Meu estomago sente a solidão,

o remédio é em vão.

Sou eu destinado a ser só

como um laço do destino?

 

Onde desde menino me deram um nó,

sinto o peito em desatino,

rodei-me do ilusório.

Sinto-me como um palhaço

 

jogado num auditório,

só e na vida empurrado,

já não vejo mais nada

nem um amigo, nem a amada.

 

As vezes penso em desfazer tudo,

mas meu pensamento esta mudo,

tento refletir, mas quanto mais reflito

sinto o peito sem alivio.

 

Serei grande o bastante para admitir

que preciso de ajuda como a cura

do mal menor, do mal maior que dura,

a minha vida toda a me seguir.