Natalidade, natividade, nascer.

A essência do ser.

Crer que há e sempre haverá um renascer,

mesmo a embrolhos de empórios

que vendem o fim.

 

Neste mormaço da primavera verão

que nos abafam os poros…

 

Que é a vida se não o terminar e recomeçar

de alguma coisa que existe ou a existir?

A existência e suas artimanhas…

 

Que bom seria se nascêssemos com a cabeça

dos trinta anos…

Mas a vida seria mais vazia, sem as descobertas

e sondagens do mundo;

a simples alegria de ter ganhado um sorvete,

de ter ganho uma partida de jogo de botão,

de ter marcado um gol por acaso…

E a doce recompensa de termos realizado um servicinho

só por alguns Reais.

 

E a seiva suculenta do fruto maduro que conseguimos alcançar

ao estendermos o braço,

o vento a balançar,

na sombra da copa de uma árvore frutífera

pejada de frutos “de vez”.