O universo tem ralos, viajantes pontuais,

corações que pulsam espalhando luz pelos ares.

Ele se dobra como borracha

encurvando a luz como bêbado numa praça;

quisera eu viajar como os cometas

me desviar dos buracos negros

que a tudo suga.

A mim me cabe uma simples curva

do caminho estrelado pelo sol

e perfazer o caminho bem sóbrio

renascendo e trilhando sujeito ao tempo,

que tem suas próprias leis como o universo

e a gramatica que nos sujeita nos versos.

Ou ela é de nós sujeita abrindo luz

no nosso próprio peito.