Arquivo de 25 de outubro de 2011

Estou, não sou!

Sou o homem atravessando a rua.

Estou, não sou!

 

Sou a planta que nasce no tronco da árvore.

Estou, não sou!

 

Sou o menino que perdeu a bola.

Estou, não sou!

 

Sou o sol que se põe pela tarde.

Estou, não sou!

 

Sou um pássaro perdido sem ninho.

Estou, não sou!

 

Sou o homem que cresceu, mas ainda é um menino.

Estou, não sou!

 

Sou a coragem que me abandona.

Estou, não sou!

 

Sou em tudo e a todos!

Estou, não sou!

O impossível é possível!

O impossível é possível!   

Ou não estaríamos aqui neste planeta.

O homem cria e recria todos os dias,

quem nunca errou não é humano!

O imperdoável é persistir no erro

como cair e não querer se levantar.

Somos como formigas errantes,

erramos, erramos e acertamos

em busca do alimento para o ninho,

mas o homem erra sabendo que está errado.

Esta incoerência agride a existência,

muitos diriam que é o instinto.

O instinto zela pela sobrevivência,

como o instinto de um pássaro

que mesmo sem quem o ensinar,

abrindo suas asas alça voo para o ar.