Há tantos sonhos represados,

Sonhos de um passado não muito distante,

Se deixar, vira uma avalanche

De feitos inacabados.

 

Regozijar-me porque há um dia lá fora

E ele espera por mim.

Façamos assim:

-Um dia de cada vez na estrada.

 

Eu ando, ando e ela nunca se acaba,

Vou transformar o caminho num livro,

Onde posso deixar marcas.

 

Nas palavras qualquer coisa do infinito,

Lá posso deixar o meu grito

Onde nas páginas os meus passos serão livres.