Eu rumino o futuro

e regurgito no prato

do presente que me servem.

Ninguém pode me acusar de não ter tentado;

eu não fiquei mudo de coração puro

nem pedi uma prece que me rezem,

do presente que me servem.

Ninguém pode me acusar de não ter tentado;

meu tempo é de aceitar a realidade,

pra que esconder o jogo

o jogo da vida,

pois do mal só se tira maldade

do presente que me servem.

Ninguém pode me acusar de não ter tentado.

Tentar tirar do nada

e ninguém pra estender a mão;

não tenho medo do pão escasso

só quero pra mim meu regaço

antes que digam novamente o não.

É ré maior…

É dó menor…

Minha vida é um triste solo de violão.