Archive for agosto de 2010
Abacateiros
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 28 de agosto de 2010
Quando menino subia nos abacateiros
Mas não costumava ser arteiro
Só nos machucados e nas lesões com bola
Tinha vergonha de minhas notas na escola
A professora falava mas eu não dava ouvidos
Quando lia um livro ficava comovido
Enfiava-me de baixo da cama para ler
Viajava longe, longe e crer
Que na vida era como uma aventura
Talvez um dia poder ter arquitetura
De montar meus sonhos simplesmente
Tal qual em minha mente imaginava
Sem estímulo eu já sabia
A alegria era como o balançar de uma árvore
Hora vai hora volta
Pai
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 27 de agosto de 2010
A vida de meu pai era um caminhão
Numa trilha aventureira
Entre curvas e ultrapassagens
Para ele a vida era seguir viagem
Não importando as pedras e o torrão
As esquinas do caminho ele conhecia bem
Amava o nordeste mais vivia do sudeste
Foi boiadeiro nas suas mãos rijas
Para ele não existia apegos
Era tudo uma questão de sorte
Mas era um nordestino forte na sua rudeza
Não deixou de ser forte
Até na hora da morte
O deus deste mundo
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 25 de agosto de 2010
O deus deste mundo é perverso
Vou colocar toda minha indignação
Em verso
Embora ninguém espia
Por minha medíocre inspiração
Solto tudo para o tudo e o nada
Pois a esquizofrenia é viver entre dois mundos
O micro e o Macro se antepõem
Um fio de navalha que fere os meus pés
Hora sou um gigante, hora sou um medíocre com fome
De disser ao mundo todo que sou apenas um homem
Tal quais milhões e milhões que sonham
Mas a vida procrastina flui e se perde
E não consigo fechar a mão onde tudo some
Até minha vida passageira
Onde tudo pra mim é de qualquer maneira
Anularei o tempo num copo de vinho
Desenrolo minha vida como um pergaminho
Que o certo de errado não se entenda.
Viver
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 21 de agosto de 2010
Quando olhamos para trás
Temos o sentimento de o quanto éramos meninos
À décadas passadas
E nosso dinheiro é um torvelinho
Nosso bolso parece rasgado
Por erros mal fadados de compras inúteis
E não viviamos as coisas pequenas do passado
Coisas que acreditávamos que eram fúteis
Mas hoje é a nossa razão de existir
Parei
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 16 de agosto de 2010
Parei entre o sinal
Os motoristas buzinam
As motos ameaçadoras despejam seu ronco
A rua é dos automóveis e veículos
Temo a travessia
Cuidado os que não temem!
Os motoristas têm presa
O sinal vermelho é uma largada
De sentimentos afoitos ou compassivos
Até onde suportará a atmosfera em nossos ouvidos?
O País cresce, o mundo cresce
Até onde?
Até onde suportará nossa vida passageira?
Onde tudo é descartável, até nossas vidas
Somos sufocados por um mundo de informações
A maioria de números onde os economistas tateiam em desvendar
Há um limite pra tudo
Parem a fúria, parem o egoísmo!
Tem de ser um mundo onde haja o sustentar!
Existência
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 14 de agosto de 2010
Penso que a existência humana é como um rio
Nasce numa fonte pequenina
Vai crescendo e se alargando
Num caminho impreciso
Atravessando obstáculos como caídas de cachoeiras
E vai traçando seu rumo dando ajuda e vida a tanta gente
Montanhas serras e vales e ribanceiras
Embora haja ações traiçoeiras
Não deverá desistir de buscar
Do seu caminho traçado
As vezes como enchente
As vezes sequidão no imenso sertão
Há rios caudalosos e enormes
Há afluentes destes mesmos
Vai neste incessante caminho
Até desaguar no Deus mar
Simples
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 9 de agosto de 2010
Um pé de abacate só dá abacate
É simples assim!
Pode até adicionar engenho e arte
E minha cabeça pensa em mim
Retrocedo o que já passou
Entendendo o que sou
Na solidão minha mente voa
As vezes por vias sem saída
Só guardo coisas boas
Aprendi as diversas ramificações
Eu queria aprender a fazer canções
Que lancem sensações como um banho de cachoeira
E saltem para os céus!
Não quero escrever asneiras
Isto é só um derepente
Que não se perda ao léu!
O carvalho
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 6 de agosto de 2010
Não recusarei desafio, minha mente é atrevida
Não penso em recuar
Embora só, conjugo o verbo amar
O futuro é hoje em minha Vida
Cuidar de mim mesmo é respeitar o outros
E, quando o choro vem na noite fria
Como um carvalho resisto a ventania
E venço os estremos pouco a pouco
Pois o tempo e a solidão são meras ilusões
Assim
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 2 de agosto de 2010
Por que acordar tão sedo ?
Só para ver o dia clarear na janela
Ainda que eu não veja o sol eu sei que é ele
Que a luz a todos ilumina
É tudo uma questão de ser e sentir a pele
Aquecida pelo calor pequeno neste inverno
Eu não uso terno nem ponho gravata
Porque sempre nasce o sol
É inexoravel que ele nasça
O Senhor quiz assim
Por você e por mim