Na exatidão dos relógios,

na exatidão de um pulsar

no universo

revela que não há

sentimento mais denso

que o corpo humano sente.

Tudo é uma questão de densidade;

há densidade no aglomerado das cidades,

no interior harmônico de uma floresta,

numa partida de futebol, no carnaval,

a flor das idades

na força da juventude

tornando mais denso os momentos,

que com o tempo se esvai

se aquietando e tornando mais brando

nas atitudes,

os conhecimentos,

e vai e vai…

A densidade dos anos se aquietando,

como na correnteza de rio estreito

que vai aos poucos se alargando

se tornando manso e profundo.