renascer

   Cuidar de quem nos cuidou mexe com obrigação

   Dar a mão

   Retrato de si mesmo mesmo que não dê certo

   Continuar tentando

   A vida flui e escorrega entre os dedos

   Coisas que já foi segredo

   Plantei uma árvore Flamboyant

   Uma semente fértil nascerá no Amanhã

   O vento que balança a copa das Árvores

   Imponente do céu azul

   As raízes que adentram no solo

   Vigorosas e centenárias

   Que escaparam as serras de dores

   Veloz devastação do canhão

   Que soltam bombas em forma de flôres

   Irmão meu não faça o não!

   Se una com as pessoas que choram a devastação.