Na Central, Central do Brasil

Comida por um Real

 Vai e vem andarilho o povo alimenta seu martírio

Na travessia ariscada assenta o pé na calçada

Do povo que outrora já foi capital, o povo do Rio

Os camelos põem na desordem a ordem

O pipoqueiro  alimentando a pombada

Desnudam de fantasia na sua gíria do bem

Em passos que se cruzam

Na doce harmonia do samba

Trem, trem, trem