Arte é como o ar

Que se respira

Necessário ser e se manifestar!

 

No canto do boiadeiro

No cordel

Van Gogh pintando o céu

Na música do cancioneiro

Arte, arte, arte, arte!

 

Em quantas pontas se repartem

A estrela, o girassol?

Toca o sopro em si bemol

Necessária é como os ares

Arte, arte, arte, arte!

 

Flui no suor do pedreiro

Assentando as pedrinhas fazendo desenhos

No chão

Canta canção!

Ó violão!

Arte, arte, arte, arte!

 

Voa como flecha de luz atravessando o céu

Dança como abelha carregando o mel

Pra rainha espalhando a colméia

 

Dançam como os índios

Ecoando suas vozes lá no fundo

Pois, as vozes da aldeia

São as vozes que transpassam o mundo

Arte, arte, arte, arte!

 

Necessária como a vida!