O sol encandeou os meus olhos

a se pôr às sete horas neste verão.

Sinto-me contemplativo no meu coração,

os carros passam e as pessoas não olham

 

o espetáculo simples da natureza,

sinto em mim não certezas

como o sol se põe, eu também me ponho

a lembrar do sertão num sonho

 

da vida simples que outrora tinham,

onde as casas simples a luz do lampião,

nos confins da mata do sertão

os pássaros vinham toda manhã cantar, vinham

 

disser que a natureza advinha

à hora certa do sertanejo acordar.

Hoje na cidade grande não tenho um lar,

 

vivo de casa em casa a mudar,

pois a cidade grande não é minha,

é do comércio, das pessoas que se apinham.