Lá no pé daquela serra


Lá no pé daquela serra

mora um homem solitário

levando chuva e sol

vivendo tão temerário

na pesca usa o anzol

tão simples sua plantação na terra.

 

Não tem um amor no coração

nem parentes que lhe empreste

de manhã faz uma prece

-que aperto e sofreguidão!

 

Vê suas fontes secarem

vê a poluição nos ares

lamenta a poluição dos rios

na terra o tempo bravio.

 

Abandona sua choupana

trancando a porta pra sempre

se tornando um indigente

fez da calçada sua cama.

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