Um cavalo raspava a grama em Pau Ferro

e o sol aparecia no final da tarde;

o ônibus que em Jacarepaguá invade.

É tu Jacarepaguá nos teus sub-bairros!

 

Alguns têm o ar de interior,

na tua gente pacata

gerando o teu calor.

Gente como gente como o ambiente trata

 

e o sol se ponha nos montes,

no inverno o frio caindo,

a claridade sumindo

até que o dia desmonte.

 

E aja o gosto da amêndoa que ninguém come

das árvores que crescem aos montes,

ao sabor da chuva,

como postes que no cimento provoca fendas.

 

Folhas secas,

o comércio,

o ar de tuas ruas,

no sinal tudo se situa,

neste bairro que sempre cresce.