Arquivo de 23 de outubro de 2010

Minha mãe é matéria

Minha mãe é matéria

Eu sou alma e coração

A flor despetala neste refrão

Quando o ego é atingido

Nossa mente se revolta e nosso coração cai em terra

O poder da palavra desloca o atingido

Como mudar uma mulher de setenta no seu rancor vestido

Quase toda hipocondríaca

Quase uma visão de mim medíocre

E os bons ventos se desviam para o nada

Eu piso na navalha para me equilibrar

Já cansei de tentar o impossível

Já cansei de me encurvar

Já cansei de perder o equilíbrio

O verde

O verde das árvores

Verdes de todas as cores

As sombras das árvores

Luz do sol fazendo desenhos na vegetação

Brilham as flores

Exalam perfumes tão doces sublimes

O céu que num manto azul

Faz um quadro perfeito pra observar

A vida fervilha

Insetos

Borboletas, asas a planar

E esse clima de paz perfeita

Enche-me de vida e esperança

Maio de 1998