Algumas pessoas acreditam em sonhos.

Temem ou se alegram que ele se torne palpável,

as vezes sonham em um prazer agradável,  

as vezes sonham em pesadelo medonho.

 

Sonhar é como mergulhar num rio

do porão (em nossa mente) inundado,

coisas do presente, coisas do passado

distorcidas num naufrágio de navio.

 

Castelos que a vida desfaz,

renovando com as mesmas pedras

outros sonhos futuros,

construindo derrubando muros.

 

Sonhar, assim de olhos abertos,

onde o caminho trilhado pode ser real;

revolvendo o obstáculo impenetrável,   

que o céu é rasgado firmamento.