As enchentes que inundam o ouvido da gente

Nas ruas dos vales dos vergalhões 

Alvoroço da ribanceira

Cadê o pau pereira?

Somos os agentes do mundo

Hora ser vagamundo 

Desprezando os cantões

Da inércia

É preciso presa pra sentir o odor

Da flor

Que nasceu na fresta do cimento

Num mundo violento

Sentir o sentimento

Que de repente se esvai

A enchente tudo subtrai

Notícias cotidianas

Em mim estão abertas as persianas

E tudo se filtra num copo d’água

Vida vivida é vida amada.