As casas que passam.

Os prédios que passam.

As pessoas apressadas a cruzar a avenida.

O ônibus subindo a serra.

Do alto da serra dá para contemplar a cidade lá embaixo.

Lá embaixo as pessoas, as casas, os prédios, os carros…

A cidade grande fervilha de vida;

Vidas alegres, tristes, desencontradas.

Gostaria de poder retratar o que sinto;

Botar num quadro os meus sentimentos.

Talvez assim o talento flua inesperadamente,

E eu me descubra e descubra uma luz.

A luz que faz ver o que não se enxergava;

E talvez o mais certo é fazer o mais simples possível.

Pra que complicar, se tudo aparece confuso e esfumaçado na nossa frente.

Maio de 1998