Archive for janeiro de 2012
O cavalo
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 31 de janeiro de 2012
O cavalo passa na rua de asfalto
O seu passo mágico e ritmado
Passa num porte altaneiro
O cavalo ligeiro
Cavalo forte
Bonito de porte
Galopar, galopar, galopar
Em Jacarepaguá
O cavalo é plástico no seu trote
Faz-se respeitável veículo
Os carros passam e respeitam o seu galope.
Consciência ecológica
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 30 de janeiro de 2012
Consciência ecológica e da vida leva gerações.
Demora um tempo
pra saber quem realmente se preocupa com a preservação.
O mundo canta a canção.
Canção de letras inacabadas,
um pouco desafinadas
pelo som do vagão do desenvolvimento;
muitos lamentam
porque ficaram pra trás
da ação contumaz
da civilização,
onde o comércio não mede meios
pra convencer
o cidadão,
de que o consumo é a felicidade
e o prazer.
Casas sem reboco
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 28 de janeiro de 2012
O ônibus sobe a serra,
mais lento do que desce,
meu olhar como uma prece
que roga a paisagem
que se esmera em se mostrar,
a favela (comunidade)
mostra uma imagem
nua das casas que passam,
e passam,
soldadas sobre a rocha e terra,
as casas sem reboco
umas do lado da outra,
e haja escada que faz
subir o povo
sobre o morro,
encontram espaço
na vida aço,
onde o cotidiano
não mede planos
pra viver,
e sobreviver
na cidade grande
de pequenos corações
do asfalto,
penso alto,
como pedra dura
as casas que se penduram no parapeito da vida.
De pé descalço solto à relva
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 27 de janeiro de 2012
De pé descalço solto à relva,
caminhos do corpo
como fazer acupuntura
tocando os pés,
em cada ponto um caminho,
cada ponto se irradia o fluxo da vida
e o dia vai e a noite se mostra
calada, só o pensamento a pescar.
As pessoas dormem,
as pessoas se amam,
as pessoas se inflamam
na penumbra.
Quem faz a cada dia o nascer?
Vê que não há um dia igual ao outro,
cada dia um novo rosto,
e como variam os sentimentos.
Em cada manhã pense sempre em agradecer,
sol que nos mostra o amanhecer,
oportunidade de fazer o bem
a cada dia.
Penso em fazer versos leves como a pluma
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 25 de janeiro de 2012
Penso em fazer versos leves como a pluma
E nas frases fazer-se espuma
Leve
Suave
Sem nada que me entrave
Como mãos soltas ao ar
Sem meditar
Sem muito pensar
Pois o pensamento analítico às vezes se confunde
O fazer versos é tocar os sentimentos
E para tocar
Não é preciso o muito pensar
Só frases leves
Como a neve
Pólen
Pólen
Que vão a semear outras flores futuras
Pluma
Pluma
Ausência de gravidade
Na lua
Como flutua
Vento que nos invade.
No vagão da noite
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 25 de janeiro de 2012
No vagão da noite
tudo é quietude
sem gestos rudes
uma amplitude
que me remete
nas asas de um pássaro
noturno
a sobrevoar as ruas e avenidas
a mente unida
com a solidão
um deslizamento
lento
sem pressa de o dia acordar.
Agora posso voar
voar, voar…
nas profundezas do meu ser.
Meus versos não são meus
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 24 de janeiro de 2012
Meus versos não são meus
São de quem os lê
E vê e julga
Como sentimentos soltos ao vento
Meus versos não são meus
São do próprio tempo
Alguns são inspirados
Outros são lançados à sorte
Meus versos não são meus
São simples como a mim mesmo me digo
São frutos que o povo escolhe
Não sei escrever versos frios
Detalhadamente pensados
Meus versos não são meus
São de quem os leu.
Teu olhar
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 23 de janeiro de 2012
Minha vida anseia por afeto
no quarto escuro olho pro teto
faço planos pro dia seguinte
meu olhar mostra em mim pedinte
de um amor verdadeiro.
Você agradou os meus olhos
não quer agradar meu coração?
Não me jogue nos abrolhos
não me deixe na solidão.
Meu barco navega num mar
as velas estendidas no mastro
um céu sem lua ou astros
no meu destino ancorar.
Não ofereço ouro nem prata
só minhas mãos coração caloroso
a sombra de um pé frondoso
-depositei meu mundo inteiro no teu olhar.
Pássaro, passarinho
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 20 de janeiro de 2012
Pássaro, passarinho
pairei no mar,
passei do ninho.
Passei do Lar!
Pairei como um beija-flor,
sobre as ondas do oceano,
sem planos…
Sem uma seta que me aponte o caminho,
e passam os anos,
as ondas castigam as rochas,
o vento não cessa…
Quisera eu ter um pergaminho
onde houvesse um mapa
dizendo-me quantos passos faltam
para o tesouro.
Mas, o que vale mais que o ouro?
Ah! É a própria vida!
Espere um pouco!
O sol vai nascer entre as nuvens:
-Agora!… Aurora, aurora, aurora!
Lá no pé daquela serra
Posted by Francisco Filho in Sem categoria on 19 de janeiro de 2012
Lá no pé daquela serra
mora um homem solitário
levando chuva e sol
vivendo tão temerário
na pesca usa o anzol
tão simples sua plantação na terra.
Não tem um amor no coração
nem parentes que lhe empreste
de manhã faz uma prece
-que aperto e sofreguidão!
Vê suas fontes secarem
vê a poluição nos ares
lamenta a poluição dos rios
na terra o tempo bravio.
Abandona sua choupana
trancando a porta pra sempre
se tornando um indigente
fez da calçada sua cama.