Os rios que correm em minhas veias

Desaguam em meu coração

Descanso a cabeça no meu próprio peito

Ouço as cachoeiras a desaguarem no mar de silêncio

Na minha garganta muda renegando o não

Da tristeza que aflora a fauna dos meus pensamentos

Talvez sou uma floresta sem pássaros

Que as vezes chegam de repente e adentram na minha cabeça

Minha esperança é que um dia amanheça

Espelhando o sol em rios de luz