A vida de meu pai era um caminhão

Numa trilha aventureira

Entre curvas e ultrapassagens

Para ele a vida era seguir viagem

Não importando as pedras e o torrão

As esquinas do caminho ele conhecia bem

Amava o nordeste mais vivia do sudeste

Foi boiadeiro nas suas mãos rijas

Para ele não existia apegos

Era tudo uma questão de sorte

Mas era um nordestino forte na sua rudeza

Não deixou de ser forte

Até na hora da morte