Fechado em seu computador

o homem circula pelo mundo

indiferente a fome e a dor

ele transita pelos sites de relacionamento.

 

Confia que o virtual é meramente

um apertar de botões,

cantões de visões

que iludem a sua mente.

 

Não sabe que nunca se consumiu tanto papel;

as impressoras batem o impresso

nas árvores que foram plantadas ao céu,

pois a tecnologia é apenas isso:

 

uma imitação da natureza

onde a tela mostra a beleza

do computador orgânico

que é cada ser humano.