O deus deste mundo é perverso

Vou colocar toda minha indignação

Em verso

Embora ninguém espia

Por minha medíocre inspiração

Solto tudo para o tudo e o nada

Pois a esquizofrenia é viver entre dois mundos

O micro e o Macro se antepõem

Um fio de navalha que fere os meus pés

Hora sou um gigante, hora sou um medíocre com fome

De disser ao mundo todo que sou apenas um homem

Tal quais milhões e milhões que sonham

Mas a vida procrastina flui e se perde 

E não consigo fechar a mão onde tudo some

Até minha vida passageira

Onde tudo pra mim é de qualquer maneira

Anularei o tempo num copo de vinho

Desenrolo  minha vida como um pergaminho

Que o certo de errado não se entenda.