Faz muito tempo que não vejo o mar;

       sinto o quanto perto dele me vejo pequeno.

Perto dele dá vontade do mundo abraçar

       e ver que tudo não é nada o que tenho.

 

O mar é como uma pintura de Van Gogh,

       profundo de ondas onde tudo se move,

       mas não é tão iluminado como pintura.

Iluminada é a lua que faz tudo flutuar.

 

O mar tem suas estrelas que não cintilam,

       mas que nascem e também morrem;

       nos fascinam e de vagar se movem.

Como as estrelas do mar talvez ainda alcancem

 

       as estrelas que brilham no céu;

       no tempo futuro no extremo universo,

       como os rios que minam para esse oceano.

No vasto e silencioso mistério.