Quando menino subia nos abacateiros

Mas não costumava ser arteiro

Só nos machucados e nas lesões com bola

Tinha vergonha de minhas notas na escola

A professora falava mas eu não dava ouvidos

Quando lia um livro ficava comovido

Enfiava-me de baixo da cama para ler

Viajava longe, longe e crer

Que na vida era como uma aventura

Talvez um dia poder ter arquitetura

De montar meus sonhos simplesmente

Tal qual em minha mente imaginava

Sem estímulo eu já sabia

A alegria era como o balançar de uma árvore

Hora vai hora volta