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Não arrancar a orelha a protestar

Vou à busca de tudo derramar

Um fluído de asas para o céu…

Num rasgo de véu

 

O véu do obscuro

Quem tem o coração puro?

Faz-se agir num azul

Destrinchando norte e sul

 

Carona nas asas da paz

A tudo nos transforma

Caem em terra as esporas

Cavalo manso não desfaz

 

Aquilo que deixou brando

O amansar pacífico

Conselho sincero eu edifico

 

Papel virtual em branco

Fez-se preenchido por letrinhas

Simplicidade ficou nas linhas.

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