Noite, horas de verão,

no céu apenas duas estrelas:

uma perto do horizonte, outra no alto do céu.

Ainda se vê o clarão

do dia,

as luzes dos postes já acesas,

eu tenho a certeza que existo.

No bar ao lado, o som do funk toca muito alto;

as pessoas ouvem pra que?

Pra sentirem que estão vivas!

No estremecer da carne!

O som bate, bate…

Nesta véspera de Natal tudo é presa,

pra que isso?

Se o que nos move são os sonhos,

no respirar da alma;

o brilho das estrelas de verão pedem calma.