Reluz o sol, fazendo refluxo na vegetação

Espelho de luz de um pintor, que não me lembro o nome

Sombras fazendo desenhos no chão

Meus sonhos, minhas fomes

Não direi que foram saciados

Mas meu coração bate animado

Por essa visão

Espanta qualquer mal olhado

Lanço uma oração que nessa canção me faz abençoado

Direi as gerações que cantem canções que falem do amor

Mesmo em meio a dor

Que nos fazem humanos e urbanos

Desfaço os nós da penúria que me deixa a sós

Direi eu nesse século vinte um

Não se façam de nenhum!

Pro futuro não ficar atroz