O guindaste se ergue até o céu,

os pombos estão por toda parte.

 

A cidade anuncia que há vida,

que dorme e acorda todo dia,

consomem, se alimentam.

 

Rostos alegres, tristes, apressados,

a vida palpita no mundo;

muitos nascem, muitos morrem.

 

Na cidade por toda parte circula que há vida,

a natureza interage com tudo,

tudo está unido, tudo se liga.

 

E assim caminha o meu ser

dependente em tudo aos outros;

o meu ser ama a humanidade,

que muitas vezes é desumana.

 

Os homens têm a mesma essência,

então por que desconhecer

aquele que não tem valor no parecer?

 

Seu dom está naquilo que luta e ama,

o sobreviver na vida

do fôlego que ao nascer tanto queima.