As coisas da vida passam numa bandeja

Coitado dos tímidos que não estendem a mão

Por medo da negativa do não

Esperto a olha e fareja

A oportunidade aos seus olhos

Inesperadamente ela se insinua

Os gaviões dão um rasante voo

E logo a deixa toda nua

Em suas garras oportunistas

Espectro de artista inveterado

O coração bate malvado

Palitando os dentes após a comida

Anjo também eu não quero ser

Quero olhar e ver, reter

Dizer palavras doces ao meu bem

Calmamente elevar-me as nuvens

Antes que caia do sono inebriado