Arquivo de maio 2011

Desilusão

Desilusão

Pétalas ao chão

Mulher tu és poderosa

Buque de rosas

Eu lhe ofereci

Como recusas um coração tão sincero

Sentimento a flor da pele

Não nos tocamos a epiderme

Mas me destes um empurrão

No frio da neve

Ao calor do sol

Me empurrastes para o nada

Por isso me faltam as palavras

O mel das falas

Só o que tenho para oferecer são versos

E ainda me disses que não faço nada certo?

Cafezinho

O homem que serve o cafezinho

de palitos nos dentes

há de ser gente

pra na vida ser evidente.


Cafezinho é um roubo,

quentinha é um roubo,

no bolso do povo.


 

Há de ser evidente

para quem quer ser clarevidente.


Meus anos passam

como os anos que varem a viela.

A sobrevivência não é fácil

como uma novela.


As antenas de teve

desapareceram para os celulares

em torno dos lares,

quem te viu quem te vê?


Minha sobrevivência, minha consulta,

faço de mim mesmo a disputa

de quem quer ver e ter

sem a desilusão de ter e não ser.