Arquivo de 14 de novembro de 2010

Um mendigo

Um mendigo se estirava todo pra tocar o céu;

Alienista sonhador; a mente olhava pro alto.

Alçou voo, em sua mente, querendo rasgar o véu;

O véu da insanidade, de quem vivi no asfalto.

Posso supor, que ele imaginava em santidade;

Ingênua vida sem maldade, querendo sair da realidade.

Por vezes, raspavam o seu cabelo branco e sujo;

Imaculado pensamento, que se fazia surdo;

“Profeta”, não conselheiro;

Quem pode contar o seu mundo inteiro?

Querendo asas pra voar.

Navegar na mente obscurecida;

Não se trata de homicida,

Não tinha armas no coração insano pra matar.

A chuva caiu sobre mim

A chuva caiu sobre mim
Minha mãe acolheu-me nos braços
Passagem  alegre na infância
Me faz ver que o tempo distante
Pode nos fazer levar num instante a coisas num laço do tempo
O tempo que leva as folhas secas pra longe, longe, longe…
O Rio que deságua em mim…
O Corcovado onde nunca fui 
Do céu entre as nuvens tão belo
Ó cristo fecha logo os teus braços pra minha infância que já foi 
Alguém que ouça esses versos veja que um t e m p o r a l
Repousa imagens de A m o r…